Atenção a saúde

Programa de fornecimento de absorventes em escolas é aprovado em São Sepé

A iniciativa visa fornecer kits com absorventes para estudantes, além de desenvolver ações sobre saúde da mulher dentro das escolas

Arianne Lima
Foto: Foto: Mateus Barreto

Foto: Mateus Barreto (divulgação) 
Na última terça-feira, a Câmara dos Vereadores de São Sepé aprovou a PL 40 em sessão ordinária

Após a aprovação do Projeto de Lei 40 na Câmara dos Vereadores na última terça-feira, São Sepé se prepara para implantar um programa voltado à educação e saúde feminina em escolas do município. Com autoria do vereador Matheus Leão (PDT), a iniciativa visa fornecer kits com absorventes para estudantes, além de desenvolver ações sobre saúde da mulher dentro das escolas, ampliando os conhecimentos sobre o assunto com a juventude. 

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De acordo com o vereador, a temática foi discutida com a secretária de Educação de São Sepé, Márcia Aires, e professores da rede municipal antes da escrita da proposta, levando em consideração a situação no município e os dados do Levantamento Nacional Inédito divulgado este ano. Depois de três sessões, o projeto foi aprovado e encaminhado para o prefeito João Luiz dos Santos Vargas, que tem 15 dias para sancionar. Neste meio tempo, outras questões como empresa fornecedora, uso de material ecológico e período de distribuição são avaliados.

- Agora, queremos incluir no PPA (Plano Plurianual) do município, para que seja feita a compra dos absorventes. Para que a cada ano letivo, consigamos fazer a distribuição. A ideia é trabalhar com o absorvente ecológico, que é lavável e permite a reutilização. Esperamos incluir esse programa no orçamento do próximo ano - afirma Leão. 

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POBREZA MENSTRUAL

Segundo a antropóloga Mirian Goldemberg, que coordenou o Levantamento Nacional Inédito através de entrevistas com mulheres entre 16 a 29 anos, uma a cada quatro jovens faltam às aulas por não poder comprar absorventes. As atitudes teriam como base a insegurança, vergonha e até mesmo, o medo de expor essa realidade. Em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou sobre esta situação, sugerindo que o acesso à higiene menstrual seja pensado como uma questão de saúde público e direitos humanos. 

Recentemente, sugestões legislativas, propostas e projetos de lei tem buscado garantir a distribuição gratuita não apenas de absorventes, como de tampões íntimos e coletores menstruais para meninas, mulheres, homens trans e demais pessoas com útero. A escolha dos melhores materiais e com menor impacto ambiental também seria uma preocupação de quem está na luta pela superação da pobreza menstrual (com informações da Agência Senado)


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