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Polícia investiga caso de cadela encontrada morta no centro de Santa Maria

Conhecida como Magricela, cachorrinha era companheira de um morador em situação de rua

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Matéria atualizada às 14h30min

A Polícia Civil está investigando o caso de uma cadela encontrada morta no último domingo no centro de Santa Maria. Conhecida como Magricela, a cadelinha era companheira de Solimar, morador em situação de rua, e costumava ficar na região do Calçadão. A suspeita é que o animal possa ter sido envenenado e o caso ganhou repercussão nas redes sociais. 

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O delegado Carlos Alberto Dias Gonçalves, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Santa Maria, explica que não foi feito nenhum boletim de ocorrência formal sobre o caso. Mas, com a repercussão nas redes sociais, a polícia iniciou as investigações na terça-feira.

- Determinei que fosse feita uma averiguação do fato, mas ainda não conseguimos nenhum indício. Solicitamos imagens de câmeras de segurança, mas ainda não encontramos nada. Também tentamos ouvir o morador que cuidava dela, mas ele não teve condições de dar muitos detalhes e estava abalado. Ainda não foi possível identificar se houve crime, mas vamos continuar a investigação - afirma Gonçalves.

Outro fato que dificulta o trabalho da polícia, segundo o delegado, é que não se sabe o paradeiro do corpo do animal, nem quem fez a remoção. Caso o corpo seja localizado, é possível realizar exames para determinar se houve envenenamento ou não. 

Pela nova lei, a prática de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação a cães e gatos será punida com pena de reclusão, de dois a cinco anos, além de multa e proibição de guarda. 

O grupo de voluntários Vozes da Rua, projeto que atua com trabalhos sociais como entrega de marmitas para moradores em situação de rua, fez uma publicação nas redes sociais onde lamenta a morte do animal:

"Uma cadelinha dócil, companheira, que não deixava o seu dono em nenhum momento. Mais uma tristeza e mais um sinal de insegurança pra quem está nas ruas da nossa cidade." diz um trecho da publicação. 

O grupo também cobra repostas das autoridades e encaminhou um documento à Guarda Municipal solicitando acesso às câmeras de segurança.

- Na terça-feira eu e uma voluntária fomos tentar conversar com o Solimar, encontramos ele no Calçadão, completamente abalado com o que tinha acontecido. Ele nos disse que foi na madrugada de sábado para domingo. Ele estava dormindo na praça da Saturnino de Brito e quando acordou no meio da noite já encontrou ela morta. Ele disse que ela estava bem antes disso. Uma veterinária até entrou em contato conosco e se disponibilizou em fazer o teste para saber se foi envenenamento ou não, mas o corpo da Magri foi removido e levado ao aterro sanitário, então não existe essa possibilidade. Agora estamos na expectativa das imagens das câmeras - comenta Lidiane da Silva Loureiro, uma das coordenadoras do projeto Vozes da Rua. 

Magricela e Solimar eram companheiros há mais de seis anos. A dupla é bem conhecida da área central da cidade, e muitas pessoas, principalmente lojistas e comerciantes, que conviviam com a presença dos dois diariamente, ficaram comovidos com a morte do animal. 

- Todo mundo conhecia os dois, a Magri era o xodó do pessoal. Nós orientamos as pessoas que têm um tempo e podem, a conversar um pouco com o Solimar, porque ele está arrasado. Era a companheira dele, era só ela que ele tinha. O mais importante agora é tentar dar atenção para ele - ressalta Lidiane. 

*Colaborou Janaína Wille


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