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VÍDEO: após mais de um ano, obras na Riachuelo não têm prazo definitivo para conclusão

Moradores e comerciantes cobram poder público por agilidade nos trabalhos da via, umas das mais movimentadas do Centro

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Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Obras da prefeitura e da Corsan causam transtornos a motoristas e pedestres

A obra da Rua Riachuelo, iniciada em agosto de 2019 e que, um ano depois, ainda não foi totalmente concluída, causa dores de cabeça a moradores, comerciantes e usuários do transporte coletivo - passa pela via, diariamente, 90% da frota de ônibus do transporte público santa-mariense. O trabalho, que promete resolver problemas crônicos de alagamentos na região, está na terceira e última fase, mas paralisada e sem um prazo concreto de conclusão. Atualmente, a via, com cerca de 500 metros, está com asfalto provisório, desníveis, buracos, pedras na calçada e detritos espalhados em diferentes pontos.


As obras começaram em agosto de 2019 e foram divididas em três etapas, com previsão de término para 90 dias. O objetivo era melhorar a trafegabilidade e evitar alagamentos, com uma melhoria na drenagem pluvial nos trechos entre as Ruas Pinheiro Machado e Ângelo Uglione. As duas primeiras etapas, concentradas no subsolo e galerias pluviais, foram concluídas no final do segundo semestre de 2019. A terceira, de recuperação e aplicação do pavimento definitivo, que começou no fim de junho, ainda está em andamento. Na terça-feira pela manhã, a reportagem esteve no local e não identificou a presença de máquinas ou funcionários da prefeitura. Atualmente, há uma camada asfáltica provisória na via. Durante o recapeamento, bloqueios no trânsito são necessários.


Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)

Lojistas da Rua Riachuelo e arredores estão organizados em um grupo de WhatsApp, e cobram o poder público pela conclusão das obras. A comerciante Magda Bauermann tem uma loja de roupas no trecho entre os cruzamentos com as ruas Astrogildo de Azevedo e Ângelo Uglione.

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- O que mais nos incomoda é essa demora, a falta de planejamento. Faz um ano de obra, e até questionamos o prefeito, de várias outras vias que as obras começaram mais tarde e já foram concluídas - argumenta Magda.

No trecho, há um buraco que atravessa a pista lateralmente. Detritos e poeira também ficam armazenados nas laterais, o que gera problemas aos comerciantes. São cerca de 40 lojistas afetados entre a Rua Tuiuti e a Ângelo Uglione.

- É uma poeira danada, ainda mais comigo que trabalho com gêneros alimentícios. Toda hora precisa estar limpando, varrendo, é bastante transtorno. Por conta da rua, no começo, quando estava tudo fechado, cheguei a estar com 80% do orçamento comprometido - relata Fabiano Moreira, proprietário da lancheria Sou de Minas, na esquina com a Astrogildo de Azevedo.

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Moradores também reclamam das condições da via no último ano.

- Em vez de fazer uma rua e terminar, para então partir para outra, começam a fazer várias ao mesmo tempo e aqui não termina. Tem lugares que colocaram asfalto, dias depois arrebentavam novamente para fazer outro reparo - desabafa Gilmar Rodrigues, que mora no local há 5 anos.


Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Resquícios da obra também ocupam a calçada

O QUE DIZ O EXECUTIVO
Conforme a prefeitura, dois processos licitatórios dão conta da obra. O primeiro, relativo à drenagem pluvial, foi concluído ainda no ano passado em três meses. O segundo, que é relativo a recuperação do asfalto, que foi quebrado para a obra de drenagem, teve início em junho deste ano, com prazo de conclusão de 60 dias.

A Brita Pinhal, empresa de Itaara, venceu o segundo processo licitatório, de R$ 383.941,28, e executa as obras. Para a prefeitura, apesar da paralisação dos trabalhos na terceira etapa, não há atrasos. A recuperação asfáltica começou em 26 de junho e precisou ser paralisada em 17 de agosto, por conta da necessidade de um contrato emergencial para substituição de galeria de escoamento de água da chuva antiga, que não constava no projeto original e nem no banco de dados do município - o problema foi identificado apenas com o andamento das obras. Assim que houver o contrato emergencial, o que segundo o Executivo está previso para ser firmado nos próximos dias, a obra será retomada. Até lá, não é possível divulgar prazo para término da obra.

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A Corsan também realiza intervenções no local, entre as ruas Astrogildo de Azevedo e Ângelo Uglione. Conforme o superintendente regional da Corsan, José Epstein, foi realizada uma substituição da rede de esgoto sob o passeio público. As obras começaram na semana passada, e resta a repavimentação dos trechos abertos na via.

- É um transtorno temporário, mas o benefício é permanente. A gente até solicita desculpas os moradores, mas é para qualificar aquela via - explica.

Conforme Epstein, a conclusão do serviço deve ocorrer em 10 a 15 dias. Ele ressalta que os últimos dias de clima chuvoso também impediram os avanços dos trabalhos.

* colaborou Felipe Backes


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