tradicionalismo na pandemia

Treinos de tiro de laço estão liberados em Santa Maria

Prefeitura autorizou a prática após solicitação da Estância do Minuano e do CTG Sentinela da Querência

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Foto: Foto: Renan Mattos (Diário)

Foto: Renan Mattos (Diário)

Depois de uma solicitação de representantes da Estância do Minuano e do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Sentinela da Querência, a prefeitura autorizou a volta dos treinos de tiro de laço em Santa Maria. De acordo com informações da assessoria de imprensa do Executivo, a medida considera que o esporte, que faz parte das tradições gaúchas, trata-se de uma modalidade individual e, portanto, está de acordo com as permissões do Sistema de Distanciamento Controlado do governo do Estado.

Entretanto, uma série de exigências foi estabelecida pelo poder público (veja abaixo). A autorização vale apenas para treinos. Rodeios, torneios e qualquer tipo de competição continuam proibidas. Todos os laçadores devem utilizar máscara e obedecer o distanciamento interpessoal de 2 metros. Os bretes e porteiras precisam ser higienizados e o compartilhamento de materiais como laço, colete e chapéus está vedado. Também está proibido o consumo de bebidas alcoólicas em espaços comuns do clube, fora de cantinas ou restaurantes.

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O presidente do conselho da Estância do Minuano, Eduardo Canto, conta que o primeiro treino realizado com as novas limitações no local aconteceu no último sábado, porém, a adesão dos sócios ainda foi pequena. Segundo o tradicionalista, o narrador que falava no sistema de som orientou de forma permanente os peões que estavam no parque quanto aos cuidados necessários. 

- Medimos a temperatura de todos que entraram no parque, o narrador pediu que o pessoal não conversasse próximo de outras pessoas. Os peões se encaminhavam para a pista em grupos de 20, para evitar aglomerações. Tinha álcool gel em vários pontos do parque - diz Canto.

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A dificuldade econômica também foi um dos fatores que motivou a solicitação, segundo o patrão do CTG Sentinela da Querência, Renato Bissaque Pereira. Porém, ele garante que a saúde dos participantes ficará em primeiro lugar.

- Nós precisamos arrecadar dinheiro para manter o CTG. Dependíamos muito dos eventos, que estão suspensos. Temos conta de água, luz e funcionários para pagar. Ficaremos atentos para não haver junções - explica o patrão.

Ainda conforme as informações da prefeitura, "o cumprimento integral dessas medidas é requisito para a manutenção da autorização, sendo que a mesma pode ser revista, integralmente, se houver indícios de práticas de desrespeitam as regras de segurança sanitária apresentadas".

REGRAS

  • As práticas devem ser individuais e em modalidade de treinamento, sendo vedada qualquer forma de rodeio, torneio ou competição
  • Todos os frequentadores - inclusive os laçadores, mesmo laçando devem utilizar máscara
  • Os laçadores que compõem uma bateria de tiro de laço devem obedecer o distanciamento interpessoal de 2 metros
  • Deve ser realizada a higienização constante de superfícies de toque, como porteiras, bretes e demais locais que exijam manuseio
  • Quaisquer materiais (laço, colete, chapéus, e outros) devem ser de uso pessoal, sendo vedado o compartilhamento entre os esportistas
  • Devem ser disponibilizados, nos banheiros, próximos aos espaços com superfícies de toque, nas dependências da entidade, frascos de álcool 70%, pias com água e sabão ou outras soluções adequadas para higienização das mãos
  • Os frequentadores devem ser orientados e lembrados sobre a necessidade do uso de máscara durante o tempo que estiverem nas dependências da entidade
  • Fica proibido o uso de arquibancadas, e a entidade deve orientar e impedir a realização de aglomeração, assim entendido quaisquer reuniões de duas pessoas ou mais que não respeitam espaçamento de 2 metros
  • Fica vedado o consumo de bebidas alcoólicas, nos espaços comuns do clube, fora de cantinas ou restaurantes

*Colaborou Rafael Favero


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