corrida municipal

Os oito concorrentes à prefeitura de Santa Maria em 2016 estarão nas urnas em 2020?

Veja por onde andam e o que dizem os candidatos que concorreram no último pleito

Michelli Taborda
Foto: Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

Há um ano e dois meses das eleições municipais, os partidos políticos iniciam, já neste ano, a escolha de seus pré-candidatos e também começam a pensar na elaboração de planos de governos para apresentar na campanha eleitoral de 2020. Em Santa Maria, o cenário ainda não está definido. Dos oito candidatos à prefeitura que concorreram no pleito municipal de 2016, por enquanto, apenas um deles - Marcelo Bisogno (PDT) - confirmou que seu nome estará nas urnas ano que vem. Pelo PT, o nome mais cotado era o de Valdeci Oliveira, atual deputado estadual pelo terceiro mandato e que, em 2016, disputou o segundo turno com o tucano Jorge Pozzobom (PSDB), atual prefeito de Santa Maria, perdendo a eleição por uma diferença de 226 votos. Entretanto, o petista afirmou que o partido será representado pelo vereador Luciano Guerra, afilhado político de Valdeci, inclusive já pré-lançado ao Executivo.

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No caso do atual prefeito, Pozzobom diz que a ordem é não falar em reeleição, contudo, nos bastidores, o PSDB trabalha para lançá-lo novamente. Para os outros ex-candidatos, definições dentro do próprio partido ainda são necessárias para uma confirmação ou não do nome na disputa eleitoral.

Entre mudanças de partido, de funções e até de município, os oito concorrentes que apareceram pelos quatro cantos da cidades nas eleições de 2016 falam, a seguir, sobre as perspectivas para o próximo ano. Eles estão em ordem alfabética:

ALCIR MARTINS (PSol) 
Servidor público federal e coordenador da Assufsm. Em 2016, concorreu à prefeitura pelo PSol, época em que também era presidente do partido. Fez 1.224 votos no pleito municipal.  

"Renovamos a direção e instâncias partidárias locais. Em 2018, construímos e apresentamos duas candidaturas para a Assembleia Legislativa: o professor Vinícius Brasil e a psicóloga Alice Carvalho (atual presidente do PSol de Santa Maria). Percorri diversos Estados acompanhando e vivenciando atividades e lutas, como ocupações, bloqueios de rodovias, resistência dos índios Guarani Kaiowá, entre outros. Ainda não há definição quanto aos nomes e cargos que apresentaremos, mas temos a certeza de que o PSol terá nomes, propostas e plataforma política apontando e cobrando por uma cidade radicalmente democrática, por uma municipalidade com autonomia e coragem para inverter prioridades, construir e ampliar direitos e políticas públicas para quem mais precisa."

FABIANO PEREIRA (PSB)
Ex-deputado, é assessor na Secretaria Estadual de Obras e Habitação e atual presidente do PSB em Santa Maria. Fez 20.290 votos na eleição de 2016. 

"Estou vendo com muita expectativa esse momento que o Brasil está vivendo. É um momento muito difícil, mas estamos sempre acompanhando. Continuo atuando com bastante responsabilidade no governo do Estado. Sobre uma possível candidatura, ainda não há nada decidido. É um momento em que os partidos vão analisar e eu não pensei ainda sobre esse assunto. Acredito que apenas no ano que vem. Não dá para se precipitar, temos que aguardar a atual gestão."

JADER MARETOLI (PRB) 
Secretário adjunto de Esporte e Lazer do Estado e pastor da igreja A Missão. Deixou o Solidariedade e, hoje, integra o Partido Republicano Brasileiro (PRB). Fez 19.487 votos no pleito de 2016. 

"Nesses sete meses no governo (estadual), tivemos uma atuação bastante satisfatória, com muitos projetos que deram certo e tivemos um retorno muito positivo. Nós temos feito várias plenárias do partido e o meu nome foi citado como um dos possíveis a concorrer à prefeitura. Hoje, fico com o coração dividido, porque quando estou aqui na secretaria, durante a semana, fico com vontade de fazer sempre mais e ajudar a desenvolver diversos projetos, mas quando estou em Santa Maria, nos finais de semana, sinto vontade de também ajudar no desenvolvimento da cidade. Santa Maria já caminhou bastante, mas ainda há muito a ser feito para melhorar. Acredito que, até outubro, iremos definir essa situação da candidatura."

JORGE POZZOBOM (PSDB) 
Atual prefeito de Santa Maria, ele venceu em segundo turno, com 73.003 votos. 

