caso kiss

Réu da Kiss diz que não se considera culpado e que fez 'o melhor'

Luciano Bonilha Leão concedeu entrevista à Radio Imembuí FM nesta sexta-feira

Tainara Liesenfeld
Foto: Foto: Claudio Vaz, BD, 23/06/2013
Luciano Bonilha Leão quer ser julgado em Santa Maria. Data está marcada para 16 de março


Foto: Claudio Vaz, BD, 23/06/2013
Luciano Bonilha Leão quer ser julgado em Santa Maria. Data está marcada para 16 de março

O ex-produtor da Banda Gurizada Fandangueira Luciano Bonilha Leão, que será julgado pela tragédia da Kiss no dia 16 de março, veio a público, pela primeira vez em sete anos, na tarde desta sexta-feira. Em entrevista para a Rádio Imembuí FM, Luciano fez um apelo para os futuros jurados e para a população, para que se sensibilizem com sua história.

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Na entrevista, o réu relatou como tudo aconteceu na festa que vitimou 242 pessoas. Luciano estava dando suporte à banda e diz ter feito "o melhor" para quem o havia contratado. Também afirmou que a boate não parecia ser um local que apresentasse perigo. Perguntado sobre a compra do artefato pirotécnico que deu início ao fogo, Luciano disse não ter sido informado sobre os possíveis riscos de acidente nem que o artefato só poderia ser usado em área externa.

- Não me considero culpado, acho que sou uma vítima que nem os outros. Eu não matei ninguém - comentou Luciano à Rádio Imembuí.

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Além disso, ele reclamou sobre a demora da Justiça para o julgamento e disse que deveriam haver outros culpados pela tragédia, incluindo setores do poder público que se eximiram da fiscalização adequada da boate.

- A tragédia é muito grande para chegar nessa situação e só achar que quatro pessoas são as responsáveis. Eu vou ter que chegar e responder perguntas para uma instituição que não tem moral nenhuma sabendo que eles estão tapando o lado deles e das outras pessoas que tinham que estar junto comigo no banco dos réus - afirma Luciano, citando que autoridades tinham poder para ter fechado a Kiss antes.

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Ele diz que, ultimamente, tem ido a festas a trabalho e que já viu portas de emergência serem bloqueadas e extintores sendo encobertos pelos organizadores.


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