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Empresária relembra a trajetória no ramo imobiliário de Santa Maria

15 Março 2019 12:30:00

Ivone Lutz Coelho também é a atual patronesse do Riograndense Futebol Clube

Felipe Backes
Foto: Foto: Arquivo Pessoal
Ivone e o marido Luiz estão casados há mais de 50 anos

Uma pessoa alegre, descontraída e inquieta. Ivone Lutz Coelho é esposa, mãe, avó e bisavó muito orgulhosa da família que construiu. Casada há 57 anos com Luiz Arami Drago Coelho, 81, conheceu o marido aos 15 anos. Com ele, Ivone construiu a carreira profissional no ramo imobiliário. Atualmente, o casal está à frente da Luiz Coelho Imóveis. Dessa união nasceram dois filhos, José Fernando, 56, e Paulo Roberto, 54. À família, somam-se, ainda, seis netos e quatro bisnetos. Torcedora exemplar do Riograndense Futebol Clube, Ivone foi eleita patronesse do clube em 2019, um dos cargos mais honrosos dentro da instituição. Nesta entrevista, aos 75 anos, essa santa- -mariense apaixonada pela terra natal compartilha um pouco da trajetória profissional e fala de família, futebol e dos planos que deseja realizar. 

Diário - Que lembranças a senhora guarda da infância e da adolescência?

Ivone Lutz Coelho - Tive uma infância maravilhosa. Meu pai era ferroviário. Tenho muito orgulho da profissão que ele exerceu. Muito carinhoso conosco, o pai nos passou muitos valores, entre eles o amor pelo Riograndense. Quando eu tinha uns 6 ou 7 anos, não perdíamos jogos no Estádio dos Eucaliptos. À época, eu morava no Perpétuo Socorro, perto dali. O amor pelo time é uma tradição da nossa família. Meus 11 tios paternos, também ferroviários, eram torcedores do Periquito. A mãe também nos acompanhava. Além do futebol, gostava muito de dançar. Foi assim que conheci meu marido. Em 1959, nos encontramos em um baile e dançamos a noite inteira. Eu tinha apenas 15 anos. Ao longo desses anos, construímos nossa família e trajetória profissional, o que me enche de alegria. Com tudo isso, sou uma pessoa realizada.

Foto: Arquivo Pessoal
Ivone e o marido Luiz estão casados há mais de 50 anos

Diário - De que forma entrou na carreira imobiliária?

Ivone - Em 1969, meu marido abriu a imobiliária e me trouxe junto para trabalhar. À época, eu era dona de casa e cuidava dos filhos. Trabalho com ele até hoje. A Luiz Coelho Imóveis, nossa empresa atual, foi fundada em 1988. Antes disso, o nome da empresa era Administradora de Imóveis de Santa Maria. Começamos praticamente do zero, em apenas em uma sala, no tempo da máquina de datilografia. Hoje, está tudo diferente. A evolução é maravilhosa, mas tem um lado negativo. Tenho a impressão que trabalhamos mais com máquinas do que com pessoas. De lá para cá, temos crescido bastante. Mesmo em meio a muito trabalho, tenho orgulho da história que construímos em família.

Diário - No início do ano, a senhora foi escolhida patronesse do Riograndense. Que planos tem para o clube?

Ivone - Sempre colaborei e quero continuar ajudando na medida do possível. Desde 1962, sou sócia do Riograndense. Entre outras ações, já fiz brindes para serem sorteados em jantares, com finalidade de arrecadar recursos. No que depender de mim, o time voltará ao futebol profissional.

Foto: Arquivo Pessoal
A irmã Mirna (a partir da esq.), o pai José, Irene e a irmã Anita

Diário - Quais são os seus passatempos preferidos?

Ivone - Sou muito família. Meu lazer é fazer peças de tricô e crochê para doação. Estou na expectativa por mais bisnetos. Cada nora tem vários conjuntinhos prontos para esperar os bebês. Não consigo ficar parada.

Foto: Arquivo Pessoal
Momento de descontração com a família

Diário - A senhora parece ser uma pessoa bastante religiosa...

Ivone - Sem fé, não se aguenta, não sobrevivemos. Ninguém veio para a vida a passeio. Viemos para resgatar alguma coisa do passado. Eu procuro agir direito, estendendo a mão a quem precisa. Sou espírita. Tudo o que fiquei devendo na outra vida, quero resgatar agora. Então, não reclamo de nada. Sou realizada, feliz e cheia de planos. Quero ver meus netos e bisnetos crescerem bem, assim como vi os pais deles. Jesus é meu eterno companheiro. Já passei por problemas difíceis em relação à saúde. Mas, com Jesus, não tive medo de nada.

Diário - Santa Maria sempre foi seu lar. Qual o sentimento da senhora em relação à Cidade Cultura?

Ivone - Jamais sairia de Santa Maria, onde nasci, me criei, conheci meu marido e consolidei profissão e família. Na minha terra natal, tenho amizade com Deus e o mundo. Santa Maria é tudo para mim.


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