coronavírus

VÍDEO: cortina do abraço é instalada em clínica para amenizar a saudade

Equipamento oportunizou que Thereza, 89 anos, e a filha Glauce, 52, ficassem mais tempo pertinho

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Foto: Renan Mattos (Diário)
José e a filha Joselaine emendaram abraços intermináveis

A médica pediatra Glauce Mendes, 52 anos, lembrava de ter tocado pela última vez na mãe Santa Thereza Mendes, 89 anos - residente na clínica geriátrica Novo Lar -, no dia 15 de março. No outro dia, um decreto municipal emitiu uma recomendação para a suspensão das visitas em lares de idosos da cidade para evitar que a Covid-19 chegasse a esses locais.

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No dia 24 de abril, o Ministério Público passou a permitir visitas, porém, com restrições. Com uma saudade que parece ser ainda maior desde que a pandemia do novo coronavírus adiou os abraços, a outra filha de Santa Thereza, a servidora pública municipal Iris Mendes, 48 anos, inspirou-se em uma iniciativa quando assistia à televisão.

- Vi uma reportagem que, lá nos Estados Unidos (EUA), uma avó pôde abraçar as netas depois que instalaram uma cortina plástica. Comentei com minha irmã Glauce. Ela comprou os materiais e eu e meu marido Valmir fizemos. Foi simples, com aquele mesmo plástico transparente de toalha de mesa. Levamos na clínica e todos adoraram. Acredito que seja a primeira da cidade - comemora Iris.

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O equipamento intitulado Cortina do Abraço foi instaladona clínica, na última sexta-feira. Por volta das 16h, Glauce voltou ao local e pôde dar vários e demorados abraços na mãe bem de pertinho.

- O toque é tão importante. Nem todos eles (idosos da clínica) compreendem o porquê do filho, da filha não abraçar. A cortina vai ajudar a amenizar essa saudade. Que bom que mais pessoas vão aproveitar - diz a médica.

Foto: Renan Mattos (Diário)
Glauce e a mãe Santa Thereza puderam ficar mais tempo pertinho

Além dos familiares de Santa Tereza, outros residentes foram surpreendidos pela novidade. Também na última sexta-feira, José Carlos Calegaro, 83 anos, repetia emocionado: "que saudade, que saudade," enquanto abraçava a filha Joselaine Calegaro, 51 anos.

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Segundo o infectologista Reinaldo Ritzel, se a cortina for impermeável e não houver aglomerações de pessoas em nenhum dos lados, não há riscos de contaminação por coronavírus.

Longe do contexto de pandemia, em 2015, uma pesquisa publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) informou que tocar ou ser tocado assume uma importância fisiológica e emocional para os seres humanos quando existe a necessidade de comunicar emoções.

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