fiscalização

VÍDEO: cortes de ligações ilegais de água dobraram no ano passado

Mais de 1 mil 'gatos' foram cortados em 2019, número que equivale ao dobro dos casos registrados entre dezembro de 2017 e 2018

18.305
Foto: Foto: Pedro Piegas (Diário)

Foto: Pedro Piegas (Diário)

O combate às conexões clandestinas de abastecimento de água é um trabalho de longa data da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) em Santa Maria. Mas desde dezembro de 2018, a estatal conta com o reforço de uma empresa que cuida apenas deste serviço. Segundo a Corsan, existem no cadastro da estatal 128 mil residências com registro de consumo de água. A equipe fez 3,8 mil revisões de suspensão de abastecimento em um ano, que resultaram em 1,1 mil ligações clandestinas cortadas. 


A gestora da unidade da Corsan em Santa Maria, Andréia Zanini, explica que a revisão de suspensão de abastecimento é diferente do corte de uma ligação irregular. A primeira é quando a Corsan corta a água por tempo determinado, seja por não pagar a conta ou outros motivos. Já a interrupção de conexão clandestina é quando a residência recebe o abastecimento de água sem ter um hidrômetro e sem estar devidamente cadastrada na estatal.

- A questão é que a cada 10 suspensões que fazemos, três vão para a clandestinidade. Percebemos isso quando voltamos para fazer a revisão e encontramos lá a conexão irregular - conta Andréia.

VÍDEO: ônibus escolar altera caminho por más condições de ponte

Conforme a gestora, os 1,1 mil cortes de conexões clandestinas feitos no ano passado equivalem ao dobro de cortes dos "gatos" de água entre dezembro de 2017 e 2018. Ela explica que a Corsan faz o monitoramento do consumo de água por residência e por regiões da cidade. Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo mensal para uma família de quatro pessoas é de 10 a 15 metros cúbicos. Com base nessa média é que a Corsan realiza as revisões. Quando o consumo ultrapassa muito desse valor, a equipe revisa os hidrômetros e são nesses locais que, segundo Andréia, são encontradas mais conexões clandestinas.

- São em diversas partes da cidade que encontramos essas ligações irregulares. Porque quando falamos em conexão clandestina, em "gato" da água, é comum as pessoas pensarem que são só nas regiões periféricas, mas não. Já interrompemos ligação irregular dentro de condomínios, em casas de pessoas que podem pagar o consumo sem problemas. É um problema geral - resume Andréia Zanini.

Júlio de Castilhos tem desfile com escolas de samba nesta segunda e terça de Carnaval

MULTAS 
A gestora da unidade de Santa Maria diz que, para penalizar as pessoas, existem dois caminhos. Para quem é cadastrado na Corsan e tem uma conexão irregular, precisa pagar uma multa, que pode variar de R$ 319,33 até R$ 847,39, mais a recuperação dos valores que não foram quitados. Para saber o valor da reposição, é usada a memória de cálculo, que tem base contas anteriores de consumo do cliente. Também é registrado um Boletim de Ocorrência (BO), até porque "gato" de água é crime, lembra Andréia . 

A outra situação é quando a residência não tem registro na Companhia Riograndense de Saneamento. Nesses casos, é feito o BO. A gestora da unidade diz que não é possível cobrar a multa ou fazer cálculo de reposição já que não há registro prévio de consumo ou da própria pessoa.

Além disso, se a pessoa é reincidente na ligação clandestina, além de tudo já previsto, deve pagar mais uma taxa de R$ 320. A cada novo registro de "gato", a taxa dobra de valor.

Antes de fechar contrato com uma empresa para o trabalho específico de revisão de hidrômetros em toda a cidade, a unidade da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) em Santa Maria fazia o trabalho com equipe própria. Porém, como este grupo de pessoas também tinha outras tarefas, as revisões ocorriam com menor frequência. Assim, em 2016 e 2017, foram registradas 400 interrupções de ligações clandestinas. Em 2018, foram 1.085 revisões de suspensão registradas e, em 2019, já com o a equipe contratada, foram 3,8 mil revisões. 

10 concursos públicos estão com vagas abertas no Rio Grande do Sul

De acordo com a gestora da unidade, Andréia Zanini, a Corsan investe R$ 10 milhões em um plano de dois anos voltado ao combate aos "gatos" de água. Ela explica que este trabalho com foco na redução de perdas atende cláusulas do contrato de programa firmado com a prefeitura de Santa Maria.

Mesmo com o contrato feito com uma empresa, equipes próprias da Corsan seguem com o serviço de revisão de suspensão, ampliando o atendimento de toda a cidade.


fale conosco

redação
[email protected]
(55) 3213-7100
(55) 99136-2472
(WhatsApp)
Endereço
Faixa Nova de Camobi, 4.975, Bairro Camobi, CEP 97105-030, Santa Maria - RS

redes sociais
facebook
instagram
twitter
youtube

 


para assinar
(55) 3213-7272
diariosm.com.br/assinaturas

central do assinante
(55) 3213-7272
(55) 99139-5223
(WhatsApp, apenas falhas de entrega)
[email protected]
[email protected]
chat

para anunciar
(55) 3213-7187
(55) 3213-7190