dia da mulher

VÍDEO: 'tinha que ser mulher!': mecânica investe no atendimento ao público feminino

Ritieli Pereira Gonçalves, 30 anos, é formada em Técnico em Mecânica pela UFSM e viu na discriminação ao público feminino um nicho para o atendimento especializado

Jaiana Garcia
Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)

Foto: Pedro Piegas (Diário)

As mulheres, cada vez mais independentes financeiramente, são as responsáveis pela compra de milhares de veículos todos os anos no Brasil. Além disso, são elas quem decidem, na grande maioria das vezes, qual carro a família vai adquirir. Porém, no momento em que o veículo apresenta problemas e elas precisam de atendimento em mecânicas é que o preconceito, a discriminação e a enganação surgem.


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Depois de trabalhar durante mais de 10 anos em lojas de peças e se indignar com o desrespeito ao público feminino, Ritieli Pereira Gonçalves, 30 anos, resolveu investir na carreira de mecânica. Cursou Técnico em Mecânica na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e no Senai, ampliou o conhecimento adquirido nos empregos anteriores, e atualmente tem a própria oficina mecânica em parceria com o marido, também mecânico, com atendimento especializado ao público feminino e LGBT. 

- Eu achava muito injusto ver as mulheres sendo enganadas, por isso levantei essa bandeira do atendimento especializado. Certa vez, uma cliente foi colocar uma peça que custava R$30,00, mas o mecânico cobrou R$90,00 e mais a mão de obra. Isso quando não acontece de dizerem que trocaram a peça e, na verdade, não trocaram. Por desconhecimento, a mulher acaba não conferindo - explica.

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Ritieli crescer no campo. Ajudava, ao lado da única irmã, o pai marceneiro e plantador de fumo. Foi nesta época que surgiu o gosto pelas peças, mecânica e mão no óleo. 

- Meu pai não teve filho homem, então a gente que ajudava com tudo, não tínhamos frescura. Nunca gostei de brincar de boneca, minha brincadeira preferida era montar peças e tentar fazer aquilo funcionar, sair andando.

Na oficina, quem tem 40% da clientela feminina, ela trabalha ao lado de seis homens. Todos estão estudando e aprendendo a atender com respeito as mulheres. Eles participam de aulas do Oficina Amiga da Mulher, que dá uma certificação de qualidade no atendimento às motoristas. Além disso, ela promove cursos de mecânica básica para mulheres.

- O público feminino está crescendo no mercado automobilístico e não é justo que tenhamos que pedir para o marido, o irmão ou um amigo levar o carro na mecânica porque temos medo de ser enganadas. Já está mais do que na hora de se sentir mais à vontade no ambiente da oficina. 





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