estradas

Sem dinheiro, obras em rodovias estaduais da região estão abandonadas

Dos 55 quilômetros que deveriam ser recuperados entre Santa Maria e Paraíso do Sul, cerca de 25 sequer receberam as obras

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Foto: Renan Mattos (Diário)

Das sete rodovias da Região Central contempladas no Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias (Crema) Santa Maria-Cachoeira do Sul, cinco - ERS-348, ERS-511, VRS-804, ERS-400 e ERS-481 - já tiveram os trabalhos finalizados e outras duas estão com o serviço paralisado: a ERS-149 e a RSC-287.

As obras do Crema na região começaram em novembro de 2016, com a limpeza das rodovias, a restauração do pavimento, dos dispositivos de drenagem (bueiros, sarjetas e canaletas) e a sinalização. Em setembro de 2017, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagens (Daer) chegou a dizer que a reconstrução das pistas seria concluída no final de 2018.

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No entanto, desde maio deste ano, as obras nas duas principais estradas do projeto estão paradas. Segundo o Daer, o serviço estava em andamento com recurso financeiro do Banco Mundial, mas em função de "dificuldades executivas" enfrentadas pelas empresas do consórcio responsável pelos serviços, aliadas às chuvas enfrentadas no período, não foi possível cumprir o cronograma estabelecido.

O investimento total do Crema na região foi de R$ 153,4 milhões. Conforme o Daer, 86% dos recursos foram empregados na recuperação das rodovias inclusas no programa (ao todo, estavam previstas a recuperação de 251,26 quilômetros). O Crema tem duração até 2021, mas o governo do Estado, de acordo com o Daer, está reavaliando o cronograma, enquanto busca a definição do recurso orçamentário para a retomada das obras.

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SITUAÇÃO ATUAL
Enquanto isso, quem trafega pelas duas rodovias com trechos inacabados precisa ter cuidado redobrado. Na RSC-287 - que tinha 55,86 quilômetros de recuperação prevista -, no trajeto entre a ERS-509 (a Faixa Velha de Camobi) e a ERS-149, ainda resta a execução das ações de recuperação em 10 quilômetros.  

Na maior parte do trecho recuperado faltam sinalização horizontal e vertical (placas e de tachões) e acostamento. Após a entrada para o distrito de Palma, entre o km 220 e o 225, por exemplo, há vegetação no acostamento e desníveis de mais de 15cm na beira do asfalto. O Daer afirma que a maioria dos serviços já foi executada.

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Na ERS-149, as construtoras responsáveis pelo serviço estão finalizando uma galeria, mas não há prazo para a retomada do asfaltamento entre Restinga Sêca e Formigueiro.

O consórcio responsável pelas obras na região - formado pelas empresas Della Pasqua, Sultepa, Conpasul e Continental -, não quis comentar o assunto. 

Pela metade:

RSC-287

  • Previa recuperar 55,86 km
  • O perímetro vai do pórtico de entrada de Santa Maria, em Camobi (ERS-509) até a localidade de Contenda, em Paraíso do Sul (ERS-502)
  • Segundo Daer, no trecho entre a ERS-509 e a ERS-149, resta recuperar 10 km. Em um trecho de 20 km, a maioria dos serviços já foi executada. Cerca de 25 km não foram restaurados

ERS-149 

  • São 90,02 km em dois trechos
  • Um vai da BR-392, em São Sepé, até a RSC-287, em Restinga Sêca, e o outro da RSC-287 até Nova Palma. Não foi informado o total do trecho que foi recuperado 


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