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VÍDEO: banda da 6ª Brigada tem as primeiras mulheres em 25 anos de história

As jovens Taís do Nascimento Silva e Anelise Maciel dos Santos são pioneiras em Santa Maria

Janaína Wille
Foto: Anselmo Cunha (Especial)
A cabo Taís do Nascimento Silva ao lado da cabo Anelise Maciel dos Santos


Foto: Anselmo Cunha (Especial)
A cabo Taís do Nascimento Silva ao lado da cabo Anelise Maciel dos Santos

Apaixonadas por música, as jovens Taís do Nascimento Silva, 29 anos, e Anelise Maciel dos Santos, 27 anos, tocam instrumentos que podem ser considerados bem diferentes. Taís tem a tuba como sua companheira. O instrumento pesa 11 quilos e exige uma gama de de habilidades como fôlego e firmeza nos dedos, e até mesmo força para segurar o equipamento. Já Anelise tem o clarinete como seu fiel escudeiro. Mais leve, ele não chega a pesar 1 quilo, mas também exige técnica. Em comum, além da aptidão para a música, as duas têm o pioneirismo: são as primeiras mulheres a ingressarem para a banda da 6ª Brigada da Infantaria Blindada do Exército, com sede em Santa Maria.


Taís é de São Paulo e, antes de vir a Santa Maria, em janeiro, estudava música na capital paulista. Foi acolhida por uma família de amigos que mora na cidade e já se sente familiarizada em solo gaúcho. Ela diz só tem um medo: o frio.

- Falaram que aqui faz muito frio. Já estou me preparando psicologicamente. Mas não deve ser nada tão assustador, com o tempo a gente acostuma - declara a cabo.

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A tuba, instrumento que ela toca, chama a atenção pelo tamanho. Com 11 quilos e dimensões bem largas, a musicista quase some atrás do instrumento na hora da apresentação.

- Precisa trabalhar a respiração. Muito mesmo. Eu sempre fiz corrida e natação para ajudar a ter um desempenho melhor com a tuba. A questão do tamanho e do peso eu já estou acostumada - afirma Taís.

PAIXÃO COMEÇOU AOS 5 ANOS
A santa-mariense Anelise começou a sua trajetória na música cantando na igreja aos 5 anos. Desde então, não se vê fazendo outra coisa. Chegou a cursar Letras na UFSM, mas não concluiu o curso porque o marido, que hoje também é músico integrante da banda de 6ª Brigada, foi transferido para o Rio de Janeiro durante um período. 

- Meu marido é militar e é formado em Música pela UFSM. A partir dele, que eu me apaixonei pelo meu instrumento, o clarinete - relata.

Tanto Alenise quanto Taís ingressaram como militares temporárias após aprovação em um processo seletivo, prova prática de música e prova física. Elas esperam que a conquista possa inspirar mais mulheres a seguirem seus passos. 

- Vejo que é importante, porque é uma oportunidade de outras mulheres enxergarem e perceberem que podem sonhar com essa carreira dentro do Exército. Fico feliz em poder dar esse passo pioneiro - salienta Anelise. 

A BANDA
Organizada em 1996, com militares não músicos cedidos de organizações da guarnição militar de Santa Maria, a Banda de Música da 6ª Brigada tinha como atribuição formar músicos para elevar o nível das formaturas militares. A oficialização da banda ocorreu em 2011, com 16 integrantes. 

Passados 25 anos de sua formação, atualmente sob o comando do 2º tenente mestre de música Adelar Rodrigues, a banda é composta por 24 militares entre músicos profissionais e aprendizes. 

Além de formaturas, a banda realiza apresentações também na comunidade em geral. Durante a pandemia, por exemplo, o conjunto organiza apresentações em frente a hospitais para levar alegria aos profissionais de saúde e pacientes. 

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