dia dos avós

VÍDEO: avós e netos contam como a pandemia os fez ficarem mais próximos

Os gêmeos Arthur e Beatriz Dambros Morales estiveram cerca de um ano juntos dos avós Marizete e Umberto Gabbi

Foto: Pedro Piegas

O Dia dos Avós é celebrado nesta segunda-feira, e o Diário recebeu, nas redes sociais, diversas fotos e histórias de vovôs e vovós juntos dos netinhos, grandes ou pequenos. Durante a pandemia do coronavírus, a preocupação com as pessoas idosas fez com que elas ficassem mais reclusas, e amigos e familiares deixaram de fazer visitas frequentes, como forma de evitar o contágio pelo vírus.

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Contudo, entre várias mudanças que a Covid-19 causou, a educação também foi afetada e aqueles pais que não pararam suas atividades precisaram de algum lugar para deixar os filhos. A casa dos avós foi uma das alternativas.

Em Itaara, a avó Marizete Gabbi, 69 anos, conta que mesmo em meio a pandemia, os netos gêmeos Arthur Dambros Morales e Beatriz Dambros Morales, ambos de 12 anos, que antes visitavam somente nos finais de semana, passaram a ficar com eles de segunda a sexta-feira.

- Conosco foi o contrário do que normalmente aconteceu com as outras famílias. Conseguimos nos aproximar e com eles por perto, nossa casa ficou cheia.

O casal é filho da técnica em Radiologia Ketlen Dambros Garcez, 45. Eles moram em Santa Maria, porém devido a pandemia passaram cerca de um ano com a avó e o avô Umberto Francisco Gabbi, 72, enquanto Ketlen trabalhava

- Não foi uma decisão fácil para mim, enquanto mãe. Como eu trabalho na área da saúde, foi uma solução que encontramos. No fim, acabou sendo enriquecedor para eles estarem mais tempo com os avós - comenta a técnica em enfermagem.

Conforme Umberto, os meses juntos foram de atenção aos estudos e também à diversão, passeando de bicicleta e até mesmo ensinando o neto a cozinhar, o que estreitou o relacionamento entre eles.

Tanto para Arthur quanto para Beatriz, um dos pensamentos iniciais era a saudade da mãe, entretanto o tempo ao lado dos avós contribuiu para se acostumarem com o novo momento.

Também em Itaara, as irmãs Tatiana Krauchemberg, 43 anos, e Leticia Krauchemberg, 30, levaram os filhos Pedro Henrique, 12, e Carlos Eduardo, 6, para ficarem aos cuidados dos avós

Maria Sueli Godois Krauchemberg, 76, e Ari Borba Krauchemberg, 68.

Conforme Tatiana, quando Pedro Henrique era mais novo, Maria Sueli se ofendia quando o assunto era contratar uma babá. Ela dizia que poderia cuidar do neto, sem nenhum problema. Depois de algumas conversas, o pedido foi aceito. Rapidamente, ela demonstrou carinho e cuidado que permanecem até hoje.

- Ela ama ter ele e os outros netos por perto. Não mede esforços para agradá-los - diz Tatiana.

Recentemente, Maria Sueli aprendeu a jogar Free Fire com o neto Carlos Eduardo e assiste vídeos e filmes no Youtube e na Netflix para diverti-lo, segundo Tatiana. A dona de casa conta que sempre encontrou maneiras de estar disponível para ajudar na criação dos 8 netos.

- Pude cuidar de todos os netos, alguns já adultos. É uma extensão da maternidade. Minha vontade é dar tudo de mim para poder auxiliar no que posso.

De acordo com Letícia, Ari, avô de Carlos Eduardo, é daqueles das antigas. Regrado para tudo, mas que as crianças conseguem convencê-lo em alguns momentos.

- Ele tem horário para comer, lugar para sentar na mesa, sempre na ponta, de frente para a TV. Mas já deixou os netos ficarem no lugar dele. Ele é apaixonado por eles.

MUDANÇAS
Segundo a psicóloga Greice Carvalho, um dos cuidados que deve ser tomado está na forma como a transição entre as casas é feita, uma vez que, podem estar organizadas de formas diferentes:

- O mais comum é na casa dos avós as crianças terem mais liberdade. Se juntos dos pais o tratamento for um pouco mais rigoroso, estes opostos podem confundir as crianças quanto aos limites. Por isso, é preciso diálogo - explica Greice.

Quanto aos avós que precisaram se afastar de boa parte do núcleo familiar, a psicóloga observa que a distância física não significa uma despedida. De acordo com ela, o sentimento de tristeza dos primeiros meses da pandemia atingiu a todos, mas que agora, as pessoas estão voltando a se encontrar com os parentes idosos.

*Colaborou Gabriel Marques


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