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VÍDEO: vigilantes fiscalizam residências de Santa Maria em busca de focos do mosquito da dengue

Ações foram intensificadas após a confirmação do surto da doença na cidade

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Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Amostra de larva coletada será enviada para análise

Com a confirmação do surto de dengue em Santa Maria, com 101 casos, sendo 99 deles autóctones (contraídos na cidade), a prefeitura tem intensificado ações de fiscalização de terrenos baldios e pátios de residências, em combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Quatro casos de zika, transmitidos pelo mesmo mosquito, também foram registrados. As visitas são direcionadas aos locais com mais focos, casos confirmados e suspeitos. Na manhã desta sexta-feira, o Diário acompanhou uma equipe da Vigilância em Saúde no Bairro Nova Santa Marta, que com 55 confirmações, é a localidade mais atingida pelo surto na cidade.

- É uma busca por larvas e eliminação total de criadouros. Ao chegar na residência, a gente procura retirar todo possível criadouro, mesmo que ele não contenha água. E também a orientação da população, no sentido de conscientizar da importância de não deixar esses criadouros ativos - explica Denoide Mezeck, coordenador técnico de campo da Vigilância Ambiental em Saúde.

Santa Maria tem 101 casos de dengue e quatro de zika

De acordo com Denoide, a equipe de visitação em campo foi aumentada para dar conta da demanda. De 14 agentes, a equipe hoje conta com quase 30 profissionais. A maioria dos focos está em pátios de residências.

VISITAÇÃO

As visitas são realizadas em duplas, com agentes de saúde uniformizados e identificados. As vistorias precisam ser autorizadas pelo morador da residência, e ocorrem apenas na parte externa da casa. Os agente foram bem recebidos na residência da dona de casa Joice Dutra, de 58 anos, onde há dois casos suspeitos da doença. Após uma vistoria, não foram encontrados focos do mosquito no local.

- A gente está sempre cuidando, não deixa acumular nada - relata Joice.

A situação foi diferente em outra residência, onde uma larva foi localizada e coletada em um pote de água dentro de uma gaiola de coelho. Nos fundos da residência, em uma obra cobertura com lona, também foi verificado o acúmulo de água. Não é possível identificar a olho nu se a larva é realmente do mosquito da dengue. Por isso, a amostra é encaminhada para análise. A partir das visitas, das análises de amostras e dos dados coletados, é possível para a Vigilância planejar as ações de combate, como aplicação de inseticidas e larvicidas.

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- Estamos indo nos quarteirões próximos de onde moram pessoas com confirmação de dengue ou com sintomas suspeitos. Evidenciamos possíveis focos, criadouros do mosquito, e orientamos o morador a eliminar, descartar todas as possibilidades de criadouros em potencial - explica a agente de saúde pública e vigilância ambiental Marília Pereira.


Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Agentes passam de casa em casa para orientar moradores

Cada dupla visita, em média, cerca de 30 residências por dia. Ao todo, de acordo com a prefeitura, são realizadas 1,1 mil ações semelhantes em uma semana. No geral, de acordo com os vigilantes, a recepção por parte dos moradores é cordial.

INFESTAÇÃO DE DENGUE E CASOS DE ZIKA

Santa Maria é considerada infestada pelo mosquito Aedes aegypti desde abril de 2013. Porém, todos os casos até o fim de fevereiro deste ano eram importados, ou seja, adquiridos fora do município. A situação atual se mostra diferente, pois configura a presença de casos autóctones, caracterizando circulação viral.

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Os sintomas da dengue incluem febre alta, dor no corpo, dor nas articulações, dor de cabeça e dor atrás dos olhos, além de manchas pelo corpo em alguns casos. O método mais eficaz para evitar a contaminação é impedir a circulação do mosquito.

Os sintomas da zika são manchas vermelhas na pele, olhos vermelhos, dor nas articulações e dor de cabeça. Os maiores cuidados devem ser com as gestantes, uma vez que a doença está associada a casos de microcefalia nos bebês.

PARA EVITAR O MOSQUITO 

  • Mantenha a caixa d'água sempre fechada
  • Encha de areia, até a borda, os potes e os vasos de plantas
  • Não deixe a água da chuva acumular em recipientes
  • Mantenha tampados tonéis e barris de água
  • Guarde garrafas de cabeça para baixo
  • Recolha seus resíduos
  • Use repelente
  • Utilize inseticida em locais escuros (perto do chão e proximidades de piscina)
  • Atenção às piscinas, especialmente as de plástico

* Colaborou Felipe Backes


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