entrevista

'O presidente desqualificou a pandemia, é um governo infelizmente negacionista'

Deputado estadual, que está no terceiro mandato consecutivo, tem sido uma voz atuante na Assembleia Legislativa

Natália Müller Poll
Foto: Wander Schlottfeldt (Diário)


Wander Schlottfeldt (Diário)

A longa estrada na política em nada se confunde com acomodação, o deputado estadual Valdeci Oliveira (PT) carrega o entusiasmo e a empolgação de um estreante na política. Considerado um petista orgânico, por aqueles militantes mais antigos, Valdeci é o principal nome da sigla em Santa Maria. Tanto é que, depois dele, o partido não voltou ao comando do município.

'Não tenho problemas com a esquerda. Mas, sim, com o autoritarismo'

Ele esteve à frente da cidade de 2001 a 2008. Desde então, o partido amarga derrotas sucessivas na corrida eleitoral à prefeitura. Em entrevista ao Diário, durante passagem por Santa Maria, o atual deputado estadual - que já foi parlamentar na Câmara Federal - falou do momento que o Brasil passa e criticou "o negacionismo e o terraplanismo" daqueles que veem com desconfiança o começo da vacinação.

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Sobre 2024, Valdeci acredita que o partido deva manter a disposição em colocar nomes novos no "front", como o do ex-vereador Luciano Guerra, que ficou em terceiro no pleito de 2020. E, ainda, se colocou à disposição para "ajudar sempre" Santa Maria e, claro, a gestão do tucano Jorge Pozzobom.

Diário - O senhor vai presidir, ano que vem, a Assembleia Legislativa. O que vai ser prioridade para o senhor à frente do parlamento gaúcho?
Valdeci Oliveira - A capacidade de dialogar com todos os setores da sociedade e priorizar uma assembleia aberta ao povo. Quero discutir planos que contribuam para o desenvolvimento do Estado. Espero que, até lá, já tenhamos superado parte dos impactos da pandemia. E, com parte da população já vacinada. Vou continuar sendo o mesmo deputado que sempre fui para a comunidade, com presença e abertura de diálogo.

Diário - O senhor acha que os impactos da pandemia seguirão até o ano que vem?
Valdeci - O presidente desqualificou a pandemia. É um governo negacionista, que atrasa o país e não tem capacidade de manter as boas relações internacionais. Isso impacta o momento atual, onde há necessidade de vacinação. Espero que mesmo com esses atrasos, haja movimento sério e responsável para criarmos as condições políticas e econômicas necessárias para vacinar 70% da população. Até porque só assim teremos segurança.

Diário - O senhor tem sido um defensor das medidas de distanciamento controlado, preconizados pelo Estado. O senhor não crê que esse modelo tenha prejudicado a economia?
Valdeci - Vivemos em um momento atípico em que, lamentavelmente, a vida foi banalizada. É grave. A política e as divergências se tornaram desculpas de ódio e preconceitos que já estavam enraizados. Mas tudo isso agora despertou com os ideais do presidente. Fora do país, as coisas fluíram positivamente, evitando o que acontece hoje em Manaus, onde o sistema colapsou. O distanciamento é fundamental, que se faça uso da máscara e do álcool gel e que se evite aglomeração. É uma questão de priorizar a vida. Não é uma questão de ser contra a economia. Somos a favor das duas coisas, desde que se tenha responsabilidade.Um lockdown bem feito no início da pandemia teria evitado os números que temos agora.

Diário - O senhor tem defendido que o Estado viabilize um projeto de renda àquelas pessoas prejudicadas pela falta de emprego. O senhor crê que isso seja possível?
Valdeci - Essa questão social é extremamente necessária. Temos que criar uma renda básica emergencial no estado, enquanto durar situação da pandemia. Temos 3 milhões de gaúchos que receberam o auxílio emergencial.

Diário - O senhor pensa em concorrer a prefeito em 2024?
Valdeci - Vou à reeleição a deputado estadual. É importante para a representatividade da cidade e região. Tenho levantado as pautas da Covid com a questão da renda básica; atuou em cobrança junto ao Hospital Regional; busco também a duplicação da RSC-287, a Faixa Nova de Camobi. O 2024 está longe. Qualquer decisão tomada antes de 2022, agora, seria um equívoco.


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