Lgbtfobia

Audiência pública debate segurança da comunidade LGBTQI+ em Santa Maria

Representantes de ONGs e coletivos se reuniram com órgãos públicos para cobrar medidas após quatro assassinatos de trans na cidade e região

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Foto: Foto: Victoria Debortoli (Diário)

Foto: Victoria Debortoli (Diário)

No mês em que se celebra o Dia Nacional da Visibilidade Trans no Brasil, a violência contra a comunidade LGBTQI+ ainda choca. Só nos últimos quatro meses, quatro mulheres transexuais foram assassinadas em Santa Maria e na região. Em busca de soluções práticas de segurança pública, representantes de ONGs e coletivos se reuniram na manhã desta quarta-feira com órgãos públicos no gabinete do prefeito Jorge Pozzobom (PSDB). 

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Por quase duas horas, os representantes debateram junto com o prefeito, a Brigada Militar, a Guarda Municipal e a Polícia Civil pautas que envolvem os assassinatos e a violência que é sofrida diariamente, principalmente a transexuais que trabalham na rua. Uma das principais reivindicações da comunidade LGBTQI+ é que não existem medidas de prevenção na cidade. Algumas medidas, já em prática em outras cidade, como Porto Alegre, foram citadas na reunião: 

- Essa reunião é necessária, porque os órgãos públicos precisam nos ouvir. A partir disso a gente espera que consigamos criar campanhas de prevenção e também viabilizar o lançamento de um aplicativo para celular aqui na cidade, que permite que pessoas em situação de emergência possam acionar automaticamente a polícia - explica Marquita Quevedo, da ONG Igualdade. 

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A delegada Débora Dias, que assumiu nesta semana a Delegacia de Proteção ao Idoso e Combate à Intolerância (Dpicoi), ressaltou a importância de denunciar casos de ódio e intolerância, tanto na Brigada Militar quanto na Polícia Civil, pois, segundo ela, é necessário se ter dados oficiais para pensar em ações preventivas. Isso pode ser feito de forma anônima. De acordo com Débora, no ano passado foram menos de 10 registros de ocorrência de casos como ameaça e agressão ao público LGBTQI+, mas se sabe que os números vão muito além. 

A prefeitura se comprometeu em trabalhar junto com a comunidade em campanhas de conscientização e prevenção, além de analisar o projeto de lançamento do aplicativo apresentado. 


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