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VÍDEO: Rua Sete completa 3 anos fechada e não tem previsão de liberação

Prefeitura espera resposta administrativa para desbloqueio. Quem tem negócios no local ainda aguarda, mas com pouca esperança

Leonardo Catto
Foto: Foto: Eduardo Ramos (Especial/Diário)

Foto: Eduardo Ramos (Especial/Diário)

Uma das maiores ondas de calor do verão santa-mariense. Para estacionar, o mais lógico é buscar uma sombra, onde o carro não se torna uma sauna. Na Rua Sete de Setembro, quando o sol segue o posicionamento das 15h, a sombra é pouca. Quem consegue são aqueles que param no sentido bairro-centro. Há três anos, a sombra é a mesma, e o sol também não saiu da movimentação. Nesse intervalo, porém, para sair da vaga e seguir o caminho, motoristas precisam fazer o retorno. A via, que era uma das principais ligações da Zona Norte com o centro de Santa Maria ainda não tem previsão de liberação.


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Em 2019 que a rua foi fechada. Para cruzar os trilhos, somente a pé. O fechamento foi motivo de protesto de moradores e quem tem negócios no local. Desde o bloqueio, empreendedores relatam impactos de demissões e queda de rendimento. Reconhecendo o problema, o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB) tem esperança na resolução.

- A decisão judicial foi cumprida. Tudo resolvido. Foi extinta a pendência junto ao ministério (da Infraestrutura). Agora, a prefeitura entrou com um pedido administrativo junto à Rumo. Estou aguardando. Não estou atropelando. É complexo - definiu.

Essa requisição foi feita em março de 2021 Entretanto, há um ano, quando o bloqueio completou o segundo aniversário, o estágio da liberação era o mesmo - autorização do Ministério da Infraestrutura e necessidade de tratativa com a Rumo. Não há prazo para que a empresa responsável pela malha ferroviária de onde há o bloqueio responda. Quando houver retorno, a expectativa de Pozzobom é imediatamente seguir as orientações de sinalização e fazer uma intervenção com verba da iniciativa privada para a liberação.

O BLOQUEIO
As barreiras foram instaladas em 2019. A decisão judicial obrigava a medida ou o pagamento de uma multa de R$ 15 milhões, além da possibilidade de um processo de improbidade administrativa contra Pozzobom. 

O bloqueio, porém, iniciou ainda antes da atual gestão. Em 2004, a prefeitura, sob comando de Valdeci Oliveira (PT) firmou um convênio com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a construção do viaduto no final da Avenida Rio Branco. Em contrapartida, a Rua Sete seria fechada.

O Viaduto da Gare foi entregue em 2010, mas o fechamento não foi feito Há, desde 2015, decisões (de primeira e segunda instâncias) da Justiça Federal pelo bloqueio da Rua Sete.

Em 2018, a negociação, além do Dnit, foi com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A ideia era não construir o muro e devolver o valor para à União. Sem possibilidade de recurso judicial, a prefeitura acordou pela devolução não aplicado na obra. O Dnit recebeu R$ 638 mil. A negociação não foi suficiente. Em 2019, foi necessário fechar a via.

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IMPACTOS
Sem deslocar geograficamente à região, o bloqueio isolou estabelecimentos de comércio e serviços. A maioria dos carros que ainda entram no trecho da rua sem saída sem ser por engano tem um destino a oficina mecânica de Luciano Rosado Soccol, 47 anos. Ainda assim, em três anos, os atendimentos diminuíram.

- Algumas empresas já fecharam por falta de movimento, que era causado pela rua. Além disso, dificulta o acesso para quem fica e a geração de empregos - comenta o proprietário da AuttoMotive Oficina Mecânica.

No lado da oficia, Alzemira Araújo, a dona Mira, 76 anos, senta à mesa no hall do Hotel Gabriel, o qual ela administra. A idosa diz já ter passado pela infância, juventude e maioridade, todas as etapas naquela região. No hotel, ninguém de fato reside, mas quem se hospeda se torna vizinho do muro por uma estadia. Nem mesmo a tradição do antigo Hotel Hamburgo, fundado em 1904 por um paleontólogo alemão, segura o impacto negativo do fechamento da Rua Sete.

- Aqui não temos só o hotel. Temos muitos empresários que foram afetados. A rua chama-se Sete de Setembro. Ironicamente, ela se tornou uma dependência de políticos. A história também começou aqui (na cidade). Temos um hospital que ainda permanece e tinha aqui o escoamento - lamenta e menciona o fato de que a via servia de acesso ao Hospital Casa de Saúde e à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA 24h).

O advogado Miguel Passini representa um grupo de empresários da Rua Sete. Ele argumenta que a mobilização para o desbloqueio é inerte.

- Pessoal anda meio triste. Ninguém abraçou a causa. A prefeitura nunca mais se manifestou. A Câmara, em silêncio. Não há movimento para mudar - critica.

A partir de março há expectativa por mais mobilizações da população local. A esperança de ver o muro cair é pouca, mas uma das motivações, segundo Passini, é o ano eleitoral para que a situação chame a atenção de candidatos.


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