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Vinda da Escola de Sargentos para Santa Maria mobiliza autoridades gaúchas

O município tem o segundo maior contingente de militares do país, com 9,3 mil homens e mais de 20 organizações do Exército

Natália Müller Poll
Foto: Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)


Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

No que depender da mobilização das forças políticas e produtivas do município, Santa Maria larga na frente para ser a sede da nova Escola de Formação de Sargentos das Armas (ESA). Ainda, na última segunda-feira, o Exército Brasileiro divulgou as outras duas cidades que concorrem à unidade educacional militar, que pode injetar, inicialmente, mais de R$ 1 bilhão na economia santa-mariense.

Único representante do Rio Grande do Sul, o maior município do centro do Estado disputa, em pé de igualdade, com Ponta Grossa (PR) e com Recife (PE), o que é considerado um empreendimento dada a cifra a ser aportada. Ainda que a decisão seja iminentemente técnica, asseguraram as fontes ouvidas pela reportagem, há o fator político que deve ser colocado na balança. Neste caso, o prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom (PSDB), acumula um cabedal notório de apoiadores para este movimento de vinda da ESA.

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Mesmo que ele diga que Santa Maria cumpra com todos os requisitos técnicos - instalação hospitalar e Hotel de Trânsito, por exemplo -, Pozzobom tem articulado uma rede de soma de esforços neste front, que começou a ser ocupado por ele no ano passado. À época, ele recebeu a cúpula de militares na cidade e detalhou os benefícios que "a família militar" teria ao optar por Santa Maria.

Em setembro de 2020, a cidade avançou na corrida para sediar a ESA, quando foi uma das três cidades escolhidas pela comitiva de militares liderada pelo general Juarez Alves Pereira Junior. O grupo, que é responsável pelo projeto da escola, visitou um total de 16 cidades brasileiras na primeira fase do projeto.

Agora, a vinda de militares ao município, para a segunda fase da avaliação, está prevista para março.

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EXPECTATIVA

Se Santa Maria for escolhida, serão injetados anualmente R$ 250 milhões, somente em folha de pagamento dos militares, conforme a prefeitura. Já há uma área assegurada para a instalação da unidade, que ficará no Bairro Boi Morto, em um terreno do Exército. No local, serão atendidos 2,2 mil alunos. Com o efetivo de militares e familiares, o público movimentado chegaria a 6 mil. À reportagem, o senador Luis Carlos Heinze (PP) disse que, na semana que vem, terá uma audiência com o general Edson Leal Pujol:

- Se for necessário, vamos mobilizar toda a bancada federal gaúcha para fazer com que Santa Maria leve a ESA.

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Em Brasília, prefeito tratará do tema com o vice Mourão

Nos próximos dias, o prefeito Pozzobom pretende ir a Brasília. Lá, ele conversará sobre o tema com o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB). Gaúcho, Mourão conhece Santa Maria, uma vez que já foi chefe do Comando Militar do Sul (CMS), órgão máximo do Exército nos três Estados do Sul.

- Não se quer interferência, mas o vice-presidente sabe o que nós aqui temos a oferecer - resume Pozzobom.

Ele lista que, além de uma cidade com custo de vida acessível, Santa Maria tem ainda algo que é caro à "família militar": a questão da segurança pública.

Sobre isso, ele enfatiza o Centro Integrado de Segurança Pública (Ciosp), investimento de R$ 6 milhões da gestão municipal, para colocar 800 câmeras nas ruas, espalhadas por 150 pontos.

Ao Diário, Pozzobom destacou que já estão asseguradas as demandas das redes elétrica, de água e esgoto, bem como acesso asfáltico à Rua Irmã Dulce, que fica na região oeste. Ele lembra que, conta a favor de Santa Maria, a fabricante alemã de blindados Krauss-Maffei Wegmann (KMW), sediada na BR-287, e que pretende expandir ações neste ano.

O QUE DIZEM
Leia, abaixo, a avaliação de políticos e autoridades locais:

"Há no meu entendimento, agora, uma questão que é muito mais técnica do que qualquer outra coisa. Santa Maria, por tudo que sabemos, cumpre com todos os requisitos técnicos. Temos, ainda, aqui no Estado, apoio de instituições como a Famurs, Fecomércio, Federasul, entre outros"
Jorge Pozzobom (PSDB), prefeito de Santa Maria 

"Todas as lideranças locais, regionais e estaduais estão puxando para o mesmo lado: o de Santa Maria. Não será por falta de apoio político que a ESA não virá" 
Valdeci Oliveira (PT), deputado estadual 

"Se for necessário, vamos mobilizar toda a bancada federal gaúcha para fazer com que Santa Maria leve a ESA. Na próxima semana, terei uma audiência com o general Pujol, para que possamos avançar nessa questão que é importante para a cidade, mas para o Estado também"
Luis Carlos Heinze (PP), senador

"Na área militar é, sem duvida, uma cidade estratégica. Estamos na disputa nacional e há uma articulação com o senador Luis Carlos Heinze. É importante para a economia local e consolida Santa Maria como polo militar do Rio Grande do Sul" 
Pedro Westphalen (PP), deputado federal 

"Acredito que temos uma boa chance. Falta só a prefeitura se acertar com o Exército e dar a segurança de que eles terão tudo o que exigem"
Giuseppe Riesgo (Novo) , deputado estadual 

"Creio que o município tenha grandes chances de ser selecionado. A economia local e da região ganham com isso"
Luiz Fernando Pacheco, presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços de Santa Maria (Cacism)


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