com a palavra

Enio Isanei Silva Freitas conta sobre a vida dedicada ao varejo de calçados

Desde os 15 anos de idade, Enio trabalha na Eny Calçados

Natália Müller Poll
Foto: Foto: Arquivo pessoal


Foto: Arquivo pessoal

Enio Isanei Silva Freitas, 65 anos, transformou a paixão por calçados, em sua profissão. Funcionário da Eny Calçados desde seus 15 anos de idade, quando exercia a função de entregador, Enio é hoje o comprador de todos os produtos masculinos para as lojas da Eny em Santa Maria e Santa Cruz do Sul. É, ainda, um dos profissionais de confiança da direção da empresa. Casado com Tania Dias Freitas há 41 anos, Enio é pai de Gabrielle, 38, e Tanise, 35.

Diário - Já são 50 anos de trabalho na Eny Calçados, como você começou a trabalhar na empresa?
Enio Isanei Silva Freitas - Eu nasci em São Pedro do Sul, mas quando eu tinha 10 anos, meus pais se mudaram para Santa Maria. Somos sete irmãos, então não era uma vida fácil. Eu ajudava como podia: vendia picolé, rapadura, pastel, principalmente perto dos quartéis da cidade. Minha madrinha, que continuou morando em São Pedro, comprava muitos calçados na Eny para revender na loja dela lá. Um dia, ela encontrou com o seu Carlo Isaia, que era um dos donos, e perguntou se não tinha vaga para mim. Ele pediu que eu fosse com a minha mãe, falar com o seu Salvador Isaia, que era irmão dele. Quando nós chegamos, ele percebeu que minha mãe caminhava com dificuldade, ela estava grávida do meu irmão mais novo. Eu sou o mais velho dos sete e era natural que precisasse e quisesse ajudar em casa. Fiz uma prova e fui admitido. Tive minha carteira assinada no dia primeiro de junho de 1969, nunca esqueci essa data. No início, lavava a loja, entregava as malas na casa dos clientes, depois, passei para o depósito, na Eny que ficava no Edifício Cauduro. Quando a Eny Masculina ficou pronta, ali na galeria, ajudei a transferir tudo para lá. Aquilo foi algo que me marcou e fiquei muito feliz quando fomos para lá. Durante muitos anos fui vendedor da Eny Feminina, depois da Masculina, me tornei gerente da loja Masculina e, depois, da Eny Infanto.


Foto: Arquivo pessoal/Enio (de camisa vermelha), em um churrasco na casa de Salvador Isaia

Diário - E como você chegou ao cargo de comprador?
Enio - Em 2009, comecei a viajar com o seu Eduardo Isaia, para aprender a comprar os calçados masculinos, foi um grande aprendizado. Viajava com ele e o pai dele, o seu Carlo, para as principais feiras do país. Eles foram meus grandes professores sobre modelagem, quantidades, qualidade dos produtos. O cliente muitas vezes não percebe, mas há uma grande diferença na procura de calçados pelos homens e mulheres. Precisamos estar atentos às tendências para não parar no tempo. É preciso saber sobre moda mas também sobre conforto sobre inovação. Vou dar um exemplo, há alguns anos, os homens nem queriam saber do sapatênis. Hoje, é um tipo de calçado que está tomando o espaço do sapato tradicional. Quando compramos, precisamos conhecer esses comportamentos.

Diário - Como é trabalhar em uma empresa tão tradicional aqui da nossa cidade?
Enio - Me sinto gratificado. Por tudo que contei, não tinha nem a pretensão de chegar onde estou hoje. Era, no máximo um sonho. Mas quando se faz o que se gosta, tudo fica muito melhor. Me sinto feliz, recompensado pelo meu trabalho. Uma coisa que sempre digo é que independentemente do que se faz, precisa ser feito com dedicação e vontade. O seu Salvador foi um grande exemplo para mim. Ele me ajudou, inclusive, quando estava construindo nossa casa. São coisas que nos marcam para sempre.


Foto: Arquivo pessoal/No casamento com a mulher, Tania

Diário - Que qualidades você acha necessárias para se manter emprego por tantos anos?
Enio - Dedicação, honestidade e gostar do que se faz. O trabalho no comércio exige muita dedicação e vontade. Ele não tem o salário mais atrativo, são muitas horas longe da família, dedicadas às empresas. Mas, para quem gosta, é recompensador. Eu também posso dizer que tive sorte, porque a Eny é uma ótima empresa, então tive excelentes oportunidades e soube aproveitá-las. É claro que abri mão de muitas coisas. Mas hoje posso dizer que valeu à pena.

Diário - Como é o Enio no dia a dia? O que gosta de fazer nas horas de descanso?
Enio - Gosto de viajar, pescar, de ir para a praia e, principalmente, de estar com as minhas netas Rafaela e Nicole. E tem o CPF também, o Piá do Sul, que uma das minhas paixões.


Foto: Arquivo pessoal/Duelo entre times. Enio com a mulher, filhas e genros

Diário - E o Enio pai, como é?
Enio - Hoje, melhor do que antes. Confesso que não tinha tempo para dedicar à minha família. Vivi uma época em que se trabalhava muito, que nos dedicávamos muito e a vida era muito corrida. Estava sempre na empresa. Hoje, tento compensar ao máximo esse tempo que não passei com minhas filhas, estando com elas em momentos como o mestrado, o doutorado, o nascimento das minhas netas. Admiro muito os pais modernos, que hoje dão muita atenção aos filhos.

Diário - Existe algum feito ou conquista que você se orgulhe muito?
Enio - Ter conseguido formar minhas duas filhas, algo que a empresa me ajudou muito. Ambas estudaram na Universidade Federal de Santa Maria. Para um pai, que não estudou tanto quanto gostaria, é uma conquista e tanto.


Foto: Arquivo pessoal/Recebendo homenagem de Guido Cechella Isaia, pelos 50 anos de serviços prestados a Eny Calçados


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