de olho na segurança

VÍDEO: em média, 15 pessoas morrem afogadas a cada ano na região

Alerta cresce nos meses de janeiro e fevereiro, quando são registrados a maioria dos casos

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Foto: Pedro Piegas (Diário)
Balneário do Passo do Verde em Santa Maria

O final e o início de cada ano são as épocas em que os bombeiros registram o maior índice de afogamentos em Santa Maria e na região de cobertura do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM). Em 2020, 60% das mortes por afogamento foram registradas nos primeiros dois meses do ano - de 1º de janeiro a 26 de fevereiro - e todos aconteceram fora de áreas de banho coberta por guarda-vidas.

Conforme a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), 15 pessoas morrem afogados diariamente no Brasil. Ou seja, a cada 94 minutos, uma pessoa morre afogada. 


Só em 2020, 15 pessoas perderam a vida nas águas de Santa Maria e de outras cidades da região. A maioria dos casos, 73%, aconteceu em rios e arroios. Se comparado a 2019, neste ano o Corpo de Bombeiros registrou três afogamentos a menos. Porém, com o início do verão e faltando alguns dias para a virada do ano, os profissionais temem que esse número venha a crescer e se aproxime das estatísticas do ano passado, quando 18 pessoas morreram afogadas entre janeiro e dezembro.

Os motivos, segundo o major, são diversos, e a ingestão de bebida alcoólica é um agravante:

- Acontece que as pessoas tentam mostrar uma capacidade de nadar maior do que realmente possuem, e acabam se afogando. Problemas de saúde, como câimbra, também é umas das causas de mortes por afogamento. Outra motivo é a ingestão de bebida alcoólica antes de entrar na água, o que sempre deve ser evitado.

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Na região central do Estado, os homens lideram os índices de mortes por afogamento. Em 2020, dos 15 óbitos, 14 eram homens. E dos 18 casos de 2019, 16 vítimas eram homens. As faixa etárias variam, porém adolescentes de 12 a 17 anos e jovens de 20 a 30 anos são a maioria das vítimas. 

Nós últimos cinco anos, o perfil das vítimas se repete. Em média, 15 pessoas morrem afogadas, por ano, nas águas de rios, lagos, arroios e açudes da região.

Em 2017, o registro foi de 21 mortes, três a mais que em 2019 e seis a mais que em 2020. Veja abaixo o gráfico de mortes desde 2016:

SEGURANÇA
Com a chegada do verão, a tendência é que a população comece a procurar por áreas de banho para fugir um pouco das altas temperaturas. Mesmo em meio à pandemia, nas bandeiras amarela, laranja e vermelha, os balneários que têm condições para banho foram liberados para abrir a temporada da estação mais quente do ano.

Conhecer o local de banho é um dos principais cuidados que os banhistas devem ter. Uma dica que deve ser observada pelos banhistas, de acordo com o major Elisandro Machado, do Corpo de Bombeiros, é sempre procurar por lugares que tenham guarda-vidas ou profissionais da rede privada que sejam treinados para este tipo de salvamento. 

Conforme o major Elisandro, os rios da região, de água doce e solo arenoso, têm a tendência de ter o fundo modificado ao longo do tempo. Assim, vai o alerta de que não adianta "conhecer o rio". Relembrando o ditado "água no umbigo indica perigo", a atenção nesses locais deve ser redobrada, já que, por se tratar de uma região arenosa, a qualquer momento o banhista pode perder o controle da situação e ser coberto pela água.

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Em relação às crianças, os pais e responsáveis precisam estar ainda mais atentos e não perder os pequenos de vista. O major também explica que, em pescarias, o uso de acessórios de segurança, como o colete salva-vidas, é indispensável, já que muitos dos acidentes acontecem em embarcações. 

O carteiro José Francisco Brondani, 49 anos, que moram em Dona Francisca, tem casa de veraneio no balneário do Passo do Verde, em Santa Maria. Por conhecer o Rio Vacacaí há muitos anos, Brondani conta que já presenciou casos de afogamento:

- Quando as pessoas vierem até o balneários, elas devem evitar o máximo o fundo do rio. Devem usar boias, coletes salva-vidas. Esse rio já ceifou muitas vidas por falta de cuidados que os banhistas tem. 

ATENÇÃO
Para aproveitar o verão com segurança, tanto em relação à pandemia quanto a acidentes aquáticos, mesmo com a presença de guarda-vidas nos locais de banho, é preciso estar atento aos perigos que a água pode trazer. Para isso, alguns cuidados devem ser tomados.

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Jogar-se na água na tentativa de salvar uma vítima de afogamento é uma decisão que coloca as duas vidas em risco. Manter a calma e tentar ajudar a pessoa que está na água, mantendo a própria segurança, é uma decisão que deve ser seguida. Quando alguém estiver se afogando em um local que não há guarda-vidas, o indicado é jogar uma corda ou uma boia, nunca perdendo o contato com a margem, e ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros, no 193, solicitando socorro. 

Veja abaixo alguns orientações:

- Não entrar na água após ingerir bebida alcoólica ou depois de uma refeição

- Só ir a balneários que tenham guarda-vidas

- As crianças devem estar sempre acompanhadas dos pais ou responsável

- Não deixar a água ultrapassar a linha da cintura

- Evitar brincadeiras dentro da água

- Nunca mergulhar de cabeça

- Nas embarcações, sempre utilizar o colete salva-vidas

- Não entrar em águas com correnteza  


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