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VÍDEO: alagamentos levam esgoto às casas e deixam morados ilhados em Santa Maria

Prefeitura afirmou que é necessário que a Corsan fiscalize o local

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Foto: Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

As fortes chuvas desta terça reforçaram situações complicadas em todos os cantos do Estado, e em Santa Maria não foi diferente. Um dos casos que chegaram até a reportagem foi na Rua Riachuelo, entre as ruas Tuiuti e Doutor Astrogildo de Azevedo, em que alagamentos ocorrem nos subsolos dos prédios. 


O engenheiro eletricista José Carlos Brondani, 55 anos, que tem um escritório de engenharia nesta rua, mostra que o depósito e a garagem, que ficam no subsolo, ficam alagadas durante fortes tempestades. A situação, de acordo com ele, ocorre há anos, mas piorou depois que a prefeitura começou as obras de drenagem pluvial nas ruas próximas ao escritório. 

- E não é só água pluvial, tem água cloacal também. Dá para sentir o cheiro. É muito complicado, a gente levantou as estantes, para não perder as coisas do depósito e colocou uns tijolos para não pisar diretamente nessa água - conta Brondani. 

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Francisco Severo, diz que essa demanda não chegou até a prefeitura, mas destaca que vai averiguar com moradores e comerciantes da região. Além disso, Severo explica que se há água de esgoto nestes alagamentos, é preciso fazer uma verificação diretamente no local junto com agentes da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). 

PRESOS EM CASA
Já na Estrada Juca Monteiro, na localidade de Picadinha, via que vai da BR-158 até o distrito de São Valentim, a água cobre a rua completamente e impossibilita a passagem de veículos menores, como carros. Isto resulta em moradores ilhados. 


O aposentado Olavo de Andrade Silva, 68 anos, conta que quando sabe que vai chover forte, fica na casa da mãe, mais na área central de Santa Maria, para não ficar preso na própria casa. Ele conta que já notificou a prefeitura inúmeras vezes sobre a situação dele e de vizinhos. 

A dona de casa Norma Sanches, 59, conta que, além de não conseguir sair quando chove, recorda que a água entrou em sua casa duas vezes e perdeu móveis. 

O secretário de Infraestrutura responde que o Executivo recebeu notificação, ainda nesta terça, desse caso. Contudo, ressalta que é preciso tempo seco para trabalhar na revitalização da via. 

CHUVA GERA INCERTEZA DE MEDICAÇÃO À MORADORA 
No Bairro Campestre Menino Deus, além dos moradores ficarem ilhados, uma moradora sofre com a incerteza de ter seu tratamento contra o câncer continuado. A técnica em Enfermagem Jéssica Monteiro Espíndola, 27 anos, recebe, três vezes por dia, uma equipe médica em casa para administração de doses do medicamento. Hoje, porém, ela teve que esperar: 

- Gerou um estresse muito grande para mim. O medicamento, que era para ter sido às 9h, foi ministrado depois das 10h - conta Jéssica, que é mãe de um bebê de oito meses.

Ao ser questionada sobre ficar em amigos ou parentes, ela diz que tem o direito de ficar em sua própria casa.

O secretário de Infraestrutura, Francisco Severo, concorda sobre esse direito da moradora e diz que vai encontrar uma forma de melhorar a estrada de acesso à casa dela.

- Essa estrada deixou de ser prioridade zero. Nós recebemos um protocolo, mas que é muito frio, sem detalhes do caso. Nós vamos ajudá-la - afirma Severo.


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