Santa Maria

VÍDEO: Prefeitura investe R$ 4 milhões para desassorear 20 km de arroios

Durante os trabalhos, são retiradas toneladas de lixo, terra e galhos que contribuem para provocar alagamentos

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Foto: Foto: Deni Zolin (Diário)


Foto: Deni Zolin (Diário)

Lixo, esgoto, erosão e construções às margens e até dentro dos cursos de água são os principais problemas que atingem arroios, rios e sangas que cortam a região central e a periferia de Santa Maria. Aliado a isso, o aumento da urbanização reduziu a infiltração de água no solo, aumentando a velocidade da água que escorre mais rápido para as sangas. O resultado: assoreamento, que resulta em alagamentos de casas e ruas durante enxurradas, além de danos ambientais, proliferação de doenças e mau cheiro. Para amenizar esses problemas, que foram se agravando por décadas, a prefeitura de Santa Maria está fazendo um trabalho que não se via há muito tempo, ou que sequer havia sido feito no passado. Está investindo R$ 4 milhões para retirar lixo, entulhos e terra de mais de 20 km de arroios e sangas da cidade.


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O trabalho começou em agosto de 2020 e deve ir até agosto deste ano. Até agora, foi feita cerca de metade do trabalho, que está a cargo de um consórcio das empresas FZ Construções, Della Pasqua e Cotrel, vencedoras da licitação. O dinheiro vem do Fundo Pró-Saneamento, que recebeu verbas da Corsan acordadas na última renovação do contrato com o município.

- A Vila Natal é um bom exemplo de local que alagava e, depois das obras, não alagou mais - disse o prefeito Jorge Pozzobom (PSDB).

Segundo a prefeitura, foi feito um amplo estudo dos locais que tinham os principais problemas de assoreamento e de alagamentos. Foi com base em informações vindas da Defesa Civil, da Secretaria de Estruturação e Regulação Urbana, de ações judiciais e de reclamações de moradores. Equipes foram aos locais para verificar o que precisava ser feito e a Secretaria do Meio Ambiente deu as licenças ambientais para as obras.

No final de abril, as equipes estavam com duas retroescavadeiras no Arroio Cancela, perto da Rua Duque de Caxias. Uma das máquinas retirava troncos, galhos, pneus, barro e muito lixo que obstruía a passagem da água, fazendo com que o leito subisse muito durante enchentes. O operador da máquina tinha de desviar de pilares que foram construídos, irregularmente, dentro do arroio para servir de base para um pátio de uma construção, que fica bem em cima do Arroio Cancela e contribui para obstruir a passagem de água. Para evitar a erosão embaixo da obra, foram empilhadas dezenas de pneus. A obra é tão antiga que até uma árvore já cresceu no meio dos pneus.

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Segundo o secretário de Meio Ambiente, Guilherme Rocha, a situação das construções que não respeitam a distância mínima de córregos varia conforme a data em que os imóveis foram feitos, pois algumas são de antes do Código Florestal de 1965. Ele admite a dificuldade em resolver o problema, pois a maioria dos casos é de problemas antigos, em que não havia preocupação em preservar os arroios.

- Dependendo do caso, notificamos o proprietário e isso culmina em processo judicial. Em alguns casos, já conseguimos, na Justiça, remover construções irregulares - diz.

Em 30% dos locais, foi preciso voltar para refazer o trabalho, porque, com o aumento da vazão dos arroios, acabou carregando mais lixo que estava em outros pontos. 

Em Arroio Grande, durante a obra de desassoreamento e recomposição do leito original do córrego, foram retiradas diversas cargas de seixo rolado (pedra arredondada). Esse mesmo material foi usado pela prefeitura para as obras de aterro da drenagem da Rua Manoel Gomes Carneiro, no reforço do subleito da pavimentação da Avenida Borges de Medeiros, no reforço de subleito da pavimentação da Vila Jardim, no empedramento das estradas do Interior, e no reaterro de vala da obra de macrodrenagem no Bairro Camobi.

- Isso gera uma economia também para os cofres públicos, porque para uma obra de uma estrada, em que a empresa está cobrando da prefeitura R$ 500 mil de base, a prefeitura dá todas as pedras para a base e daí a obra custa menos. Ou em muitas vezes, com esse dinheiro que foi economizado, consegue fazer uma ponta a mais na obra, que não estava prevista - afirmou o prefeito Jorge Pozzobom.

- Na Vila Jardim, a qualidade da estrutura do pavimento foi da mesma de uma rodovia - diz o secretário de Estruturação e Regulação Urbana, José Antônio de Azevedo Gomes. 

O QUE ESTÁ PREVISTO

1ª FASE (JÁ CONCLUÍDA)

Em 2020, foram desobstruídos arroios e sangas, com licenças ambientais, nos seguintes locais:

  • Vila Natal
  • Sanga da Avenida Borges de Medeiros (começando na Rua Fernandes Vieira até o Arroio Cadena)
  • Beco da Tela
  • Arroio Passo das Tropas (que corta a BR-392)
  • Sanga da Vila São João/Residencial Lopes
  • Arroio Grande, no Distrito de Arroio Grande

 

2ª FASE (EM EXECUÇÃO)

Já foram licenciados para a execução dos desassoreamentos os seguintes locais:

  • Arroio Cancela
  • Arroio Wolf
  • Cadena Vila Brenner
  • Cadena Guarani
  • Cadeninha
  • Doralino Souza
  • Ibirubá
  • Vila Renascença
  • Sanga do Hospital
  • Avenida Sol Poente
  • Rua Victor Denardin, Bairro Pé de Plátano 


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