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Maria Eduarda deveria estar segura na faixa

Em 8 de maio, jovem de 18 anos, morreu atropelada na faixa de segurança no cruzamento da Hélvio Basso com a Rua Carlos Uhr

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Foto: Foto: Maurício Barbosa (Bei/Diário)
Prefeitura instalou em 1º de junho as sinaleiras para pedestres na Hélvio Basso. Promessa era de colocar equipamentos em 2018

Foto: Maurício Barbosa (Bei/Diário)
Prefeitura instalou em 1º de junho as sinaleiras para pedestres na Hélvio Basso. Promessa era de colocar equipamentos em 2018

A jovem mãe Maria Eduarda Brandão Monteiro teve a vida abreviada aos 18 anos ao acreditar que estaria segura para atravessar a pé uma das avenidas mais movimentadas de Santa Maria. Era começo da noite de 8 de maio, quando ela colocou os pés na faixa de segurança do cruzamento da Avenida Hélvio Basso com a Rua Carlos Uhr, no Bairro Duque de Caxias.

A tinta branca reluzente, que havia sido pintada horas antes pela prefeitura, aumentou a sensação de segurança de Maria Eduarda. Ela se sentiu confiante de estar usando o local correto para cruzar a avenida.

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Mas nem chegou a completar o percurso. No meio do caminho, um motorista não parou para a pedestre, como determina a legislação. O acidente pôs um fim precoce a uma jovem vida. Na véspera do Dia da Mães, Maria Eduarda deixou uma mãe enlutada e uma filha órfã de 2 anos.

Não foi apenas o descuido do motorista que resultou no trágico desfecho. A sinalização ineficiente da maioria das faixas de segurança, seja em ruas ou rodovias, resulta em uma armadilha para motoristas e pedestres.

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Armadilha para motoristas, porque não é possível saber da existência das faixas a não ser quando se está muito perto delas. São raras as placas ou marcações no pavimento que alertem da travessia à frente, dando tempo de os motoristas reduzirem a velocidade.

Armadilha para o cidadão a pé, porque ele acredita que, caminhando sobre as paralelas brancas, os motoristas irão parar porque, ali, o pedestre tem a preferência. Mas não é que acontece em inúmeras vezes.

PROMESSA
No local onde Maria Eduarda morreu, deveria haver uma sinaleira para pedestres. Essa foi a promessa feita pela prefeitura, em setembro de 2018, quando dois supermercados abriram na Hélvio Basso. Cada empresa daria um conjunto de sinaleiras para serem instalados em frente aos estabelecimentos. Os equipamentos, inclusive, já haviam sido comprados na época.

O Executivo diz que, diferentemente do que informou em 2018, as sinaleiras para pedestres fornecidas como contrapartida pelos estabelecimentos comerciais poderiam ser instaladas em qualquer local da cidade, e não apenas na Hélvio Basso.

Em setembro de 2020, foi anunciado que o cruzamento da da Rua Carlos Uhr iria, enfim, ter sinaleiras. Levou oito meses para os equipamentos chegarem ao local em que, agora, poderão ajudar a salvar muitas vidas. Menos a de Maria Eduarda, porque, para ela, já é tarde demais.

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O QUE DIZ A PREFEITURA
Sobre as sinaleiras para pedestres na Hélvio Basso, o Executivo municipal enviou uma nota, em maio, ao Diário. Na nota, a Secretaria de Mobilidade Urbana esclarece que a contrapartida do Stock Center foi a doação de 10 controladores semafóricos para serem instalados na cidade, e do supermercado Beltrame foram dois conjuntos semafóricos. "Porém, ambas as empresas não especificaram os locais para a instalação. Em 2018, quando ocorreram as doações, já havia o projeto para a instalação do conjunto semafórico na Avenida Hélvio Basso. Porém, foi necessário finalizar o estudo desse projeto", informou. Segundo a secretaria, apenas a loja Havan fez contrapartida específica de sinaleira para que seja instalada no local. A empresa fez a doação das sinaleiras e dos dois semáforos para pedestres, para serem instalados na Avenida Hélvio Basso com a Rua Carlos Uhr e no acesso à Vila Goiânia, no Bairro Uglione.

As sinaleiras para veículos e pedestres na esquina da Carlos Uhr foram instaladas na última terça-feira 


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