com a palavra

Tenente-coronel do Regimento Mallet conta trajetória no Exército

Alan Martins Gomes é carioca é militar desde 1997

Gabriele Bordin
Foto: Fotos: Arquivo Pessoal
Formatura no curso de Comando e Estado-Maior, na República Popular da China

Fotos: Arquivo Pessoal
Formatura no curso de Comando e Estado-Maior, na República Popular da China

O tenente-coronel do Exército Brasileiro (EB) Alan Martins Gomes, 43 anos, nasceu no Rio de Janeiro. Ele é casado com a também tenente-coronel, da Força Aérea Brasileira (FAB), Kesia Guedes Arraes Gomes, 40, e tem um filho, Nicolas, 15. O tenente-coronel foi declarado aspirante a oficial da arma de artilharia pela Academia Militar das Agulhas Negras, em 1997. Ele possui os cursos de Altos Estudos Militares na Escola de Comando e EstadoMaior (Eceme) do Exército e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército da República Popular da China. Dentre as principais comissões do militar, destacam-se instrutor de paraquedismo do Exército Brasileiro, Oficial de Planejamento do Comando Militar do Nordeste e, atualmente, comandante do 3º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado, Regimento Mallet, de Santa Maria.

Com Kesia, na diplomação da Eceme, no Rio de Janeiro

Diário - Quando começou a sua história com o Exército? 

Alan Martins Gomes - Tudo começou em Campinas, em 1993, quando cursei a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, aos 16 anos. Já na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), permaneci por quatro anos em Resende até me formar, classificado na cidade do Rio de Janeiro. Lá, permanecemos até cursar a Escola de Comando e Estado-Maior. 

Diário - Em quais locais o senhor já morou? 

Alan - Em 2009, Kesia foi selecionada pela Força Aérea Brasileira para cursar mestrado no Instituto de Tecnologia da Força Aérea dos Estados Unidos (Afit), onde moramos por dois anos, na cidade de Dayton. Após mais uma estadia no Rio de Janeiro, fomos para Recife, onde servi no Comando Militar do Nordeste. Lá, fui designado para cursar a Escola de Comando e Estado-Maior do Exército da República Popular da China, na cidade de Nanjing, na província de Jiangsu, por um ano. Ao retornar ao Rio, recebi a honrosa missão de comandar o Regimento Mallet. 

Diário - E, nesse período, já conhecia Santa Maria? 

Alan - Sim. Viemos a Cidade Cultura por duas vezes, em missão, para visitarmos alguns quartéis. Isso era comum, principalmente por Santa Maria ser conhecida como a Capital dos Blindados e por abrigar diversas unidades do Exército que são referência na área.

Escola de Comandostado-Maior do Exército da República Popular da China. Das Ilhas Seychelles, o tenente-coronel Michael Hollanda, de Bangladesh, o major Hasan, do Paquistão, o major Mujtaba, do Srilanca, o major Eabith Hassan, do Marrocos, o major Chahid, Alan e o major Peter Ikau, de Papua Nova Guiné

Diário - Mudanças fazem parte da rotina da família? 

Alan - Com certeza. Nossos filhos, ao nos acompanharem, já se adaptam às mudanças com mais facilidade. 

Diário - Como faz para conciliar tantas adaptações? 

Alan - Contamos com a contribuição de todos. Nicolas ficará comigo este ano para estudar no Colégio Militar de Santa Maria (CMSM), enquanto Kesia permanecerá no Rio de Janeiro. Ele já está acostumado. Aos 4 anos, teve o desafio de estudar em uma escola americana por dois anos e, recentemente, teve a oportunidade de estudar em uma escola chinesa por, aproximadamente, 10 meses, passando pelo desafio do novo idioma.

Com mestres de salto do Exército dos Estados Unidos, os sargentos Jarret Bearden e Sean Robey, em Intercâmbio no Fort Bragg, na Carolina do Norte

Diário - Kesia também é militar. Sempre conseguiram servir na mesma cidade? 

Alan - Durante nossas trajetórias, procuramos sempre conciliar nossas escolhas de maneira que pudéssemos morar em lugares que tivessem unidades militares de ambas as Forças. No entanto, dessa vez, pela necessidade de ela realizar o curso de Comando e Estado-Maior da Aeronáutica, não foi possível. Estaremos, por alguns meses, afastados, mas faz parte da carreira militar. Muitas vezes nós, militares e familiares, nos sacrificamos em prol da defesa da Nação. Nesse momento, há militares do Exército que mobilizam pelotões especiais de fronteira na Amazônia, em cidades longínquas, de difícil acesso, superando desafios e vencendo obstáculos, muitas vezes, acompanhados das famílias, outras vezes não, mas sempre em prol da manutenção da soberania e proteção de nossas fronteiras. 

Diário - Quais são suas perspectivas para o Mallet? 

Alan - Sinto-me honrado em comandar a unidade mais antiga e tradicional da arma de Artilharia do Exército Brasileiro.

Solenidade de passagem de comando do Regimento Mallet. No registro, os pais de Kesia, Antonio Arraes de Oliveira (a partir da esq.) e Suely Guedes Arraes, Kesia, Alan, os pais do tenentecoronel, Agenir e Lenita Gomes, e Nicolas

Diário - O que destaca neste regimento? 

Alan - Nascido em 1831, o Mallet participou de momentos marcantes de nossa história. Foi comandado por militares notáveis, verdadeiros heróis nacionais, como o marechal Emílio Luiz Mallet, que, mais tarde, após a campanha da Tríplice Aliança, tornou-se patrono da Artilharia do EB. 

Diário - Que contribuição quer deixar para a unidade? 

Alan - Pretendo colaborar para que o EB, junto às demais Forças Armadas, continue sendo uma das instituições de maior credibilidade junto à sociedade brasileira, principalmente com a população rio-grandense e de Santa Maria, tendo em mente o nosso lema: "Braço forte, mão amiga". Dessa forma, quero estar pronto para atuar com o Regimento Mallet, integrado a 6ª Brigada de Infantaria Blindada, na garantia da nossa soberania, dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, e na salvaguarda dos interesses nacionais, cooperando, sempre que necessário, com o desenvolvimento nacional e o bem-estar social, a começar pela Cidade Coração.


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