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VÍDEOS: terceiro dia de buscas termina sem a localização de dentista desaparecida

Familiares e amigos acompanharam o trabalho das equipes no entorno do Castelinho e margens da BR-158

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Foto: Fotos: Renan Mattos (Diário)

Foto: Renan Mattos (Diário)

As buscas por Bárbara Machado Padilha, 32 anos, desaparecida desde o último sábado, mobilizaram cerca de 30 agentes da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Corpo de Bombeiros. Desde a manhã desta terça-feira, o trecho da BR-158 - entre o viaduto do Castelinho e a delegacia da PRF - abrigava viaturas dos órgãos de segurança. Por volta de 17h desta terça-feira as equipes encerraram as buscas sem localizar a dentista.

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Uma das pistas que faziam o trecho chamar a atenção da investigação era o sinal de GPS do celular de Bárbara. O rastreio do celular é feito por meio de triangulação de antenas e, portanto, não indica um local exato, mas uma região em que o celular de Bárbara poderia estar. Pela manhã, às 8h45min, os policiais chegaram a entrar em uma casa abandonada na rodovia, próxima do posto em que a mulher foi vista pela última vez. Cães farejadores do Corpo de Bombeiros auxiliavam nos trabalhos. Os agentes subiram mais uma vez a rodovia em direção à Itaara, mas ainda estavam divididos entre diferentes pontos. 

Foto: Renan Mattos (Diário)
Bombeiros e delegado Sandro Meinerz explicam procedimentos de buscas a familiares de Bárbara Padilha

Por volta de 9h55min, em um local mais afastado da entrada de Santa Maria, três agentes - um de cada órgão de segurança - se reuniram e seguiram pela rodovia em direção ao viaduto do Castelinho. A partir deste momento, as ações mudaram de rumo e se concentraram em um ponto. O local fica a cerca de 800 metros do posto de combustíveis do Castelinho. Duas viaturas à paisana da Polícia Civil - uma de Santa Maria e outra de Tupanciretã - pararam juntas a uma viatura da PRF.


Ali há uma entrada para dentro na mata que beira a BR-158 no sentido Itaara-Santa Maria. O caminho leva a uma viela de chão batido. No final do caminho, há uma casa e uma clareira. De acordo com um morador próximo, este caminho é utilizado como atalho para o Bairro Presidente João Goulart e sairia na Rua Luiz Castagna. Ao lado da clareira, há um açude e um poço, ambos não têm grande profundidade segundo bombeiros que atuavam no local.

Veja o local onde as buscas se concentraram nesta terça-feira:

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Ainda pela manhã, agentes da Polícia Civil confirmaram que havia indícios da passagem de uma pessoa pelo local. O morador que conversou com a reportagem e preferiu não ser identificado conta que, quando pessoas passam pelo caminho, os cachorros da residência costumam latir, mas cessam o barulho assim que os transeuntes vão embora. No sábado, contudo, o latido persistiu por mais tempo por volta das 21h.

Às 11h25min, o caminho até a clareira foi isolado pela Polícia Civil. Antes disso, os bombeiros tiveram de retirar uma colmeia do local. Desde que as buscas estavam mais dispersas, os agentes pediam para que as equipes de reportagem mantivessem distância das ações.


O local não foi abandonado totalmente em nenhum momento. Pouco depois de 12h, alguns policiais civis, rodoviários e bombeiros saíram para almoçar. A partir de 13h, aos poucos, eles retornavam. Uma viatura dos bombeiros desceu o caminho de chão batido e passou a área de isolamento. Mais bombeiros chegaram até o local. Os cães foram novamente convocados a farejar a área, e foi utilizado um drone por cerca de 10 minutos. Os bombeiros também tinham equipamentos para buscas na água, como ganchos e coletes.

Mais tarde, às 14h, o marido e dois familiares de Bárbara chegaram ao local. Depois, ainda nesta terça, outros familiares e amigos de Bárbara se uniram à equipe de buscas. Eles não quiseram conversar com a reportagem e seguiram diretamente ao encontro do delegado Sandro Meinerz. Eles foram ouvidos pelo titular da 3ª Delegacia de Polícia Regional e receberam explicações sobre os trabalhos de buscas.

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Próximo das 16h, parte da equipe dos bombeiros deixou o local após procurar em um açude. As buscas seguem em locais no entorno do viaduto do Castelinho nesta terça-feira.

O delegado Sandro Meinerz falou com a imprensa após o trabalho e segundo ele, a vinda para Santa Maria foi planejada.

- Ficou muito claro para nós que ela havia planejado isso a muito dias. Ela já havia tantado isso na sexta-feira, inclusive mentindo o nome quando fez contato com um motorista de aplicativo. Já tinha questionado outro motorista sobre o custo de uma corrida de Tupanciretã até o trevo do castelinho. Então, ela tinha como destino o trevo do castelinho. Ela queria vir na entrada de Santa Maria - Explicou o delegado. 

Por volta das 17h o trabalho foi encerrado. As buscas reiniciam às 8h30min desta quarta-feira na mesma região com outro cão farejador.

*Colaboraram Felipe Backes, Leonardo Catto e Maurício Barbosa


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