segundo turno

As apostas de Cechin e Pozzobom para conquistar mais votos no 2º turno

Candidatos continuam em busca de apoios políticos. Também é preciso buscar eleitores que não votaram no 1º turno

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Foto: Renan Mattos (Diário)

Ao longo da última semana, os dois candidatos que avançaram ao segundo turno na disputa pela prefeitura de Santa Maria conseguiram articular diversos aliados de outros partidos para o restante da campanha. O PSB, de Fabiano Pereira, candidato a vice da chapa de Marcelo Bisogno (PDT), o PSD, de Marion Mortari, vice de Luciano Guerra (PT) no primeiro turno, o candidato Evandro Behr, do Cidadania, e a Rede Sustentabilidade declararam estar com Sergio Cechin (Progressitas). Jorge Pozzobom (PSDB), por enquanto, recebeu apenas o apoio do PCdoB, que orientou os seus candidatos a dar um "voto crítico" ao tucano.

Neste fim de semana, os dois prefeituráveis aguardam a definição de Bisogno, que já conversou com os dois lados e, até à tarde de sexta-feira, não tinha divulgado qual seria seu posicionamento. Entretanto, o coordenador da campanha progressista, Rafael Dulor, revelou que o senador do partido, Luis Carlos Heinze, já foi acionado para tentar articular, junto ao ex-presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan Júnior, um "empurrãozinho" para que o apoio local seja assegurado. O deputado federal Afonso Motta também foi contatado para viabilizar a aproximação com Cechin. O pedetista fez 12.515 votos no primeiro turno.

Depois de seis semanas consecutivas, Santa Maria volta a ter bandeira vermelha

APOIOS FIRMADOS*

Sergio Cechin (Progressistas)

  • PSB
  • PSD
  • Evandro Behr, candidato do Cidadania no primeiro turno 
  • Rede Sustentabilidade

Jorge Pozzobom (PSDB)

  • PCdoB

Sem lado 

  • Pelo menos, até sexta-feira à tarde, Jader Maretoli (Republicanos) mantinha a decisão de se manter neutro no segundo turno, assim como o seu partido

Ainda não divulgou posição

  • Marcelo Bisogno (PDT)

*Dados atualizados até as 17h de sexta-feira

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BUSCA PELOS INVÁLIDOS 
Ao ser questionado sobre as estratégias para conseguir o apoio de Bisogno, o coordenador de campanha de Pozzobom, Guilherme Cortez, preferiu não entrar em detalhes e disse apenas que conversa "com aquelas pessoas que querem debater um projeto de futuro para Santa Maria". Por outro lado, o próprio candidato à reeleição pediu, no último bloco do debate de quinta-feira, os votos dos eleitos que votaram em branco, nulo ou se abstiveram. A intenção de cooptarem esse público é confirmada por Cortez:

- O voto é sagrado. Nós queremos fazer esse apelo, para aqueles que optaram por não participar do pleito no primeiro turno. Avaliem quem está mais preparado, principalmente para comandar a cidade no pós-pandemia, em que os desafios serão ainda maiores.

Abocanhar os votos inválidos também está no foco de Cechin, segundo Dulor. O discurso para convencer essa parte do eleitorado se assemelha ao do adversário.

- Nós temos que convencer as pessoas a exercerem o papel de cidadão e escolher alguém. O voto branco ou nulo significa dizer que está "nem aí" para a cidade - avalia o coordenador da campanha progressista.

FIM DO MISTÉRIO
O Republicanos, partido que estava indeciso quanto a que rumo seguir no segundo turno, revelou ao Diário na sexta-feira, através do presidente da sigla e vereador eleito mais votado em 2020, Alexandre Vargas, que irá permanecer neutro. Entretanto, conforme Vargas, os membros do partido foram liberados para apoiar quem quiser.

O candidato à prefeitura da legenda, Jader Maretoli, não falou mais com a imprensa depois de 15 de novembro, o dia das eleições. Porém, ontem, a assessoria do político divulgou que, até o momento, ele se mantém neutro.

O silêncio de candidato, até então, chamava atenção, afinal ele somou 12.901 votos, número cobiçado em qualquer disputa eleitoral. Tanto a coordenação de campanha de Cechin quanto o de Pozzobom disse ter procurado Jader, mas não obtiveram retorno.

SEDUÇÃO DE VOTOS
De acordo com o professor de Ciências Políticas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), José Carlos Martines, os votos que devem ser mais procurados pelos dois prefeituráveis são os 31.843 alcançados por Luciano Guerra, mesmo que o partido tenha orientado os seus integrantes a não apoiarem nenhum dos lados.

- Os partidos tem que se preocupar em convencer quem votou em outros políticos, no primeiro turno. Ainda há tempo para fazer isso. Eu, se fosse candidato, estaria preocupado em saber para onde vão os votos do PT, afinal, a votação obtida pelo partido foi bastante expressiva - explicou o docente.

Ainda de acordo com Martines, apesar da orientação do partido, muitos petistas podem estar indecisos sobre quem escolher.

Um dos políticos que ignorou a decisão de neutralidade do PT foi o vereador Daniel Diniz. Após não conseguir a reeleição, ele se mostrou decepcionado com lideranças da sigla, reclamou da falta parceria política na campanha e, em entrevista ao Diário, abriu voto para Jorge Pozzobom. Segundo Diniz, há pessoas do lado de Cechin que "não o representam".

*Colaborou Rafael Favero


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