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Região Norte de santa maria

Após cinco meses, fechamento da Rua Sete prejudica comerciantes da região

12 Junho 2019 07:30:00

Prefeitura foi obrigada a fechar a via após uma decisão judicial, mas negocia um convênio de cooperação para reabri-la

Marcelo Martins

Foto: Gabriel Haesbaert (Diário)
Rua foi fechada, em 13 de janeiro deste ano, após determinação judicial

Na próxima quinta-feira (13), a Rua Sete de Setembro, uma das principais ligações da região norte com o Centro de Santa Maria, completa cinco meses fechada em decorrência de uma decisão judicial de 2015, o que levou a administração Jorge Pozzobom (PSDB) a interromper a via, que é uma ligação direta com o Centro. Era isso ou a prefeitura teria de arcar com uma multa de R$ 15 milhões.  

O cofre do município só não foi raspado porque o Executivo e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) chegaram a um acordo que evitou a multa. Porém, agora, o tucano afirma que esses meses todos de silêncio e de reserva sobre o tema não foram de esquecimento ou de negligência com a população daquele entorno.

Segundo ele, a liberação da via está próxima de ocorrer. A fala, conforme o prefeito, está calcada em sinalizações da Rumo Logística e da própria Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Na busca por um desfecho a essa questão, a prefeitura chegou a cogitar, dias após a obstrução da via, a colocação de uma cancela eletrônica que, a princípio, funcionaria por meio de um sensor. Mas esse já não seria mais o caminho.

- A Rumo e a ANTT, nesse tempo em que iniciamos essas tratativas, têm nos sinalizado que há possibilidade de revertermos essa situação. É importante dizer que há, no momento, um indicativo favorável e, o mais importante, sem cancela. O que estamos construindo é que possamos viabilizar isso (liberação da rua) sem a cancela e com a colocação de sinalização horizontal e com a utilização de placas - informa o prefeito. 

COMÉRCIO SOFRE FORTE IMPACTO
Além da necessidade de adequações na rotina que se desdobra em limitações no direito de ir e vir, há, ainda, um outro componente: o financeiro. O engessamento do comércio local na região é perceptível em alguns casos em que os estabelecimentos mais se assemelham àqueles à beira da estrada.

Na última terça-feira, o Diário percorreu 11 deles e o saldo é de desânimo e de nenhuma perspectiva de comerciantes e moradores, a curto e médio prazo, para a reversão do fechamento da rua. Sem ligação direta da região com o Centro, comerciantes sofrem prejuízos, que resultaram em corte de postos de trabalho. Nesses locais, que ficam nas quadras divididas pelos blocos de concreto colocados, oito empregos foram cortados em decorrência da redução na movimentação e nas vendas.    

O Hotel Popular, que está no endereço há mais de 40 anos e que fica próximo da linha férrea da Rua Sete, empregava cinco colaboradores. Agora, restam três. Com uma média de oito clientes diários, o local se viu, nos melhores dias, a quatro pessoas ingressando no hotel.  

O supermercado da Rede Vivo, localizado há 14 anos na região, reduziu de 33 para 30 funcionários. A unidade registra queda de 35% nas vendas. A Lavanderia Cabistani reduziu de 30 para 27 funcionários com a queda de 10% nos clientes. Já a Floricultura Aliança viu despencar em mais de 40% as vendas e a circulação de fregueses e a ideia, agora, é ir mais para um novo endereço no Centro. 

Porém, há exceções. O supermercado Copetti, da Rede Super, que fica mais abaixo da Rua Sete, afirma não ter sido impactado nas vendas nem cortou empregos. O estabelecimento fica em um trecho onde o trânsito de veículos não foi tão afetado. 

Pozzobom reconhece que a situação é grave para os moradores e comerciantes da região. Mas pondera que teve de cumprir a ordem judicial. As tratativas entre fevereiro e maio tiveram várias idas e vindas e, muitas delas, improdutivas. Mas no fim do mês passado e começo de junho, a prefeitura começou a contabilizar os avanços mais significativos. Nesse período, por exemplo, representantes da Rumo estiveram em Santa Maria e avaliaram a via. E, assim, a prefeitura formatou um convênio de cooperação com a empresa ferroviária.  

SEGURANÇA
A prefeitura ficará à frente de viabilizar um plano de segurança ao apresentar um cronograma de ações, após prévia análise da Rumo e da ANTT, que poderá ser executado. Nele, entre outras questões, estão contempladas programas de educação da população do entorno da via e a garantia de medidas de proteção.

A ferrovia opera 24 horas, o que representa, em média, uma circulação diária de três trens pelo local. É com essa propensão da Rumo em pactuar um entendimento com a prefeitura que trabalha o governo municipal. 

- É claro que sabemos do impacto disso (fechamento da via) na vida das pessoas, no deslocamento delas. E sem dizer que ainda há desdobramentos econômicos no comércio local daquela região. Todo o trabalho, até agora, é para reverter essa situação - avalia Pozzobom. 

A reportagem procurou, por e-mail, a ANTT e o Dnit, que não responderam aos questionamentos da reportagem.


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