plural

PLURAL: os textos de Suelen Aires Gonçalves e Silvana Maldaner

Coluna traz multiplicidade de opiniões e abre espaço ao diálogo

  • Manifesto movimento "Vacina já RS"
    Suelen Aires Gonçalves
    Socióloga e professora universitária

    Nossa coluna semanal apresenta debates sobre a conjuntura política e social. Nesta edição, faremos a apresentação do Movimento Vacina Já RS na perspectiva de ampliar o debate. Na última terça-feira, perdemos 4.195 vidas, mais um dia de recorde. Ao todo, 336.947 brasileiros e brasileiras morreram em decorrência da doença causada pelo novo coronavírus. Farei uma breve apresentação do movimento.

    Diante do agravamento da pandemia da Covid-19 que, infelizmente, tende a índices ainda mais trágicos pelo descaso com que a crise sanitária, econômica e humanitária, vem sendo conduzida em nosso país, e dos alertas de especialistas para a vacinação como única saída para enfrentar a situação que estamos vivendo, fazemos esse manifesto pela imunização geral e irrestrita de todas e todos. 

    O Movimento Vacina Já RS é uma ação política que agrega todas as forças, setores e áreas da sociedade, autoridades dos poderes Executivo e Legislativo, representantes da sociedade civil organizada e a comunidade em geral, que queiram somar esforços para lutarmos pela ampliação do número de doses e garantirmos as vacinas e a imunização em massa de toda a nossa população.

    A ideia é mobilizar e envolver os municípios de todo o Rio Grande do Sul, agregar mais pessoas, e cobrar agilidade no cumprimento do Plano Nacional de Imunização, pressionando os governos estadual, federal e municipais, para que possam adquirir doses para vacinar em grande escala, de forma geral e irrestrita. É urgente que os governantes atuem de maneira rápida e planejada, pois isso significa vidas que podem ser salvas. Também queremos promover um processo educativo de conscientização sobre a importância do processo de vacinação, o combate ao negacionismo, a gravidade do vírus e a situação dramática que estamos vivendo com o colapso do sistema de saúde.

    A articulação vai ser, prioritariamente, pelos meios digitais, com elaboração de abaixo-assinados, vídeos, falas, cards, peças de divulgação, entre outros, com linguagem popular, para chegar ao maior número de pessoas possível. Precisamos reforçar os protocolos sanitários e cuidados no enfrentamento à pandemia, enquanto a vacina em massa não chega, como o uso de máscara, a necessidade de higienização das mãos e dos objetos, e a importância de fortalecer a política do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Várias entidades e representações de diversos municípios gaúchos já estão participando. Convidamos todas e todos que queiram aderir ao Movimento Vacina Já RS para apoiarem na mobilização. Essa é uma luta em defesa da vida! Participe você também!

    O choro é livre
    Silvana Maldaner
    Editora de revista

    A pesquisa recente realizada pelo Sebrae RS, entre os dias 2 e 18 de março, mostra que aproximadamente uma em cada três empresas (35%) não está funcionando no Rio Grande do Sul. A principal causa deste fechamento, são as restrições de funcionamento dos estabelecimentos impostas pelas autoridades. A pesquisa também mostra que seis em cada 10 (60%) empreendimentos apresentaram redução no faturamento nos últimos 30 dias, mesmo nível observado em agosto de 2020, demonstrando o agravamento da situação para muitos pequenos negócios. Só no RS, 100 mil empresas morreram. Encerraram definitivamente seus negócios.

    Considerando em números nacionais, são mais de 10 milhões de funcionários demitidos em razão dos efeitos econômicos da pandemia no ano passado. Este dado deve ser ainda maior pois os prestadores de serviços, autônomos e informais que trabalham com eventos, festas, shows e restaurantes não estão contabilizados pelo Sebrae. A pesquisa também mostra que 30% dos empresários tiveram que buscar empréstimos para manter seus negócios, mas o resultado não tem sido positivo.

    A pergunta que não quer calar? Mesmo com empréstimos e prorrogação dos impostos, como os pequenos negócios irão sobreviver? No meio deste caos todo, na luta da sobrevivência e do mínimo de dignidade dos trabalhadores, nenhum imposto foi cancelado e nenhum político teve salário reduzido. Segundo eles próprios, é inconstitucional e ilegal reduzir salários e benefícios.

    Mas proibir o sustento de famílias é legal? Proibir empresas de trabalhar é legal? Muito se fala em empatia, mas pouco se tem experimentado o sapato do outro. Autoridades públicas que desfrutam de um salário altíssimo, onde jamais conseguiriam estes salários astronômicos na iniciativa privada com sua qualificação, assinam decretos proibindo a liberdade primária do exercício do trabalho. 

    O mais chocante é que a grande imprensa apoia e orquestra o mantra do fique em casa, use a criatividade, se reinvente, troque de profissão, abandone teu sonho, tua história, enfim, tua vida.

    A frase da Maju Coutinho, "o choro é livre", foi um tapa na cara da sociedade. É um deboche à inteligência média das pessoas. Para funcionários globais, muito bem pagos, fica fácil fazer campanha de ficar em casa, divulgar vídeos lindos mostrando suas rotinas em casa, aprendendo a pintar, fazer crochê, tai chi chuan, origami, tudo lindo, no conforto do ar condicionado e com a geladeira cheia.

    Explica isso para o garçom, o vendedor e a cozinheira demitidos, ou o maluco do empreendedor que quebrou mas que precisa pagar todos os impostos, boletos, fornecedores e colaboradores, mesmo sem ter dinheiro para sobreviver. O povo não quer auxílio. Quer ter dignidade para trabalhar.



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