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Relatos da Kiss: taxista relembra corridas aos hospitais na madrugada de 27 de janeiro de 2013

Desde segunda-feira, o Diário traz relatos de pessoas que fizeram parte da tragédia da boate Kiss. Nesta terça-feira, o depoimento é do taxista, Valmir Martins

Foto: Marcelo Oliveira (Diário)

Desde a tragédia na boate Kiss, os santa-marienses guardam memórias que gostariam de nunca ter vivenciado. Pais, mães, amigos das vítimas, assim como sobreviventes e pessoas que trabalharam na noite do dia 27 de janeiro de 2013 ainda sofrem com a dor e a lembrança do incêndio, que, para muitos, ainda não teve fim.

De segunda-feira até o dia do início do julgamento, o Diário mostra relatos de pessoas que fizeram parte da tragédia da boate Kiss. Nesta terça-feira, o depoimento é do taxista, Valmir Martins, que junto de outros colegas, ajudou a socorrer e transportar vítimas: 

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Naquele dia, ele afirmou que o movimento na cidade era grande. Valmir relembra uma das corridas que marcou sua memória, na qual alguns jovens foram até o local, mas desistiram de entrar.

- Peguei três rapazes no táxi e levei para a boate. Quando cheguei lá, um deles não queria entrar e os outros dois queriam. Eles decidiram ir para outra boate por causa daquele que não queria entrar. Quando retornei ao ponto, já estava uma correria, o pessoal pedindo socorro. Nós fomos para lá para ver se podia ajudar. Levei três pessoas para o Hospital de Caridade - conta Valmir.


Depois de um período, os taxistas não conseguiram mais acessar a via da boate e tiveram que diminuir as corridas para os hospitais. Na época, Valmir entendeu a situação, mas hoje lamenta, pois pretendia auxiliar no socorro de mais pessoas.

- Eu queria ter ajudado mais, mas não deu. Naquele momento a gente não tinha ideia da proporção que ia se tornar o número de mortes - relata.

Apesar disso, Valmir continuou com o trabalho de apoio às pessoas envolvidas no incêndio. Nos próximos dias, ele acompanhou pais, mães, amigos e familiares no reconhecimento das vítimas no Centro Desportivo Municipal Farrezão.

- Foi triste porque só aumentava o número de óbitos. Eu acompanhei o levantamento de mortes. A gente passava mais no Farrezão, das 8h à meia noite. Fiquei três dias no local, vi as vítimas e foi bem aterrorizante.

*Colaborou Laura Gomes 


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