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VÍDEO: prefeitura vai desmontar enfeites de Natal para economizar em aluguel

11 Janeiro 2019 12:00:00

São aqueles que não podem mais ser usados porque têm direitos autorais da empresa contratada em 2016

Deni Zolin
Foto: Foto: Renan Mattos (Diário)

Foto: Renan Mattos (Diário)

A partir de fevereiro, a prefeitura de Santa Maria começará a desmontar os enfeites de Natal que não podem ser mais usados porque têm direitos autorais da empresa contratada em 2016. Com isso, a intenção é só guardar as decorações, iluminações e estruturas metálicas que ainda podem ser utilizadas, para reduzir significativamente o volume a ser guardado e o custo com aluguel. Até agosto, quando vence o contrato, a prefeitura seguirá pagando R$ 8,6 mil mensais (R$ 103,2 mil anuais) para o pavilhão da antiga Fábrica de Natal, que fica na Vila Schirmer. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, Ewerton Falk, a intenção é reduzir o custo de aluguel pela metade.

- Não teremos como nos desfazer de tudo. Há muitos materiais como armações metálicas, iluminação e enfeites de vários Natais que valem bastante e precisam ser guardados, pois podem ser reaproveitados. Não tudo de um ano para outro, porque não dá para repetir toda a decoração. Parte das ferragens e da iluminação já foi reutilizada neste último Natal, por exemplo - diz Falk, que já está em tratativas para alugar outro pavilhão, pela metade do preço atual.

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No depósito, há desde estátuas, estrelas, grandes bolas de Natal com luzes, mangueiras de luzes e inúmeros tipos de enfeites com garrafas pet e iluminação de diversos Natais. Dos enfeites, a parte que têm flores feitas com garrafas pet terá de ser desmontada para ir para reciclagem, já que essas flores tinham sido patenteadas pela empresa EcoDecor, de Foz do Iguaçu (PR), que foi contratada no último ano da gestão Schirmer, por R$ 133 mil, para fazer a decoração natalina. Como é uma arte patenteada pela empresa, só poderia ser utilizada em outros anos se a prefeitura pagasse R$ 66,5 mil de multa contratual.

- Como as flores são feitas de pet e pintadas com uma tinta com resina, não podem ser recicladas da forma convencional. Procuramos empresas até no Paraná, mas nenhuma quer receber as garrafas pet com essa tinta. A alternativa que encontramos será desmontar todas as flores e compactar o material para ocupar menos espaço, fazendo tijolos de pet. Daí, avaliaremos com a Secretaria do Meio Ambiente para que tipo de uso poderemos dar a esse material - diz Falk.

Uma das ideias é que parte das decorações sem registro da EcoDecor possa ser doada para escolas, o que possibilitaria reduzir o espaço de armazenamento.


ALÉM DISSO...

Cada vez mais claro que não foi a melhor saída a prefeitura ter contratado a empresa EcoDecor para fazer a decoração natalina em 2016, já que só para usar as decorações no ano seguinte, seria preciso pagar R$ 66,5 mil de direitos autorais. Além de não poder reutilizá-lo, virou um pepino conseguir se desfazer do material, já que ele contém tintas poluentes, não permitindo a reciclagem tradicional das garrafas pet. Diante da crise nas contas públicas, não faz sentido gastar R$ 103 mil anuais só para guardar decorações.


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