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VÍDEO: nas ruas de Santa Maria, pedido é por justiça no Caso Kiss

A percepção da maioria das pessoas ouvidas é de que mais pessoas deveriam ser investigadas e condenadas pela tragédia

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Foto: Marcelo Oliveira (Diário)
Público acompanha transmissão do júri em telão na Praça Saldanha Marinho

O assunto mobiliza a comunidade. Não há quem não tenha sido impactado, de alguma forma, pela tragédia da Boate Kiss, em 27 de janeiro de 2013. Prova disso é que todas as 15 pessoas ouvidas pela reportagem na manhã da última sexta-feira no centro de Santa Maria possuem alguma ligação com vítimas ou sobreviventes. Por outro lado, o interesse pelo júri, que acontece em Porto Alegre, não segue a mesma linha.

AO VIVO: sexto dia de júri começa com depoimento de ex-organizador de festas da Kiss


No geral, o acompanhamento é feito pelos meios de comunicação, nos noticiários tradicionais. Apenas uma pessoa afirmou assistir os trabalhos ao vivo, pelas transmissões realizadas pelo Tribunal de Justiça (TJ-RS). Há, inclusive, quem prefere não se informar sobre o andamento do processo, como foi o caso de duas pessoas ouvidas. Falta de tempo, compromissos de trabalho e outros afazeres são os principais motivos para a falta de interesse.

Cerca de 30 pessoas já foram atendidas por ambulatório desde o inicio do júri do Caso Kiss

Apenas um ponto é unânime entre os entrevistados: o pedido por justiça. Todos os ouvidos esperam que haja algum tipo de responsabilização dos réus. A percepção da maioria das pessoas também é de que mais pessoas deveriam ser investigadas e condenadas pela tragédia, como agentes públicos e das forças de segurança.

VEJA ABAIXO AS OPINIÕES

Franciele da Cruz, 25 anos, dona de casa

"Estou acompanhando o júri pela internet, pelo Facebook, as notícias que saem nos meios de comunicação. Acho que não são só eles os culpados. O ex-prefeito também ter culpa por aquele lugar não estar certo. Os donos também são os culpados principais"

Maria Cristina da Silva Carlos, 56 anos, técnica de Enfermagem

"Estou acompanhando pelas reportagens que saem de noite. Não vejo muito ao vivo. Ao fim, espero que sejam condenados. Muita gente morreu nessa tragédia"

Ana Caroline Machado Martins, 17 anos, estudante

"Não estou acompanhando. Não tenho o costume, não sou muito de acompanhar. Vi agora quando passei pela tenda onde estão transmitindo. Mas espero que aconteça a justiça, muitas famílias perderam seus filhos"

Natalia da Silva, 20 anos, estudante

"Quando chego em casa, deixo no ao vivo quase sempre para acompanhar. Acompanho para ver a Justiça do Brasil. Foram muitas vidas perdidas"

Mariana Brum, 32 anos, dona de casa

"Acompanho pelo noticiário da televisão. Não sou de assistir o ao vivo o tempo todo. Espero que tenha condenações, pois foram mais de 200 pessoas mortas. Não pode ficar impune"

Regina da Costa, 59 anos, porteira

"Não estou acompanhando muito por opção, para não estar julgando essas pessoas. A gente não sabe se isso foi feito com propósito ou não. Isso aí, só Deus mesmo quem sabe"

Rodrigo Siqueira, 35 anos, designer gráfico

"Não estou acompanhando mais por falta de tempo, é sempre uma correria. Vejo um pouco pelo noticiário, mas o ao vivo não"

Thieser Farias, 26 anos, bacharel em Direito

"Mesmo formado, tenho aula de mestrado, então acompanho mais pelos jornais, não o ao vivo. A sensação que tenho é que falta réu neste júri. Faltam pessoas que liberaram os alvarás, os agentes políticos da época"

Leandro Nunes Trindade, 33 anos, calceteiro

"Acompanho o júri pela televisão, mas os noticiários, não o ao vivo. Penso que vai levar bastante tempo. Mas o certo que é os culpados paguem pelo que fizeram"

Pedro de Souza Trindade, 75 anos, aposentado

"Eu estou olhando de hora em hora, na televisão. Tem que ser bem julgado, pois a tragédia foi um horror. Se dever, tem que pagar"

Juvenal Dias da Silva, 65 anos, aposentado

"Não acompanho constantemente. Vejo mais pelo noticiário. Os depoimentos que estão acontecendo são para condenar os culpados. Mas tem pessoas que estão fora que deveriam estar respondendo, algumas autoridades que foram inocentadas, mas que tiveram alguma parcela de responsabilidade"

Fabiana Rangel, 44 anos, vendedora

"Estou acompanhando via internet. Essas pessoas precisam ter um retorno, essas famílias que perderam muitas pessoas. Eu também, por um acaso não entrei na boate, mas perdi amigos"

David Homercher, 64 anos, professor

"É um júri que demorou bastante para acontecer, exigiu bastante trabalho. O Poder Judiciário precisou se organizar muito bem. Dentro da possibilidade, busco assistir ao vivo"

Sônia Weiss da Costa, 44 anos, dona de casa

"Não tem um motivo especial para eu não acompanhar, só não vi muita coisa ainda. Mas espero justiça. Se tiver que condenar alguém, que sejam condenados"

José Carlos Prates, 81 anos ,aposentado

"Estou acompanhando, mas não em muitos detalhes. Já se viu tanto, ao longo desses anos todos. É uma impressão de injustiça, às vezes parece que não vai acontecer nada" 


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