com a palavra

Dauter Dutra Berlese relembra trajetória na polícia militar, docência e empresariado

O santa-mariense foi, por duas vezes, vice-presidente do Inter-SM

Gabriele Bordin
Foto: Fotos: Arquivo Pessoal
Comemorando o aniversário de 70 anos em família, com as filhas Milena (a partir da esq.) e Marla, e a mulher, Deusa Maria

Fotos: Arquivo Pessoal
Comemorando o aniversário de 70 anos em família, com as filhas Milena (a partir da esq.) e Marla, e a mulher, Deusa Maria

Dauter Dutra Berlese, 74 anos, nascido em Santa Maria, é filho de Antonio Abrahão Berlese e Hermínia Dutra Berlese, falecidos. Casado com Deusa Maria da Rocha Berlese, 72, ele é pai de Marla, Mauren e Milena, e avô de Giuliano, Frederico, Aline, Fernando e Murilo. Em termos profissionais, além de ser policial militar aposentado, Berlese se identifica como um "pot-pourri", visto que já teve diferentes tipos de atividades profissionais.

Diário - O senhor é ligado às origens da sua família? 

Dauter Dutra Berlese - Sim. Minha origem paterna é italiana, da região do Veneto, da Comune de Istrama e da Frazione Da Sala. Meus familiares chegaram em Santa Maria em 1887. Em 1998, tive a oportunidade de visitar as cidades e verifiquei os lugares onde nasceram meu avô e bisavô. Foi uma das grandes emoções que senti. Lá, encontrei duas famílias Berlese. Elas me acolheram muito bem. 

Diário - Qual é a sua relação com Santa Maria?

Dauter - Tenho orgulho da minha terra natal. Sou muito bairrista. Me orgulho de minha cidade que, mesmo com mazelas, é um belo lugar para viver. Em Santa Maria, fiz minha família e estreito, cada vez mais, um lastro de ótimas amizades. Quero morar sempre na Cidade Coração, onde me realizo todos os dias.

No registro, Dauter (à dir.) recebe o diploma de aspirante a oficial do então ministro do Trabalho Walter Peracchi Barcelos, na BM

Diário - Ainda em relação à cidade, o que planeja? 

Dauter - Meu objetivo é empreender para trazer benefícios para Santa Maria. Minha relação com a Cidade Universitária se fez com trabalho honradez e honestidade, bem como na função de professor da Universidade Franciscana (UFN). Fui, por duas vezes, vice-presidente do Inter-SM. Fiz parte, ainda, da fundação do Lions Clube Dores, secretário do Conselho Deliberativo do Inter-SM, por cinco temporadas, e vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil de Santa Maria (Sinduscon/SM), por duas gestões. Ainda sobre Santa Maria, destaco que o melhor prefeito que tivemos nos últimos 50 anos foi Evandro Behr. Gostaria de ver mais "Evandros" dirigindo a cidade. 

Diário - Como foi o início de sua trajetória profissional. 

Dauter - Minha base foi a Brigada Militar (BM) do Estado, onde ingressei em 1962, na Academia de Polícia Militar e, em 1965, me formei aspirante a oficial, sendo classificado no 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon), por coincidência, em minha terra natal. Tenho orgulho da carreira que construí na Brigada Militar, onde fui promovido sempre por merecimento. Passei para a reserva, como coronel, em 1991. A BM é a minha segunda família.

Na lembrança, a formatura em Matemática, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1971. No registro, o então 1º comandante da BM, coronel Aldrovando da Silva Fraga (a partir da esq.), o secretário da Educação do Estado, Mauro da Costa Rodrigues, o reitor José Mariano da Rocha Filho e o doutor Francisco Crossetti

Diário - Como entrou na docência? 

Dauter - Durante toda a carreira, fiz o que podia por minha corporação. No entanto, queria me especializar intelectual e profissionalmente. Então, busquei a universidade para aumentar meus conhecimentos e, em 1971, me formei em Matemática pela UFSM. Era um novo campo de conhecimento que vinha somar à minha personalidade. Quando eu trabalhava na administração do Hospital da Brigada Militar, fui selecionado para cursar Administração Hospitalar na Universidade de São Paulo (USP). Em uma turma de 31 alunos, fui diplomado pela USP como terceiro melhor aluno do curso. Lá, fiz uma especialização em estatística. Quando voltei a Santa Maria, encontrei a irmã Felicidade, diretora da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Imaculada Conceição (Fic), hoje Universidade Franciscana (UFN). Ela havia sido minha professora na graduação. De imediato, ela me convidou para lecionar no curso de Matemática. Aceitei o desafio e trabalhei por 33 anos naquela instituição, onde cheguei a ser considerado, pelos alunos, um dos melhores professores.

Com os irmãos Deomero (centro) e Derico (à dir.). No aniversário de 70 anos de Dauter, em 2014

Diário - O senhor trabalhou em outras áreas?

Dauter - Depois que passei para a reserva na BM, fui convidado para ser diretor da Casa de Saúde, onde fiquei por oito meses. No mesmo período, comecei a trabalhar na Becker Engenharia Ltda. Lá, fui diretor executivo, de 1991 a 2008, e conquistei um grande amigo, Carlos Humberto Schils Becker. Na sequência, passei a empreender na construção civil. Nessa área, trabalhei, por um período, só Mais tarde, junto aos sócios, Carlos Becker e Volnei Beltrame, comecei a Beta Engenharia. 

Diário - Fora do aspecto profissional, o que o senhor gosta de fazer? 

Dauter - Além da minha família, tenho várias paixões, entre elas, desde 1951, o Inter-SM. Esse apego nasceu a partir do momento em que assisti ao time jogar pela primeira vez. Naquela partida, o Inter ganhou do antigo rival, o Riograndense.

Grupo do Cafezinho, que se encontra todo sábado, na Galeria Chami, há mais de 30 anos. Na foto, Luiz Cláudio Brasil de Mello (à esq.), Vicente Pascotini, Jaime Mazuco, Paulo Hassmussen Cunha, Odilon Mainardi, Luiz Carlos Iopp Druzian, Nilo Paiva (em pé), Iara Druzian, Paulo Tadeu Cavalheiro, Dilson Siqueira, Dauter e Danilo Fontoura

Diário - O senhor gosta de viajar? 

Dauter - Sim. Conheço 46 países. Sou fascinado pelo contato com outras culturas. Curto até esperar em aeroportos. Entre os lugares mais bonitos por onde passei, cito as ilhas gregas do Mediterrâneo, entre elas, um pequeno paraíso chamado "Corfu". A Áustria também me chamou atenção. É como um jardim na Europa. No Brasil, gosto de descansar em Itapema, Santa Catarina. 

Diário - Como resume essa trajetória? 

Dauter - Como disse Albert Aiensten, "em qualquer atividade, temos de dispensar 95% de transpiração e 5% de inspiração". Ou seja, o trabalho é a única solução para o crescimento.


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