região central

BM registra redução de 49% nas ocorrências de abigeato em maio

Número é resultado da comparação com o mesmo período de 2019

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Foto: Foto: Brigada Militar (Divulgação)
BM visita propriedades, onde conversa com os criadores para coletar informações sobre casos suspeitos

Foto: Brigada Militar (Divulgação)
BM visita propriedades, onde conversa com os criadores para coletar informações sobre casos suspeitos

A Brigada Militar (BM), por meio do 1º Regimento de Polícia Montada (RPMon), registrou uma redução de 49% no número de ocorrências de abigeato, o roubo de animais, na Região Central em maio. O índice é resultado da comparação com o mesmo período em 2019. O levantamento engloba, principalmente, furtos de bois nas cidades de Santa Maria, São Sepé, Formigueiro, Quevedos, São Pedro do Sul, Restinga Sêca, Júlio de Castilhos, Dilermando de Aguiar, Toropi e os municípios da Quarta Colônia de Imigração Italiana.

De acordo com o tenente-coronel Cleberson Braida Bastianello, comandante do 1º RPMon, a diminuição é uma consequência da intensificação das patrulhas da BM em localidades do interior, em trabalho que é feito por meio da Operação Avante Rural.

- Conseguimos deslocar mais policiais e um aporte de horas extras e diárias. Também fazemos visitas às propriedades rurais, onde coletamos informações sobre movimentações suspeitas e características de criminosos. É um gol de placa da BM - diz o policial.

Além das visitas, o efetivo realiza abordagens de veículos suspeitos, apreensões de armas e até drogas.

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CARACTERÍSTICA DO CRIME

Conforme Bastianello, o abigeato na Região Central tem tido duas características. A primeira, mais tradicional, é de quando o gado é furtado nas periferias das cidades e a carne é levada para consumo próprio. A segunda é o furto em lote, quando os criminosos utilizam caminhões e abrem buracos na cerca para tocar o gado, por exemplo.

- Esses crimes, na maioria dos casos, acontecem à noite e são cometidos por pessoas com conhecimento sobre as fazendas. Não são amadores que praticam - comenta o comandante.

Entretanto, o combate ao abigeato não passa apenas pela ação policial. Os moradores da Zona Rural também têm como contribuir. Bastianello afirma que os criadores precisam manter o gado marcado (identificado), evitar a utilização de embarcadores (estrutura pela qual o gado entra e sai do caminhão) próximos a estradas e fazer o controle da quantidade de gado de forma mais frequente.

- Temos de estar atentos à carne sem procedência. Geralmente, é carne oriunda de abigeato. Em qualquer suspeita, é importante que o produtor ligue para o 190 - diz Bastianello.

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ABRIL

O mês de abril, em 2020, apresentou um pico de casos. Entretanto, o comandante afirma que foi uma questão pontual, mas que a tendência, para os próximos meses, é de diminuição nos registros de abigeato. Ao todo, foram 173 ocorrências em 2020. 

PUNIÇÃO

A penalização para quem for autuado por crime de abigeato pode chegar até oito anos de reclusão. Em 2020, a BM não realizou nenhum tipo de prisão por esse tipo de delito. Porém, Bastianello diz que o trabalho da BM tem caráter preventivo e, nesse aspecto, tem alcançado resultados satisfatórios.

VEJA A COMPARAÇÃO ENTRE 2019 E 2020 DO NÚMERO DE CASOS DE ABIGEATO EM CADA MÊS DO ANO


*Colaborou Rafael Favero


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