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'Preocupação apenas em colocar gente pra dentro', diz promotora sobre boate Kiss

Lúcia Helena de Lima Callegari, que representa a acusação no caso Kiss, comentou sobre escolha dos jurados e primeiro depoimento de sobrevivente

Foto: Foto: reprodução

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Durante o intervalo da noite do júri da Kiss, entre 19h e 20h, a promotora de Justiça, Lúcia Helena de Lima Callegari concedeu entrevista sobre a primeira parte do júri. Promotora de Justiça desde 1998, Lúcia explicou porque houve a exclusão de alguns nomes sorteados para comporem os sete lugares do Conselho de Sentença.

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Conforme a promotora, é feita, anualmente, uma análise prévia dos nomes para verificar se estes respondem, ou foram condenados, por crimes de homicídio, fator que o excluiria do posto no corpo de sentença:

- A lei determina que haja idoneidade por parte dos jurados. E, ainda, que se a pessoa tem um parente que responde por homicídio ou tem condenação, essa pessoa não pode ser jurada. Para saber isso, a gente verifica se as pessoas visitam os parentes no presídio, e a partir desta consulta verificamos que tipo de crime esse parente está respondendo. 

A promotoria garante a segurança dos jurados, o que inclui o transporte e estadia. 

PRIMEIRO DEPOIMENTO
A avaliação da promotora acerca do primeiro depoimento ouvido, foi de perguntas longas e repetitivas, mas que trouxeram pontos essenciais e sustentados pela acusação. Um deles é de que a boate estava superlotada.

- Não havia cuidado nenhum, preocupação apenas em colocar gente pra dentro, não havia saídas e nem treinamento. Se acendia fogo e não havia preocupação em contratar pessoas para cuidar, de avisar os bombeiros e a Polícia Civil. Deveria ter autorização para isso, e um contrato de aluguel que não tinha autorização para isso - argumenta.

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A promotora ainda criticou a atitude de Jader Marques, advogado que representa o réu Elissandro Spohr, que se mostrou contra esta análise prévia e impugnações do Ministério Público, ação que é de conhecimento público e que ocorre anualmente até o dia 30 de outubro do ano anterior ao Júri, e que por este motivo não foi uma atitude tomada apenas no júri do Caso Kiss.

*Colaborou Eduarda Nenê


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