júri da kiss

'Não teve alarme, iluminação de emergência, nem sinalização', descreve sobrevivente

Emanuel de Almeida Pastl virou engenheiro de segurança após o incêndio. Ele é a terceira vítima a ser ouvida no julgamento

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Foto: Pedro Piegas (Diário)

O segundo dia de júri da Kiss começou com o depoimento de mais um sobrevivente da tragédia. Emanuel de Almeida Pastl foi na boate pela primeira vez, junto do irmão gêmeo, no dia do incêndio. Eles foram ao local para comemorar o aniversário, que seria dois dias depois. Após se recuperar, ele se tornou engenheiro de segurança. 

Emanuel ficou 10 dias hospitalizado, sendo quatro intubado em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) na cidade de Canoas. Ele tem cicatrizes de queimadura de terceiro e segundo grau e ficou com sequelas pulmonares. Também teve crises de pânico nas semanas seguintes ao fato. O irmão gêmeo também ficou com problemas pulmonares após o incêndio.

- Eu cheguei no Caridade (atual Complexo Hospitalar Astrogildo de Azevedo), fui levado para emergência e já tinha muitas vítimas. Deitei na última maca disponível no hospital, esperando atendimento. E chegavam mais e mais vítimas, todas muito machucadas e alguma inconscientes. Lembro que um dos funcionários do hospital estava em estado de choque - afirma. 

AO VIVO: sobrevivente a depor virou engenheiro de segurança após o incêndio

Como, após o incêndio, a vítima se tornou engenheiro de segurança, tanto Ministério Público quanto defensores realizaram questionamentos técnicos ao depoente. Sobre a estrutura da boate, Emanuel foi taxativo:

- Não teve alarme, iluminação de emergência, nem sinalização. Também saída de emergência, que só tinha uma - descreveu.

Além disso, demonstrou preocupação com o fato de que normas de segurança, em geral, não são seguidas:

- O Brasil, como um todo, não tem uma grande preocupação de segurança. Não só incêndio, mas outras coisas, como o que aconteceu em Mariana e Brumadinho. E o meu dever é fazer o que é correto. 

CASAMENTO

Emanuel conheceu a atual esposa quando esteve internado. Ela é enfermeira e cuidou dele durante os dias em que esteve hospitalizado:

- Eu me encontrei com ela no hospital. Lá, nos conhecemos e, depois, decidimos nos casar. A minha esposa fazia curativos nas minhas feridas e, em decorrência disso, nós nos casamos.

FISCALIZAÇÃO
Por conta do conhecimento técnico, a defesa do réu Luciano Bonilha Leão questionou Emanuel sobre o dever de fiscalização da boate

- A fiscalização é um conjunto de orgãos. Não sei a quem se aplicava essa legislação na época, mas alguém da prefeitura deveria ter esse controle em conjunto ou não com Corpo de Bombeiros. O CREA também tem dever de fiscalizar - afirmou.


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