8ª rodada

Pesquisa sobre Covid-19 aponta desaceleração de contágio no Rio Grande do Sul

Resultados, divulgados nesta quinta, estimam que um em cada 72 gaúchos teve contato com o vírus recentemente

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Foto: Pedro Piegas (Diário)

Os resultados da oitava rodada da pesquisa gaúcha sobre a incidência do coronavírus no Estado, aplicada no último fim de semana em Santa Maria e outras oito cidades, foram divulgados nesta quinta-feira pela coordenadora do Comitê de Dados, Leany Lemos, e pelo reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Pedro Hallal, durante uma live. Os dados apontam que há uma desaceleração no ritmo de contágio de Covid-19 no Rio Grande do Sul. 

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A etapa mais recente do estudo indica que a proporção de pessoas com anticorpos para a Covid-19 é de 1,38% no Estado (de 1,06 a 1,76%, pela margem de erro), o que corresponde a um total de 156.753 (que pode variar de 120.362 a 200.559) pessoas que têm ou já tiveram coronavírus. A proporção é de um caso real de infecção por coronavírus a cada 72 habitantes do território gaúcho.

- Com a evolução dos estudos sobre o coronavírus, pudemos interpretar de outra forma esse resultado. Antes, tínhamos a sensação de que essa testagem captaria as pessoas que foram expostas ao vírus em qualquer momento. A ciência descobriu que os anticorpos não duram tanto assim em uma intensidade capaz de ser detectada pelo teste. Na prática, uma pessoa que foi exposta em março ou abril pode dar resultado negativo, porque a quantidade de anticorpos não é suficiente para aparecer no teste. É um resultado novo da literatura. Não vemos mais como o total de pessoas que teve exposição ao vírus, e sim como o total de pessoas que teve exposição recente ou grave o suficiente para manter anticorpos detectáveis até hoje - explicou o reitor.

Comparado as fases anteriores - a pesquisa começou em 11 de abril -, os resultados apontam que a pandemia continua crescendo no Estado, mas em um ritmo menor. A prevalência estimada pela pesquisa saltou de 0,47%, em junho, para 0,96%, em julho, atingiu 1,22%, em agosto, e teve o menor aumento relativo registrado na etapa realizada neste final de semana, com percentual de 1,38%. 

  • 4,5 mil testes aplicados
  • 62 testes positivos
  • 1,38% da população com anticorpos
  • 1 infectado a cada 72 habitantes
  • 156.753 pessoas com anticorpos no RS

Nesta etapa, forma 62 testes positivos em todas as cidades participantes da pesquisa (Pelotas, Porto Alegre, Canoas, Santa Maria, Uruguaiana, Santa Cruz do Sul, Ijuí, Passo Fundo e Caxias do Sul). Só em Santa Maria, três pessoas foram diagnosticadas com o vírus (foto ao lado). 

Quando um morador testa positivo, os demais que residem no mesmo local também são testados. Ao longo das rodadas, o estudo conseguiu identificar que cerca de um terço das pessoas (33%) que moram com alguém infectado também tiveram o mesmo resultado. 

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DISTANCIAMENTO SOCIAL
Além da aplicação de testes rápidos, os pesquisadores também realizam entrevistas com os participantes, na busca de identificar os hábitos durante a pandemia. 

Comparado com a fase anterior, realizada entre 14 e 16 de agosto, o número de pessoas que diz sair às ruas diariamente teve um leve aumento no Estado: passou de 32,6% para 33,2%. No início da pandemia, em abril, eram 20,6% dos entrevistados que saiam todos os dias. 

Por consequência, diminuiu o número de quem diz sair de casa somente para atividades essenciais, de 54,6% para 54,1%, bem como de quem diz ficar em casa o tempo todo, de 12,85 para 12,7% comparados com a fase anterior. Em abril, eram 58,1% o percentual de entrevistados que só saiam para atividades essenciais e 21,1% que ficavam sempre em casa. 

Foto: Reprodução
Pesquisa aponta índice de distanciamento social no Estado

Entretanto, só em Santa Maria, ao contrário do resultado geral do Estado, aumentou o número de entrevistados que saem às ruas somente para atividades essenciais: 58,6%. Na fase anterior, era de 51% e em abril, de 59,3%. 

Em relação aos entrevistados que saem diariamente na cidade, o percentual caiu para 29,4%. Na fase anterior, era de 35,8% e em abril, 17,3%. Nesta rodada, 12% disseram ficar em casa o tempo todo. 

A PESQUISA
O Epicovid19 é coordenado pelo governo do Rio Grande do Sul e pela UFPel e conta com o apoio de 12 universidades, entre elas a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O estudo foi dividido em duas fases e esta rodada foi a última da segunda fase. O governo está em tratativas para que a pesquisa seja renovada para, pelo menos, mais duas fases. O investimento total é de R$ 2,1 milhões, com apoio da Unimed Porto Alegre, do Instituto Cultural Floresta, também da capital gaúcha, do Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro, e do Banrisul.


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