sem chuvas

Já são 32 cidades da Região Central em emergência por causa da estiagem

Caçapava do Sul, Itaara, São Gabriel, São Vicente do Sul e Unistalda entraram para a lista de prefeituras com o decreto nesta sexta-feira

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Foto: Foto: Prefeitura de Itaara (Divulgação)


Foto: Prefeitura de Itaara (Divulgação)

Falta de água para beber, racionamento, açudes secos e produção agrícola com perdas bilionárias: os impactos da seca fazem a lista de cidades em situação de emergência crescer a cada dia no Rio Grande do Sul. Entre as prefeituras da Região Central, subiu para 32 o total que já elaboraram o decreto. Nesta sexta-feira, Caçapava do Sul, Itaara, São Gabriel, Restinga Sêca, São Vicente do Sul e Unistalda entraram para a contabilização. 

Em Caçapava do Sul, as entidades do setor agropecuários elaboraram laudos que mostram que há perdas significativas no campo. A Defesa Civil faz a entrega de água para 277 famílias da zona rural que já estão sem água potável. Um estudo está em andamento para a perfuração de poços artesianos no interior do município.

Prejuízo no campo chega a R$ 1,5 bilhão na Região Central

São Gabriel implementou uma força-tarefa para socorrer as famílias do interior com água potável, com um caminhão da empresa São Gabriel Saneamento, dois caminhões da prefeitura e com um quarto caminhão sendo contratado, a um custo de R$ 50 mil por mês. Na zona urbana, por enquanto, não há risco de desabastecimento de água. 

- Estão sendo socorridas emergencialmente 65 famílias, nos assentamentos Itaguaçu, Cristo Rei e Conquista do Caiboaté, devendo chegar ao Faxinal e Cerro do Ouro nos próximos dias", ressalta o prefeito Rossano Gonçalves (PL).

Segundo os dados técnicos reunidos pela Secretaria de Desenvolvimento Rural através da Emater, os prejuízos da seca em São Gabriel já ultrapassam os R$ 388 milhões. As culturas mais afetadas são o milho, com quebra de 90 a 95%, e o soja, com perdas ao redor de 30%. A pecuária leiteira e a pecuária de corte também estão afetadas pela perda da qualidade das pastagens e forrageiras.

A prefeitura de Unistalda informou que as maiores perdas são nas safras de soja, milho (incluindo a silagem) e na pecuária. Várias famílias do município também já estão recebendo água potável, pois os poços e nascentes secaram. Em localidades, houve registro de apenas 9mm de chuvas nos últimos 70 dias. A mesma situação se repete em São Vicente do Sul e Itaara.


Foto: Prefeitura de Unistalda (Divulgação)

Na seca registrada em 2020, todas as 39 prefeituras da Região Central assinaram o decreto. No Rio Grande do Sul, já são 239 municípios em situação de emergência, o que representa 48% do total de 497 cidades gaúchas. 

CIDADES EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA NA REGIÃO

  • Agudo (decreto já homologado pelo Estado)
  • Caçapava do Sul
  • Cacequi
  • Cruz Alta
  • Faxinal do Soturno
  • Formigueiro
  • Itaara
  • Itacurubi (decreto já homologado pelo Estado)
  • Ivorá
  • Jaguari
  • Jari (decreto já homologado pelo Estado)
  • Júlio de Castilhos (decreto já homologado pelo Estado e reconhecido pela União)
  • Mata
  • Nova Esperança do Sul
  • Nova Palma
  • Quevedos
  • Paraíso do Sul
  • Pinhal Grande
  • Restinga Sêca
  • Rosário do Sul
  • Santa Maria
  • Santiago
  • São Francisco de Assis
  • São Gabriel 
  • São João do Polêsine
  • São Martinho da Serra
  • São Pedro do Sul
  • São Vicente do Sul
  • Toropi
  • Tupanciretã (decreto já homologado pelo Estado e reconhecido pela União)
  • Unistalda
  • Vila Nova do Sul

O QUE SIGNIFICA O DECRETO
Com a assinatura do decreto de emergência, as prefeituras conseguem dispensa de licença ambiental e de licitações, o que agiliza processos e compras para amenizar os problemas da seca. Além disso, financiamentos rurais de produtores podem ser recalculados e parcelas podem ser estendidas. Ainda, após o reconhecimento da situação pelo Estado e a homologação do decreto pela União, é possível a obtenção de recursos estaduais e federais para investir na cidade.

Diferente do que acontece em temporais, onde as consequências são factuais, com rastros de destruição, em estiagem prejuízos são sentidos a longo prazo, depois da colheita, por exemplo. 


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