reportagem especial

VÍDEO: na batalha pela ESA, Santa Maria tem duas adversárias a superar

No páreo, além de Santa Maria, estão ainda Ponta Grossa (PR) e Recife (PE), que se lançaram ao tabuleiro nacional na disputa pelo investimento de R$ 1,2 bilhão

Maurício Araujo e Marcelo Martins

Fotos: Pedro Piegas (Diário)

O mês de agosto que se anuncia é de expectativa para três cidades brasileiras, uma vez que o Exército Brasileiro deve anunciar qual será o município que receberá a sede da nova Escola de Sargentos das Armas (ESA). No páreo, além de Santa Maria, estão ainda Ponta Grossa (PR) e Recife (PE), que se lançaram ao tabuleiro nacional na disputa pelo investimento de R$ 1,2 bilhão. Em 15 dias, a tendência, conforme o Diário apurou, é que seja feito o comunicado da escolha oficial por parte do Conselho Militar, que irá se reunir para decidir a cidade a ser contemplada com o complexo logístico-militar e educacional.


O conselho é composto pelo comandante do Exército, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e mais 16 generais. A escolha deve se dar por maioria simples. Ou seja, o município que tiver mais votos, leva.

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Em praticamente um ano e meio, como qualquer jogo de estratégia, quase duas dezenas de cidades se lançaram na disputa pelo complexo militar que formará 2,2 mil alunos. Neste período, a maior parte dele ficou pelo caminho. Os que sobreviveram conseguiram ao conciliar táticas bem elaboradas pelos gestores locais. Por se tratar de uma disputa nacional, habilidades foram exaltadas e todos entraram nas trincheiras para fazer o bom combate. Agora, na contagem regressiva até o anúncio final do Exército, os três finalistas desse processo lançaram as últimas fichas para conquistar o objetivo final: ter a bandeira da ESA em seu território.

NÚMEROS QUE IMPRESSIONAM

Para atrair a ESA, movimentos foram feitos pelas cidades e diversas vantagens foram apresentadas ao Exército para tornar as cidades mais atrativas à instalação do complexo militar. De forma indireta, os municípios têm batalhado por esta conquista, que representa um grandioso impacto econômico àquela que for escolhida. Além da construção que gira na cifra bilionária, ainda há os "soldos" (salários) dos militares, em torno de R$ 320 milhões/ano, bem como os investimentos em materiais e suprimentos. O acréscimo de pessoas à cidade pode superar os 3 mil, entre alunos e instrutores.

Santa Maria não poupou esforços para mostrar as potencialidades que a habilitam a ser a escolhida. Ao contrário das demais - que tiveram de fazer grandes concessões, com doações de áreas para a construção da escola e promessas milionárias de investimentos em novas estruturas -, a cidade gaúcha tem praticamente tudo pronto, e o que ainda não está definitivamente concluído, tem indicativo e propostas reais de finalização.

Para entrar no jogo e se tornarem competitivas, Ponta Grossa doou terrenos e fez cessões de imóveis para a construção da ESA e também para a instalação de um Colégio Militar. Já Recife não ficou para trás e marcou de perto as concorrentes. Em abril, o governador pernambucano, Paulo Câmara (PSB), assinou um Termo de Compromisso em que se compromete investir R$ 323 milhões em mobilidade, transporte público, infraestruturas hídrica e viária, entre outras áreas.

DECISÃO

Em visita aos três municípios, o comandante do Exército Brasileiro, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, exaltou a capacidade das três cidades, mas sem dar indicativos de qual delas estaria à frente nesta disputa. Ao contrário, o chefe maior do EB destacou que elas estavam em pé de igualdade e no mesmo patamar de competitividade. Porém, só uma triunfará.

GENERAIS DO EXÉRCITO APOSTAM EM SANTA MARIA


Santa Maria é reconhecida pela hospitalidade e receptividade às milhares de pessoas que chegam à "Capital dos Blindados". Os que aqui passam, jamais esquecem. A família militar sabe disso, e reforça este entendimento já enraizado na cultura local. Além de todo o acolhimento, Santa Maria se consolidou nas últimas décadas como um dos principais centros militares do país e até mesmo da América do Sul.

Seja pelo acolhimento recebido ou pela grandiosidade das instalações militares no município, há o consenso de que Santa Maria é a melhor opção, sem demérito às demais candidatas. Ex-comandantes e comandante da 3ª Divisão do Exército (3ª DE) exaltam os potenciais da cidade e como sua estrutura é essencial para a decisão do Comando Militar.

HERTZ

O atual comandante da 3ª DE, general Hertz Pires Machado, destaca que a cidade está pronta para receber a ESA, e, devido ao seu preparo, haveria menos gastos para a instalação da nova escola.

- A cidade quer receber a ESA, e a mobilização foi feita por todos, com grande apoio da população. Santa Maria tem plenas condições, pois tem organizações muito capacitadas, tradição e cultura em receber os militares.

ETCHEGOYEN

Comandante da 3ª Divisão de Exército, entre fevereiro de 2011 e janeiro de 2013, e ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência do Brasil, o general Sérgio Etchegoyen também destaca que nenhuma outra cidade do Brasil tem tanto potencial quanto Santa Maria.

O general destaca os equipamentos modernos instalados na cidade, bem como o Centro de Simulação. A proximidade com outros países e o acesso a qualquer lugar do país, destaca Etchegoyen, garantem a Santa Maria uma capacidade que nenhum outro município tem.

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- Na América do Sul não tem cidade parecida com Santa Maria. Nenhuma outra cidade do Brasil se preparou, ao longo dos anos, como Santa Maria tem feito - disse o ex-comandante.

ADRIANO

No mesmo entendimento, o general Adriano Pereira Júnior, que comandou a 3ª DE entre 2007 e 2008, reitera que a cidade é completa e referência no que consiste em apoiar a comunidade militar. Segundo ele, o município reúne todas as principais armas do Exército, o que significa mais materiais para instruções, além de um grande acervo de veículos, unidades militares e instrutores especializados que, afirma, poderão cooperar com a ESA.

- Santa Maria é completa e, em resumo, tem todos os requisitos e condições. Sou um santa-mariense de coração, mas, mais que isso, sei que a cidade está preparada para receber a ESA.

MOURÃO

Em visita a Santa Maria, em junho, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, também afirmou que Santa Maria tem o seu voto para receber a escola.

ENTENDIMENTO

Há alguns consensos entre os generais de que Santa Maria é a escolha mais acertada, os principais se referem à qualidade de de ensino, com universidades de excelência, e que podem ampliar as parcerias com o Exército; o Colégio Militar de Santa Maria, que é uma das melhores instituições do município; o Hospital Geral do Exército, garantindo o pleno atendimento à saúde dos militares e seus familiares; as unidades militares e os campos de instruções, que garantem o apoio logístico; bem como a localização, a infraestrutura, o lazer e a cultura, a logística, as acomodações e qualidade de vida do município.


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