cumprindo decreto

Mercados isolam produtos e até esvaziam corredores em Santa Maria

A partir desta segunda, itens são essenciais não podem ser vendidos presencialmente no Rio Grande do Sul

Foto: Foto: Anselmo Cunha (Diário)

Foto: Anselmo Cunha (Diário)

O primeiro dia com as novas regras do governo estadual sobre venda de itens não essenciais teve cumprimento pela maioria dos locais na cidade. Em oito estabelecimentos visitados pela reportagem, apenas dois tinham produtos que não podiam ser vendidos à mostra sem isolamento. Todos os outros mantinham algum tipo de restrição dos itens que o consumidor não podia colocar no carrinho.


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Na última sexta-feira, o governador Eduardo Leite (PSDB) anunciou a medida. A intenção é que diminua a circulação de pessoas nos estabelecimentos comerciais. Itens considerados não essenciais só podem ser vendidos por tele-entrega. A determinação também atende a um pedido de empresários de outros tipos de comércio que, com a bandeira preta, estão com as portas fechadas. 

Foi cena comum, na manhã desta segunda-feira, prateleiras de eletrônicos e corredores de eletrodomésticos terem faixas de isolamento. Cartazes avisavam aos consumidores que os produtos não poderiam ser comprados presencialmente a partir de 8 de março por determinação do Estado. Algumas pessoas que circulavam nos mercados reparavam o isolamento de itens enquanto riscavam a lista de compras com produtos de alimentação, limpeza e higiene - que são permitidos. Um senhor, surpreso pela medida, até fez uma videochamada para mostrar aos familiares as faixas de isolamento.

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Os produtos do chamado bazar, como itens domésticos, também não podem ser comercializados presencialmente. Eles representam, segundo a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), 2% do faturamento de supermercados. Em um mercado de Santa Maria, um corredor desse setor estava isolado até para circulação, com faixas, pallets de madeira, um aviso do mercado e uma cópia do decreto do governo estadual. No mesmo estabelecimento, o corredor ao lado, onde havia a placa indicava que ficavam talheres e produtos para churrasco, estava com prateleiras vazias.

Foto: Anselmo Cunha (Diário)

A proibição começou na segunda-feira.  Porém, teve quem se antecipou. No sábado, a matriz e as filiais do Lojão Total já tinham cartazes com os dizeres "somente produtos de ferragem e elétrica". As lojas vendem eletrônicos e eletrodomésticos, os quais foram retirados do acesso aos clientes. No estabelecimento da Rua Dr. Bozano, metade do local está fechado, também para evitar a grande circulação de pessoas.

- Alguns clientes, às vezes, não aceitam que a gente não pode vender. Procuramos tirar ou isolar aqui mesmo, mas dificulta, porque o consumidor não aceita que seja só por tele-entrega. No sábado, já adaptamos desfazendo algumas bancas e gôndolas, além de realocar mercadorias e sinalizar. Cuidamos bastante o distanciamento, tanto no caixa como na loja - conta Vinícius Mendes Menezes, gerente do Lojão Total.

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No sábado, a Agas emitiu uma nota com demandas ao Estado. Uma delas era que os produtos não precisassem ser retirados dos corredores e gôndolas, o que não era problema para o governo, desde que os produtos estivessem com isolamento.

FLORES E PLANTAS
Outro pedido era que fosse permitida a venda de flores para o Dia da Mulher, celebrado nesta segunda. Por causa da data, a associação pediu que a proibição começasse dia 9 para evitar "desperdícios e até possíveis aglomerações de pessoas nas áreas de dejeto dessas flores, caso elas sejam descartadas".

O Estado colocou a proibição somente para terça-feira no caso de plantas e flores naturais. Na prática, a partir das 20h desta segunda-feira já era proibida a venda, já que não há atividades após esse horário. Em um dos locais visitados, o setor de flores era o que tinha mais movimento.

Um dos mercados que descumpria o decreto vendia bolas de futebol. Outro mantinha chinelos expostos, os quais passavam no caixa normalmente.

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PREVENÇÃO
Todos os oito locais tinham alguma forma de controle na entrada. Por aplicação própria ou com um funcionário, era disponibilizado álcool em gel. No momento em que a reportagem passou pelos estabelecimentos, não haviam filas para entrar, já que o movimento não era intenso. Três aferiam a temperatura na entrada. Em um, o funcionário até tinha o termômetro em mãos, mas não utilizou o equipamento. Apenas dois limpavam também os carrinhos e cestinhas de compras. 

O QUE PODE SER VENDIDO PRESENCIALMENTE

  • Alimentação para uso humano e veterinário
  • Bebidas alcoólicas
  • Material escolar
  • Material de construção
  • Ferramentas
  • Itens de preparo de alimentos (panelas, potes e fósforos, por exemplo)
  • Itens de iluminação
  • Carregadores de celulares
  • Itens de reparo de celulares

O QUE NÃO PODE (SOMENTE TELE-ENTREGA)

  • Roupas
  • Eletrodomésticos (geladeira, fogão, micro-ondas)
  • Eletroeletrônicos (televisores, celulares, computadores)
  • Bazar (artigos domésticos e de decoração)


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