"A nossa gestão tem trabalhado com a entrega de resultados. Temos a recuperação asfáltica, o cercamento eletrônico, a iluminação pública, a perimetral e os investimentos para mais unidades de saúde. O nosso governo é diferente porque foca no esforço para que se consiga entregar tudo o que foi prometido. Tivemos dois grandes problemas, que foi a falta de dinheiro e, também, a burocracia para resolver algumas questões, mas sempre trabalhamos com responsabilidade financeira. É proibido falar em reeleição na minha equipe. A nossa obrigação é terminar os projetos que decidimos entregar, e vamos fazer isso neste ano ainda. Até lá, não há nada definido sobre reeleição."

MARCELO BISOGNO (PDT) 
Ex-vereador, presidente do PDT em Santa Maria e assessor da deputada estadual Juliana Brizola (PDT) na Região Central e Fronteira Oeste. Fez 12.515 votos na eleição de 2016.  

"Temos trabalhado bastante, filiando novas pessoas no partido. Já são cerca de mil filiados a mais, o que chega a 4 mil filiados do PDT em Santa Maria, mais ou menos. Também estamos trabalhando para colocar os 32 representantes para vereador na cidade. O foco da minha campanha é conversar muito com a população, para ouvir ideias, sugestões, entender o que precisa ser feito e preparar uma proposta que se enquadre no que a população precisa, de verdade. É preciso fazer um raio-x do que a cidade realmente carece. Eu tenho feito um levantamento das situações para poder trabalhar em cima disso. Sinto que a cidade está desanimada com a política, desacreditada. Não farei promessas faraônicas, apenas para ganhar votos.

PAULO WELLER (PSTU) 
Professor de História e presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Agudo. Fez 178 votos no pleito de 2016. 

"Participamos com nossas candidaturas para denunciar e mostrar para os trabalhadores que esse sistema não nos serve e que o que precisamos é da transformação da sociedade. Depois das eleições, a luta pela construção de uma alternativa para os trabalhadores continua e, diferentemente das candidaturas tradicionais, nossa atuação continua nos bairros e locais de trabalho, mesmo depois das eleições. Durante esse tempo, estou à frente de várias batalhas nos movimentos populares e sindicatos e construindo processos de fortalecimentos das lutas da classe trabalhadora. Estamos em profunda reflexão sobre o quadro nacional e estadual e nosso partido está nos preparativos para essa empreitada. Não falamos em nomes, mas queremos fortalecer nossa posição e, se assim o partido desejar, estarei à disposição."

VALDECI OLIVEIRA (PT) 
Ex-prefeito de Santa Maria e deputado estadual pelo terceiro mandato. Foi o segundo colocado na eleição municipal, fazendo 72.77 votos no segundo turno. 

"Estou no meu terceiro mandato e tenho desempenhado minhas atividades com muita determinação. Sou membro da Comissão de Saúde, e nosso foco é na resolução das questões que envolvem o Hospital Regional. Além disso, também queremos que as obras de duplicação da 287 sejam concluídas. Não fui eleito para ficar parado em Porto Alegre, mas para rodar o Estado e acompanhar as questões da comunidade. Não irei concorrer no próximo pleito, e o nosso candidato é o Luciano Guerra. Não apenas por ter sido o vereador mais votado na última eleição, mas porque acreditamos no trabalho dele. Eu serei presidente da Assembleia em 2022, mas estarei muito presente na campanha municipal também. A cidade precisa melhorar e nós vamos elaborar um projeto pé no chão."

WERNER REMPEL (PC DO B) 
Médico e ex-vereador. Foi presidente estadual do Partido Pátria Livre (PPL), que foi incorporado ao PC do B em 2019. Fez 6.917 votos no pleito de 2016.  

"Em 2018, concorri a deputado estadual e, apesar de não ter sido eleito, fiz 15.014 votos, a maioria na Região Central. Nesse período, fui presidente do PPL, no Estado. O partido foi extinto e integra, hoje, o PCdoB, onde atuo em nível nacional. Tenho tido muita atividade de direção partidária, mas, até o momento, ainda não há nenhuma definição sobre candidatos à prefeitura. Temos conversado bastante, em nível municipal, e o partido passará por um processo de definição das direções estadual e municipal. A partir disso, teremos uma definição sobre candidaturas. Sobre concorrer novamente, não digo nem que sim nem que não. É provável que concorra, mas isso depende dessa definição."


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