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VÍDEO: moradores da Nova Santa Marta tentam se proteger da dengue e do zika

Mais da metade dos casos de dengue de Santa Maria estão na Nova Santa Marta

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Foto: Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Após casos na região, Nelson Santos guarda as garrafas viradas de cabeça para baixo para evitar a proliferação do mosquito transmissor

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Jackson Bitencourt foi diagnosticado com dengue há cerca de três semanas

Quem anda pelas ruas do Bairro Nova Santa Marta não demora muito para entender por que a população do local deve se preocupar com a propagação da dengue. De acordo com o último informativo da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), divulgado na segunda-feira, o bairro é o que mais tem casos confirmados da doença, com 91 autóctones (com origem dentro da cidade). Mesmo assim, é possível ver lixo na beira das ruas e perto de parte das casas, com garrafas, potes, caixas e outros itens que acumulam água parada e são um prato cheio para o Aedes aegypti, o mosquito transmissor.

Entre os moradores, as notícias de que os casos de dengue pipocaram na vizinhança correm de boca em boca. O porteiro Jackson Pereira Bitencourt, 20 anos, recebeu o diagnóstico para a doença há três semanas. Ele demonstra indignação ao contar que procura eliminar os focos que podem servir de nascedouro do mosquito do seu pátio, mas que nem todo mundo colabora.

- Toda a semana, eu faço uma varredura do pátio para trocar a água do pote dos cachorros, secar poças e virar a boca das garrafas para baixo. Mas tem gente que não se cuida. Antes, eu já cuidava o pátio, mas, depois que peguei a dengue, passei a limpar com mais frequência - explica Bitencourt.

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Os sintomas do jovem foram febre alta, dores de cabeça e no corpo. Hoje, ele está curado, depois de ficar alguns dias em repouso, tratando a febre com remédios e muita hidratação. A mãe dele, Alessandra da Silva Pereira, também teve dengue.

A impressão de que nem todos agem de forma responsável também é uma preocupação do chapeador Nelson Brum dos Santos, 63 anos. Ele junta as garrafas do bar da esposa, Mara Regina, e coloca em um engradado, viradas para baixo, e garante que mantém o pátio livre de lixos e outros objetos que possam acumular água. Ele mora no Bairro Nova Santa Marta há cerca de 15 anos.

- Estamos cuidando. E os outros? Muita gente não dá bola. De 10, um se preocupa realmente com a dengue. Mantenho o pátio limpo até mesmo para não atrair bichos peçonhentos - comenta.

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Após casos na região, Nelson Santos guarda as garrafas viradas de cabeça para baixo para evitar a proliferação do mosquito transmissor

CASOS NA CIDADE

De acordo com o superintendente da Vigilância em Saúde de Santa Maria, Alexandre Streb, a curva de infecções de dengue começou a desacelerar na última semana. No boletim de 1º de junho, havia 149 casos confirmados na cidade. Sete dias depois, há 156 (dois desses importados). Ou seja, em uma semana, foram registrados mais sete pacientes. O município ainda tem 183 casos em investigação, que aguardam resultados de exames. Ao todo, 413 notificações da doença já ocorreram em Santa Maria, diz Streb:

- A redução de infecções é um indicativo de que nosso trabalho está dando certo. Porém, a desaceleração não significa que as pessoas podem se descuidar. Temos combatido os focos com produtos químicos e serviço de eliminação mecânica, com agentes de saúde que vão até as residências.

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Lixo acumulado na rua e em pátios pode virar criadouro para o Aedes aegypti

Se contrair dengue pela segunda vez, pode ser mais grave? Essa é uma dúvida frequente quando as infecções começam a surgir. Streb esclarece que o vírus que circula em Santa Maria tem como característica, a princípio, gerar sintomas leves. Eles podem se agravar no caso de a reinfecção ocorrer por um vírus de características genéticas mais agressivas. Mas a situação pode variar de pessoa para pessoa.

- O vírus pode vir de outra cidade, por exemplo, e ter outras características. É difícil precisar. Depende de o paciente ter algum tipo de fragilidade na saúde e de suas condições imunológicas. Somados esses fatores, a reinfecção pode resultar, sim, em uma dengue hemorrágica - pondera o superintendente.

A dengue hemorrágica é mais grave e pode levar à morte.

Ainda de acordo com Streb, não há como estabelecer o porquê de o Bairro Nova Santa Marta liderar a lista. O segundo colocado é o Bairro Nossa Senhora do Rosário, com 12 infecções.

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ZIKA

Nos últimos sete dias, Santa Maria não registrou novos casos de zika vírus e está com 10 confirmações. Outros 59 exames estão em investigação. Uma gestante diagnosticada com o vírus segue em acompanhamento pela Vigilância em Saúde. O zika, em grávidas, pode afetar o desenvolvimento do bebê e, ainda, causar microcefalia - uma má-formação congênita em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada.

*Colaborou Rafael Favero


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