FLORES PARA TODOS

VÍDEO: projeto que incentiva plantio de flores na agricultura bate recorde de produções

Com o auxílio do projeto Flores para Todos, da UFSM, produtores rurais conseguem vender as plantas e incrementar a renda

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Fotos: Pedro Piegas
Produtor Milton Cauzzo venda as flores na Polifeira

Ornamentação, presente ou homenagem a algum ente querido que morreu: as flores trazem muitas simbologias e podem ser usadas para diferentes finalidades. Pensando nisso, um projeto da UFSM incentiva, há três anos, a produção e comercialização de plantas por agricultores familiares de Santa Maria e outros municípios gaúchos. 


O projeto chegou na sexta fase no segundo semestre de 2020. Nesta edição, que visou a produção para venda no Dia dos Finados e no Natal, participaram 20 produtores rurais e três escolas rurais de 20 municípios gaúchos, além de outros estados. Com isso, a produtividade de gladíolos, a principal espécie produzida, foi a maior de todas as etapas, resultando em colheita recorde de 11,4 mil hastes florais. 

- Por causa da pandemia, fizemos toda a orientação aos produtores de forma remota, pelo WhatsApp ou por vídeo. As visitas técnicas presenciais nas propriedades e escolas participantes, diferentemente das etapas anteriores, foram suspensas. Também disponibilizamos vídeos sobre os principais manejos, como adubação, tutoramento e colheita - explica o professor Nereu Streck, um dos coordenadores do projeto.

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Além do gladíolo, foram introduzidas também nesta fase as espécies de statice e dália, que são de fácil manejo, baixo custo de produção, podem ser produzidas sem estufa e são longa duração pós-colheita. Há testes também sendo feitos com girassol, mas a espécie ainda não foi introduzida em todas as propriedades. 

PRODUTORES CONSEGUEM INCREMENTAR A RENDA

Um dos produtores parceiros do projeto é Milton Cauzzo, morador do Distrito de Arroio Grande. Ele planta as variedades de flores em sua propriedade e vende todas as quartas e sábados na Polifeira do Agricultor, localizada na Avenida Roraima, em Camobi.

- A procura é muito boa, sempre tem gente comprando. Mas, pelo calor, a qualidade não está tão boa. Nesta época, não tem tanta variedade, porque as flores não resistem muito ao calor. Mais tarde, em abril e maio, teremos mais opções para vender - afirma 

Uma das clientes mais fiéis de Cauzzo é a comerciante Sílvia Helena Macari Roman. Ela compra as plantas e usa para decorar a sua loja de produtos naturais.

- Queremos trazer uma alegria para o nosso cliente. Ele entra na loja, olha para os vasos com plantas e já dá um sorriso. O cliente entra com um astral gostoso, que é o que precisamos neste momento. Tem um resultado na vida da pessoa. A flor traz sempre uma alegria - define Sílvia.  

Atualmente, Cauzzo comercializa apenas as dálias, que ainda estão florescendo durante o verão. Ele vende os arranjos a R$ 10 ou as cada haste a R$ 2. 

EMATER E UFSM ACOMPANHAM AS PRODUÇÕES
Professores e alunos do projeto de extensão "PhenoGlad" da UFSM são responsáveis pelo auxílio aos produtores, juntamente com extensionistas da Emater. Nesta edição, agricultores de cidades como Toropi, Júlio de Castilhos, São João do Polêsine e Silveira Martins foram contemplados.

- São ações que trazem inovações tecnológicas e uma oportunidade de melhoria social, já que há a comercialização. Um dos nossos papéis é identificar agricultores que têm interesse em participar e direcionar eles ao projeto - explica o gerente regional da Emater, Guilherme Godoy dos Santos. 

Além do acompanhamento em propriedades rurais, o Flores para Todos também ensina o cultivo das plantas em escolas do interior. As flores são produzidas pelos próprios alunos, e depois viram ornamentações em formaturas e festas do colégio, ou são distribuídas em datas como o Dia das Mães. 

- Conseguimos aliar o conhecimento da universidade com a necessidade da comunidade, e ainda oferecemos uma oportunidade de formação prática ao estudantes que integram o projeto - relata o reitor Paulo Afonso Burmann. 

A ideia é integrar novas cidades, escolas e novos produtores a cada fase do projeto. Uma vez que aprendem a fazer o manejo correto, os agricultores começam a produzir as flores por conta própria. Assim, é possível sempre agregar novos trabalhadores e disseminar os conhecimentos. A 7ª fase deve ser destinada à comercialização das flores para o Dia das Mães. 

*Colaborou Janaína Wille


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