julgamento

Júri de autor de chacina em Pinhal Grande será em junho deste ano

Ariosto da Rosa, 47 anos, é acusado de estuprar e assassinar a enteada e de matar outras três pessoas em seguida

Camila Gonçalves

Foto: Germano Rorato (Arquivo Diário)
Ariosto está recolhido na Pesm desde dezembro de 2016

O júri que vai decidir qual será a condenação de Ariosto da Rosa, 47 anos, autor confesso da chacina ocorrida em Pinhal Grande em novembro de 2016, já tem data para ocorrer. A sessão será no dia 12 de junho, às 9h30min, no Fórum de Júlio de Castilhos. Ariosto é acusado de estuprar e assassinar a enteada Bianca Moraes de Salles, 16 anos, e de matar outras três pessoas logo em seguida - Iran Gonçalves dos Santos, 10 anos, Alex Cardoso Leal, 17, e Afonso Gonçalves, 60. Os crimes foram cometidos com o uso de um revólver e ocorreram na localidade de Rincão dos Basílios, interior de Pinhal Grande. 

O juiz da comarca de Júlio de Castilhos, Ulisses Drewanz Gräbner, que determinou o julgamento do réu pelo Tribunal do Júri, vai presidir a sessão. De acordo com informações do Fórum de Júlio de Castilhos, o sorteio dos 25 jurados convocados será no dia 15 de maio. No dia do júri, haverá novo sorteio que estabelecerá a formação dos sete jurados que compõem o conselho.

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Ainda não está definido quantas testemunhas serão interrogadas no dia do julgamento. De acordo com o assistente de acusação do processo, o advogado Daniel Tonetto, ele ainda não conversou com o promotor que atua na acusação para definir quais testemunhas devem ser arroladas. Ainda segundo ele, por conta da confissão do autor, ele acredita que não será necessário convocar todos aqueles que já prestaram depoimento no processo.

Na sentença, Ariosto responde por homicídio qualificado. No caso de Bianca, com quatro qualificadoras: motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de outro crime - o estupro da adolescente, crime pelo qual ele também responderá -, e feminicídio. Em relação a Iran, por motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e pena aumentada em um terço por se tratar de menor de 14 anos. Quanto a Alex, por motivo fútil e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. E sobre Afonso, por motivo fútil, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e pena aumentada em um terço por se tratar de maior de 60 anos.

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O Diário tentou contato por telefone com o advogado de Ariosto, Airton Tadeu Silva de Mello, mas as ligações não foram atendidas. Ariosto está recolhido na Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm) desde 20 de dezembro de 2016. Ele foi encaminhado para a Pesm depois de ser capturado em um matagal, em Dona Francisca, após ficar 22 dias foragido. Na época, as escolas da cidade, que tem cerca de 4 mil habitantes, chegaram a suspender as aulas até que o suspeito fosse encontrado.


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