diário da esperança

Fé, consciência e humildade: religioso de umbanda fala sobre itens para suportar a pandemia

Presidente da Liga Espiritualista de Umbanda e Cultos Afro Brasileiros (Leucab) participou de programa na TV Diário nesta sexta-feira

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Wander Schlottfeldt (Diário)

Em momentos difíceis, de dor, sofrimento, perda, muitas vezes, se recorre à religião para buscar o entendimento das situações. Na fé, as pessoas encontram amparo, explicações e até mesmo soluções. Com o intuito de trazer conforto e um pouco de esperança em meio ao caos vivido no mundo, em função da pandemia do novo coronavírus, o Diário da Esperança é um projeto que tem trazido uma série de entrevistas com as interpretações, mensagens e lições que as mais diversas religiões e crenças oferecem aos seus seguidores. Nesta sexta-feira, o convidado foi Gallagher Victor SIqueira, presidente da Liga Espiritualista de Umbanda e Cultos Afro Brasileiros (Leucab). Ele falou sobre a reflexão que o momento adverso da pandemia pode oferecer, além de pontuar os itens necessários para uma superação espiritual.

Diário - Como interpretar o momento pandêmico espiritualmente?
Gallagher - Nosso planeta está em uma grande dificuldade, em uma aflição com essa pandemia, e a espiritualidade, acima de tudo, independente de religião, devemos ter a fé em primeiro lugar, sermos conscientes do que estamos fazendo pelo nosso semelhante, tendo em vista que somente essa conscientização material das pessoas e cumprindo os protocolos nós poderemos vencer essa grande aprovação que a humanidade está passando.

Diário - Com a atual situação, aumenta o número de pessoas que buscam referência/orientação na religiosidade? Como lidar com quem busca essa referência?
Gallagher - Realmente, a procura da fé é muito grande. As pessoas estão psicologicamente abaladas com a pandemia. Na umbanda, nossos templos estão sendo procurados. Mas estamos nos precavendo e seguindo protocolos. Agora, a religião é a única esperança que nós temos. É a conscientização do povo, da humanidade. Ela tem que estar consciente que devemos nos cuidar um dos outros para que possamos juntos vencer essa dificuldade que nosso planeta está passando.

Diário - De um ano para cá, quais as principais mudanças que precisaram ser feitas nos rituais, como adaptações?
Gallagher - Nós estamos agora fazendo mais círculos de orações porque não podemos fazer aglomerações dentro dos nossos templos. Temos locais que atendiam 100, 200 pessoas por noite. Então, nós temos que fazer limitações. Além disso, muitas pessoas que nos procuram pedem orações para parentes que estão acamados, enfim, que já estão com Covid. Então, o círculo de oração tem sido muito procurado por todos. Tem pessoas que ligam pedindo "olha, coloca meu nome nas orações". Então a gente recomenda que os templos procurem, na hora magna das 20h, fazerem um círculo de orações para toda a humanidade. Isso é muito importante, nos fortalece, fortalece as pessoas. Já houve caso de a pessoa estar infectada e não conseguir dormir com medo da morte. As pessoas precisam entender que tudo é possível quando se tem a fé. Tenha fé que ela é o combustível para que possamos vencer tudo e qualquer dificuldade. Então, vamos nos colocar à disposição às 20h em todos os templos para fazer um grande círculo de oração umbandista à toda humanidade.

Diário - Os centros de umbanda sempre costumam ter uma relação muito próxima com a comunidade. Existe algum tipo de ação comunitária sendo organizada pelos templos?
Gallagher - Muitos templos estão fazendo, além da caridade espiritual, a grande caridade material que é ajudar. Estão fazendo com que chegue alimento a algumas casas que estão com dificuldade. É um trabalho muito minucioso. Precisamos ter consciência do que estamos fazendo, e muitos templos estão fazendo essa caridade, que é de ajudar a comunidade, ajudar o seu próximo. Tem pessoas que estão desempregadas, muitas que estão doentes, acamadas, e não tem como garantir o seu alimento. Então, estamos fazendo essa campanha de solidariedade a todos, independentemente de religião.

Diário - Que lições a pandemia já trouxe e ainda poderá nos trazer a nível espiritual/filosófico?
Gallagher - A supremacia do nosso grande Deus, onipotente, que criou toda essa natureza. Nós estamos passando por um momento de grande reflexão. A humanidade já passou por diversas situações críticas, mas essa é uma das piores. Então, o homem estava correndo à frente da fé. Deus estava mandando as suas vibrações e o homem querendo chegar mais longe. Muitas pessoas estavam com o nariz empinado e queriam ter o poder. Hoje, Deus está mostrando que o poder está na fé, na consciência de cada irmão, de cada pessoa. Isso vai passar, mas só acreditamos que passará somente quando nós realmente tivermos consciência dessa grande missão espiritual que está sobre o nosso planeta. Deus nos deu essa natureza, mas veja só: os animais, ela em si não está sendo afetada, a não ser o homem com as suas pretensões, com sua vaidade, egoísmo, e hoje Ele está mostrando, seja qualquer a religião, a classe econômica, qualquer raça, todos estamos sujeitos a essa situação. Mas com humildade, fé e consciência nós conseguimos vencer.

Diário - Qual a mensagem o senhor pode dar para quem sofreu com a perda de um familiar, estão passando por alguma dificuldade na pandemia ou possuem medo de passar por isso?
Gallagher - Acredite. Acredite no ser supremo, nosso grande Deus que tudo criou. Você passou e/ou está passando por uma dificuldade espiritual através desse lado espiritual que é a pandemia. Você precisa, acima de tudo, acreditar e ter essa força e coragem. Precisa mostrar para você mesmo que busca no interior a sua fé. Que a perda que você teve seja recompensada através dessa fé, e que nosso grande Deus possa iluminar a todas aquelas vidas que já se foram, aos que estão acamados, enfim. Desejo a paz, principalmente a saúde a todos nós e que possamos ter muita clareza do pensamento, e acima de tudo, conscientização. Vamos seguir protocolos, usar máscara, para que possamos realmente, de mãos dadas, vencer. Eu estarei orando por você e acredito que você esteja orando por mim. Assim, vamos fazer uma grande corrente espiritual e vamos vencer essas dificuldades que estão aparecendo para nós nesse momento, nesse plano de prova e expiação.



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