com a palavra

Ibirubense fala da trajetória profissional que teve início em Santa Maria

Ricardo Vollbrecht é bacharel em Direto

Gabriele Bordin
Foto: Fotos: Arquivo Pessoal

Fotos: Arquivo Pessoal

O advogado Ricardo Vollbrecht, 46 anos, é casado com a psicóloga Simone Del Fabbro Vollbrecht, com quem tem três filhos, Catarina, 17 anos, Miguel, 9, e Joana, 3. Nascido em Ibirubá, Ricardo reconhece que aprendeu a ser advogado no Coração do Rio Grande. Ele passou a adolescência com os pais, Erni Arthur e Élida Vollbrecht, nas cidades de Três de Maio e Panambi. Em 1991, ele se mudou para Porto Alegre, onde se formou em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), em 1996. Depois de cursar mestrado na Universidade de São Paulo (USP) e advogar na capital paulista até 2001, ele foi convidado a integrar a Kümmel e Kümmel Advogados, em Santa Maria. Nesta entrevista, Ricardo Vollbrecht comenta a importância da Cidade Cultura na trajetória profissional e pessoal.

Diário - Quando a sua história com o Direito teve início?
Ricardo Vollbrecht -
Como sempre gostei de ler, busquei uma profissão que aliava estudo e boa perspectiva de trabalho. Então, escolhi o Direito. A formação jurídica exige estudo e abre a possibilidade de escolher diferentes trabalhos, como juiz, promotor ou advogado. Quando me formei, pensei até em seguir a carreira acadêmica, por influência de meus pais, que são professores, e cursei logo pós-graduação. No entanto, comecei a advogar e me apaixonei pela profissão e seu desafio diário de criar soluções jurídicas para pessoas e empresas. Antes, estagiei em Porto Alegre, em um grande escritório de Direito Tributário, onde despertei para esta área tão complicada no Brasil, mas que tem grande demanda de trabalho, de modo que já tenho 24 anos de experiência na advocacia tributária.

Na Festa do Azar de 2001. À época, Simone estava à espera de Catarina

Diário - A mudança para Santa Maria foi motivada pela profissão?
Ricardo -
Foi sim. Em dezembro de 2001, aceitei o desafio de Eduardo Kümmel para cuidar da área de Direito Tributário do escritório fundado por ele e pelo doutor Waldemar Kümmel. Até então, o Kümmel e Kümmel, um dos mais tradicionais escritórios de Santa Maria, era especializado em Direito Civil, e queria expandir a atuação para o direito tributário. Eu, por outro lado, tinha conhecimento jurídico, mas faltava aprender mais sobre a advocacia na prática. O empreendedorismo de Eduardo e o alto comprometimento do doutor Waldemar foram fundamentais para mim e minha carreira. Com o trabalho em Santa Maria e a experiência repassada e vivida no escritório, evoluí como pessoa e advogado, aliando rigorismo técnico com a preocupação em auxiliar de modo efetivo clientes e parceiros. 

Diário - Qual é a sua relação com a Cidade Coração?
Ricardo -
Morei em Santa Maria por quase nove anos, onde, além de aprender a ser advogado, vivi uma experiência de fé, que me tornou uma pessoa melhor. Em 2002, a Simone teve complicações na gravidez da nossa filha mais velha, Catarina. Então, seguindo o exemplo de um amigo, comecei a frequentar o Santuário de Schoenstatt. Lá, conheci melhor a Mãe de Deus, que se tornou, para mim, um caminho seguro até Jesus Cristo, e acabei me convertendo ao catolicismo.

Com o advogado Waldemar Kümmel, (a partir da esq.), Eduardo Kümmel, Edilia Ribas, Carlos Daniel Kümmel e Renata Marchezan, na formatura da Simone, em 2009

Diário - E, nesta atitude de fé, o senhor e Simone se casaram de novo.
Ricardo -
Sim. Cheguei a me casar de novo para cumprir as regras do Direito Canônico. Então, a minha ligação com Santa Maria é muito forte. Nela, progredi como advogado, cresci na fé e me tornei pai.

No registro, o casamento no Santuário da Medianeira em 2003

Diário - Como se dá a sua atuação profissional hoje?
Ricardo -
Por conta do crescimento do escritório, hoje a Kümmel e Kümmel tem residência em Porto Alegre, para melhor atender os clientes da região metropolitana e de outros Estados, e acompanhar as demandas perante os tribunais. Sigo exercendo a minha profissão em Santa Maria e região.

No STF, em 2019

Diário - Ao longo da trajetória profissional, quais foram os momentos mais marcantes?

Ricardo - Uma vitória marcante foi em 2010, quando o Supremo Tribunal Federal (STF), pela primeira vez, ao julgar recurso nosso, de produtor rural de Santa Maria, declarou inconstitucional o Funrural. Na assessoria do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), também no STF, em 2019, conseguimos garantir o direito da aviação agrícola ser empregada no combate a epidemias espalhadas por mosquitos. Conseguimos muitas outras vitórias individuais e significativas para diferentes clientes, na defesa do direito de empreender. Na parte tributária, recuperamos valores pagos indevidamente, bem como suspendemos cobranças ilegais, deixando nossos clientes com mais recursos para empreender, o que torna a nossa atividade muito gratificante, visto que impacta diretamente no crescimento econômico e social do país. 

Em família, no Santuário de Schoenstatt, em Santa Maria. No registro, Ricardo (a partir da esq.), Simone, Joana, Miguel e Catarina

Diário - Qual é o significado de família, para você?
Ricardo -
Família para mim é caminho de santidade. Com ela, apreendemos a amar e a conviver com diferentes desafios. A família proporciona felicidade e crescimento quando assumimos os sacrifícios necessários para formar um lar. Sabendo disso, Simone e eu tivemos três filhos. Eles são nossa fonte de inspiração e a razão de levantar todo o dia para trabalhar. Meu objetivo é mostrar a eles um caminho reto e seguro. Só assim, nos tornamos melhores. 


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