reportagem especial

Com pandemia, palestras online se tornaram aliadas nesse 20 de setembro

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Foto: Foto: Renan Mattos (Diário)

Foto: Renan Mattos (Diário)

As prendas Juliane Rigão e Tainá Severo Valenzuela encontraram nas redes sociais e aplicativos de reunião aliados para seguir levando o tradicionalismo gaúcho para todos os pagos do Rio Grande. As duas têm feito palestras de forma remota. Além de reuniões e criação de conteúdos, elas têm aproveitado as redes sociais para manter o contato com outros participantes do movimento. Um dos lados positivos de realizar as atividades dessa forma, destaca Juliane, 1ª Prenda da 13ª RT, é poder contar com a presença virtual de pessoas que, caso o evento fosse físico, não conseguiriam estar presentes. Já Tainá também vê possibilidades no novo formato de encontros. Ela afirma que a própria alternativa é, por si só, positiva: 

FOTOS+VÍDEO: sem presença de público, Rodeio da Retomada foi transmitido pela internet

- A humanidade já viveu outros momentos de pandemia sem ter esses recursos tecnológicos. Então, eu vejo que termos a disponibilidade do online nos dá recursos que eram inexistentes em outras pandemias. É uma forma de conseguirmos manter o contato mesmo distantes.

Por outro lado, para Juliane, a maior dificuldade enfrentada é a impossibilidade de conviver com as pessoas mais velhas e experientes dentro do movimento. Ela explica que essa troca entre gerações é muito importante e, como os idosos têm mais dificuldades em lidar com as tecnologias, o contato acaba ficando quase inexistente. Tainá complementa: outro lado negativo é o fato de as conversas circularem sempre entre as mesmas pessoas, sendo difícil chegar a todos os integrantes do movimento.

Para manter a chama gaúcha acesa em meio à pandemia, saída foi ter comemorações online

NOVAS PAUTAS EM FOCO
O consenso entre as prendas é a possibilidade de, agora, introduzir e aprofundar pautas que, antes, acabavam não sendo tratadas. Tainá conta que é convidada para realizar várias palestras para falar sobre a história do Estado, justamente por ser professora da disciplina. Mas, para além disso, ela também é procurada para falar sobre a questão da mulher dentro do movimento, levando visões feministas para o debate. Segundo a educadora, o período serviu para que muitos eventos parassem de ser "apenas reproduzidos", mas questionados e discutidos. Juliane concorda: 

Foto: arquivo pessoal

- A sociedade evolui, e o movimento tradicionalista tem que evoluir junto. Não vivemos em uma bolha ou em um mundo à parte. A gente não quer expulsar ninguém dele (do movimento).

Assim, as duas levam discursos que pregam igualdade e aceitação. De acordo com Tainá, uma ala conservadora prega a tradição como forma de manter preconceitos enraizados. Para ela, o importante é manter do passado aquilo que for bom, construtivo e fizer bem ao coletivo.

- E não manter aquilo que é preconceituoso e racista. O teor dessas palestras e bate-papos busca encorajar as pessoas a usarem suas entidades como porta-vozes das minorias, para que o movimento seja plural, valorizador da cultura e para construir uma sociedade melhor - afirma a professora.


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