reforma

Ministro da Defesa pede aprovação de Previdência dos militares

Fernando Azevedo e Silva compareceu a audiência pública na Câmara dos Deputados nesta terça-feira

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Foto: Ricardo Borges (Folhapress)

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, defendeu nesta terça-feira a aprovação do projeto da proteção social das Forças Armadas (PL 1645/19), como é chamado o sistema de Previdência dos militares. Em audiência pública na comissão especial que trata do tema na Câmara dos Deputados, parlamentares criticaram a ausência de militares estaduais, policiais e bombeiros militares, do texto da proposta. 

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Para Azevedo e Silva, a reforma valoriza a carreira como de Estado e contribui para atração e retenção de profissionais. Segundo o ministro, a reestruturação das carreiras militares não pode ser classificada como aumento salarial, "por não promover um reajuste linear de vencimentos".

De acordo com ele, o Tesouro teria de desembolsar R$ 23,5 bilhões ao ano se fosse pagar adicionais noturno e de periculosidade aos membros das Forças Armadas. Os militares têm regime de dedicação exclusiva e disponibilidade permanente na atividade.

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Segundo o comandante do Exército, general Edson Pujol, houve uma ampla discussão com a equipe econômica do governo para viabilizar a proposta para conseguir valorizar os militares das três forças:

- Entendo o sacrifício de todos os brasileiros, mas agora estamos contribuindo mais do que qualquer outro.

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CRÍTICA
Deputados ligados às polícias militares (PMs) criticaram a ausência desses profissionais e dos bombeiros militares na proposta. O presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Capitão Augusto (PL-SP), defendeu que policiais e bombeiros militares façam parte da proposta. 

- Estamos pedindo o mínimo. Se for para nos tratar como civis, eu vou querer os mesmos direitos. Só quero greve e sindicato - disse.

Para ele, os policiais militares têm todas as limitações das Forças Armadas, como falta de adicionais noturno e de insalubridade, e nem todos os benefícios, como a falta de vilas militares ou alimentação gratuita em quarteis.


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