em agudo

Assassinato de empresário completa oito anos sem previsão para julgamento

Júri sobre o caso de Ediér Antônio Bernardini chegou a ser adiado por três vezes

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Foto: Foto: Fernando Ramos (Arquivo Diário)


Foto: Fernando Ramos (Arquivo Diário)

O assassinato do empresário Ediér Antônio Bernardini completa oito anos nesta quinta-feira e segue sem previsão de julgamento para os quatro réus do caso. A investigação da Polícia Civil apontou que o empresário do setor de transportes foi torturado e morto no dia 30 de setembro de 2012 no interior de Agudo.

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De acordo com a investigação, Rosângela Lipke é suspeita de ser a mandante do crime e Valter André da Silva teria participado ativamente do assassinato e estava em um veículo de Bernardini. A mulher havia tido um relacionamento com a vítima e estaria exigindo dinheiro e bens do empresário, que havia registrado ocorrência policial em que relatou estar sendo ameaçado de morte pela acusada. Em 2012, pouco depois do crime, eles chegaram a ser presos, mas os dois estão respondendo ao caso em liberdade até agora. 

O júri da dupla chegou a ser marcado em três datas, mas teve adiamentos. No dia 22 de outubro de 2019, o julgamento foi adiado por problemas de saúde do advogado Jean Severo, que representa a ré. Já em 26 de novembro, a sessão chegou a durar 11 horas, mas Rosângela passou mal e precisou de atendimento médico. Os advogados de defesa, então, abandonaram a Sala do Júri.

Por fim, no dia 31 de janeiro, houve a cisão do julgamento, já que, por motivos de saúde do advogado de Valter, ele não iria a júri. A sessão também chegou a iniciar, porém, como a ré e sua defesa não compareceram, o juiz Jonathan Cassou dos Santos cancelou o julgamento. 

Ainda há outros dois homens acusados de participar do crime: Diones Crumenauer dos Santos e Gelson da Silva Grigolo. Como eles ficaram foragidos e só foram encontrados mais tarde, o processo foi dividido em duas partes e eles deverão ser julgados posteriormente, também data definida. 

De acordo com a família, o sentimento é se impunidade e injustiça. Os familiares lamentam a morosidade no desfecho e esperam que a Justiça seja feita.

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O advogado de defesa de Rosângela, Jean Severo, afirma que a ré nega participação no crime e disse que aguarda uma definição de data para provar a inocência da cliente perante a Justiça.

O Diário não conseguiu contato com os advogados dos outros três réus.

O CRIME
O empresário Edier Antônio Bernardini (foto ao lado) foi assassinado na sede de sua empresa na localidade de Rincão do Mosquito, interior de Agudo. Seu corpo foi encontrado amarrado ao portão de um galpão da firma. Segundo informações da Polícia Civil, havia pelo menos uma marca de facada em seu peito.

O corpo foi descoberto por um funcionário da firma que Bernardini mantinha há 30 anos, a Transportes Edini. O motorista chegou de viagem por volta das 17h15min e se preparava para descarregar o caminhão quando enxergou o patrão morto.

Nascido em Linha dos Pomeranos, interior do município, o empresário deixou o campo nos anos 80. Na cidade, sempre trabalhou com transportes. No ano anterior ao crime, mudou-se para Rincão do Mosquito, transferindo para lá sua empresa. Era tido como uma pessoa gentil e amável. A morte do empresário - que era separado e pai de um casal de filhos - foi anunciada no rádio, causando comoção nos moradores.

*Colaborou Janaína Wille


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