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'Vi a mobilização da cidade, me emocionei com o carinho', diz Valdir Oliveira

A poucos dias de voltar para casa, Valdir Oliveira fala sobre os meses de superação e de combate à Covid-19

Maurício Araujo

Foto: Christiano Ercolani/Divulgação

Internado há 115 dias no Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo, o vereador Valdir Oliveira (PT) se prepara para voltar para casa. Foram quatro meses de luta contra a Covid-19, de uma espera angustiante e de dias extremamente difíceis. Apegado a fé, o parlamentar nunca desistiu, mostrou-se forte e resiliente contra uma doença que já tirou a vida de quase meio milhão de brasileiros. Nos próximos dias, aguarda alta hospitalar para voltar ao aconchego do lar e às suas atividades na Câmara de Vereadores de Santa Maria.

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Valdir Oliveira foi internado em 27 de fevereiro. Dias depois precisou ser levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde ficou 71 dias, na maior parte do tempo intubado. Passou por traqueostomia e outras cirurgias. Neste tempo, devido à sedação, não lembra de praticamente nada. Ao despertar, pelo que o próprio chama de "nascer de novo", sua vida realmente mudou. O vereador tem dificuldade na locomoção, mas mantém-se seguro de que o pior já passou, e, agora, passa pelo processo de recuperação.

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Santa Maria se mobilizou em energias positivas ao parlamentar. Políticos, de todas as ideologias e partidos, vibraram a cada sinal de melhora e mandaram mensagens motivacionais ao parlamentar. A família e os amigos próximos se apegaram em orações. A torcida pela recuperação dele foi uma demanda municipal conquistada por todos, em especial por ele mesmo.

Na última quarta-feira, Valdir Oliveira conversou com a reportagem do Diário, por telefone.

VOLTA PARA CASA

A alta hospitalar está próxima. Conforme Valdir, apenas o processo burocrático relacionado ao tratamento domiciliar ainda o impede de estar nos braços da família. Mas, segundo ele, quem esperou quatro meses, consegue esperar alguns poucos dias. Isolado em um quarto do hospital, recebe a visita apenas de familiares, bem como a do vereador Werner Rempel (PC do B). O médico, conta Valdir, o visita duas vezes por dia. A prática já ocorria também quando ele estava na UTI.

RETORNO À CÂMARA

O vereador acredita que, devido ao avanço no tratamento e em conversa com sua médica, Dra. Jane Costa, é possível retornar ao Legislativo já no dia 1º de julho. Essa é a meta.

VIDA E RECUPERAÇÃO

Valdir Oliveira sabe que a vida não será a mesma de antes daquele 27 de fevereiro. O tratamento precisará continuar por um longo tempo, especialmente no que se refere à locomoção das pernas. Mas ele sabe que, com paciência e responsabilidade, as rotinas começarão a ser retomadas aos poucos. Durante o tempo de internação não sentiu medo, mas refletiu sobre a importância da vida e da saúde plena e conscientizou-se que nada está acima delas. Questões financeiras e materiais, afirma o vereador, tornam-se secundárias e com pouca relevância quando o que vale mesmo é a própria existência.

Confira, abaixo a entrevista com Valdir Oliveira:

Diário - Como foi o começo e os processos que o senhor enfrentou devido à Covid-19?

Valdir - Eu estava consciente da Covid, tomando todos os cuidados. Tudo aconteceu de forma rápida. Senti os sintomas e logo fiz o teste. No dia 27 de fevereiro, eu fui internado e em quatro dias estava na UTI. Lá, fiquei por 71 dias, e não lembro de nada por consequência da sedação.

Diário- Como foram os dias de tratamento?

Valdir - Eu tive insegurança sobre a própria vida, por vezes soube que estava perdendo o jogo. Passei por traqueostomia e cirurgias. Tudo feito com maestria pela equipe médica, em especial pela Dra. Jane Costa, que atuou com propriedade. A eles, a minha gratidão. Acordei sem entender nada. Minha família foi essencial neste processo. Sempre ao meu lado, prestando apoio, solidariedade e força.

Diário- Qual sentimento de vencer a doença?

Valdir - Superei algo importante, cheguei a perder a voz devido à traqueostomia. Por vezes, me senti perdido. Era uma insegurança total. Mas, eu nasci de novo, e estou muito feliz. Vi a mobilização da cidade, me emocionei com o carinho e apoio de minha família, amigos, colegas da rádio e da Câmara. Foi uma corrente forte, que trouxe resultados.

Diário - Quais as metas a partir de agora?

Valdir - Minha meta principal é retornar para casa. Depois, quero retomar minhas atividades na Câmara, em 1º de julho. Estou ciente das dificuldades, especialmente em relação ao movimento das pernas. Sei que vai demorar um pouco. Ainda não consigo caminhar. Mas as condições clínicas já me possibilitam retornar, em breve.

Diário - É consciente dos acontecimentos?

Valdir - Comecei a me informar mais nos últimos 10 dias. Antes, preferi focar na recuperação e não deixei nada interferir. Quem tem me ajudado neste processo é o Dr. Werner Rempel. Todos os dias ele me faz duas visitas, rigorosamente. É um amigo muito especial, sem dúvida alguma.

Diário - Qual mensagem o senhor deixa?

Valdir - Só tenho gratidão. Sou privilegiado, porque muitas famílias perderam pessoas amadas. É preciso se conscientizar que essa doença é grave, e é incerto a gravidade que ela vai atingir cada um. Logo a pandemia vai passar, mas, enquanto isso, peço que todos respeitem e não desafiem essa doença. Pense nas suas atitudes e atos, não coloque em risco a própria vida e a de quem você ama.



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