desabastecimento recorrente

MP e Corsan vão discutir problemas no abastecimento de água

Depois de um desabastecimento na segunda-feira, moradores reclamaram de coloração da água. Corsan explica como agir nestes casos

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ATUALIZADA às 16h do dia 23 de junho de 2020

Um rompimento da rede adutora de abastecimento de água afetou 35 mil residências de Santa Maria na última segunda-feira. Foram 22 localidades afetadas pela ocorrência que na Rua André Marques, entre as ruas Silva Jardim e dos Andradas. O conserto também causou alterações no trânsito, que precisou ser desviado. A expectativa era de que o bloqueio durasse até às 9h30min, hora em que o serviço foi encerrado. Cerca de 12 horas depois, o trânsito foi interrompido mais uma vez para outro reparo, desta vez na calçada.

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A recorrência de problemas de abastecimento tem sido observada pelo Ministério Público (MP), que marcou uma reunião com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). O encontro será virtual na tarde de quarta-feira. Conforme a promotora Giani Pohlmann Saad, desde março, o trabalho da Corsan é monitorado em consideração ao contexto da pandemia do novo coronavírus.

- Temos observado faltas de água recorrentes. Marcamos a reunião para vermos como pode ser abreviado o tempo de espera para retorno da água e outras medidas que possam ser tomadas. Muitas vezes o estrago acontece sem previsão, entendemos isso. Mas queremos ver outros pontos como a contratação de mais equipe para ser mais rápido o conserto, por exemplo. Vamos pensar algumas ideias e sugerir à Corsan - conta a promotora.

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O MP deve questionar à companhia qual o plano de atuação para o momento da pandemia. No entendimento do órgão, os atendimentos não podem ser iguais aos momentos de normalidade, principalmente pela importância da água na prevenção ao vírus - uma vez que, sem água, não há como lavar as mãos.

- Queremos saber qual o plano de enfrentamento para o momento Covid, para operar considerando que tem que ser mais rápido. Conforme adesão da Corsan ou não, temos outras medidas a tomar. Não se pode ter a mesma operação que momentos normais - defende Giani Saad.

No ano passado, a prefeitura fez uma obra que trocou a rede pluvial no local em que a rede adutora rompeu na segunda-feira. Embora as redes sejam próximas, a Corsan afirma que a ocorrência de segunda-feira não tem relação com a rede pluvial. A Corsan informa que o restabelecimento do abastecimento se dá de forma gradual para não causar excesso de pressão na rede, e a situação foi normalizada ainda na segunda. Entretanto, moradores de diferentes bairros reclamaram das condições da água que chegava em suas residências. 

Por volta das 23h, em Camobi, a água seguia com a coloração escura. O mesmo foi enviado ao Diário por leitores que moram nos bairros Nossa Senhora de Fátima, Nonoai e Diácono João Luiz Pozzobon.

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Neste último, a moradora Luciane Moura reclama principalmente de não ter sido notificada sobre as condições da água. Ela ainda complementa que a indignação é compartilhada com vizinhos.

- Embora seja isso algum tipo de produto, é dever e obrigação da Corsan recorrer aos meios de comunicação e avisar sobre o procedimento. Meu filho, por exemplo, de 11 anos foi tomar banho e saiu reclamando que estava com coceira. Falta comunicação, transparência com a população - desabafa enquanto também relata que a companhia deu diferentes explicações para ela e para vizinhos sobre a situação.

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O QUE FAZER
Segundo a Corsan, isso ocorre devido à presença de manganês e ferro concentrados na água. Esses elementos são comuns na tubulação e até mesmo no líquido, em certa quantidade. Entretanto, quando há uma operação, eles podem ficar mais concentrados. A orientação é reportar a situação imediatamente à Corsan. Isso garante um procedimento administrativo para lidar com o ocorrido.

- A gente sempre orienta a deixar a torneira aberta, as pessoas questionam se isso vai ultrapassar o hidrômetro, mas isso também é avaliado em uma situação excepcional. Se surgir isso, a primeira coisa a ser feita é abrir um protocolo, que vai garantir a segurança administrativa que é possível tanto para haver compensação de valores ou restituição caso seja necessário manutenção no reservatório, quanto a própria avaliação do consumo posterior - explica Andreia Zanini, gestora da unidade da Corsan em Santa Maria.

Nesta segunda, não há registros de falta de água em Santa Maria conforme a companhia. Consumidores podem contatar a Corsan pelo telefone 0800 646 6444 ou no site.

O QUE DIZ A PREFEITURA
O contrato entre o município e a companhia prevê que problemas de abastecimento devam ser solucionados em até 24 horas a contar do registro da reclamação. Caso os problemas não sejam solucionados em até 24 horas, poderá ser aplicada a penalidade de multa de 0,05% do faturamento bruto da CORSAN no último mês no Município, além de multa diária de R$ 50.000,00.

A multa não é aplicada em situações que: impliquem em intervenção de adutoras de água tratada ou água bruta, de fugas de água invisível, que necessitem serviços especializados de geofonia a serem realizados à noite, situações que sejam resultado de intervenções indevidas na rede de abastecimento por ocupações irregulares, bem como falta de energia nas estações de bombeamento.

A fiscalização é feita pela Superintendência de Monitoramento e Fiscalização dos Serviços de Água e Esgoto, vinculada à Procuradoria Geral do Município.

Sempre que se tem conhecimento de problemas de abastecimento, a Corsan é consultada para apresentar os motivos e as soluções utilizadas, e é feita a avaliação se a situação é passível de multa ou não.

As reclamações sobre os serviços realizados pela Corsan, quando não atendidos pelos canais da própria companhia, podem ser realizadas através da Ouvidoria Geral do Município através do número 156 ou no site da prefeitura, informando o problema e os números de protocolos da Corsan.

*Colaborou Leonardo Catto e Dandara Aranguiz


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