lembrança viva

Ação no Calçadão distribui abraços em homenagem a jovem morto em SC

Jonathan Rodrigo Dimpério foi encontrado morto em uma praia no litoral catarinense em dezembro

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Foto: Rodrigo Nenê (Diário)


Foto: Rodrigo Nenê (Diário)

Distribuir abraços foi a forma que amigos e familiares encontraram para manter vivo o legado de Jonathan Rodrigo Dimpério, 22 anos, que foi encontrado morto em uma praia de Santa Catarina no dia 25 de dezembro de 2019.


Conforme o irmão do jovem, Luis Dimpério, Jonathan era coordenador do projeto social "Descruze os braços e dê um abraço" e a ação que mais gostava de organizar era a distribuição de abraços em locais públicos. Com cartazes em mãos, o grupo abordava quem passava pelo Calçadão de Santa Maria com um simples pedido: "posso te dar um abraço?"

- Ele era surpreendente. Não tinha maldade. Tudo era "de boas" para ele. Se tu estavas chorando, ele pedia: "posso te dar um abraço?". Eu continuo aprender com ele nessas últimas semanas. Ele tinha uma "cara de pau", no bom sentido, que eu não tinha. Nunca me imaginei sair na rua e dar abraços pras pessoas, assim, do nada. Mas estamos fazendo isso por ele - conta o irmão. 

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Foi ao lado da colega Amanda Barcellos, quando estudavam no Colégio Estadual Manoel Ribas, que surgiu a ideia de criar projeto social em uma disciplina de aula. Desde então, além de distribuírem abraços, também arrecadavam alimentos, roupas e brinquedos e doavam para entidades.

- É um momento muito emocionante. De uma forma singela, podemos replicar o amor, tocar as pessoas de uma forma muito simples. Ele era uma pessoa sem igual. Queremos homenagear ele pela forma como foi tirado de nós, que é muito difícil de aceitar. É um carinho que queríamos fazer com ele e para ele - afirma a amiga.

Nem todos os familiares puderam estar presentes. Então, Luis até organizou uma transmissão ao vivo no Facebook para que a mãe, em Santa Catarina, o pai, no Uruguai, e a namorada do jovem, na Colômbia, pudessem acompanhar a homenagem. 

De acordo com o irmão, a família quer dar continuidade a projetos do jovem, visitando locais que ele costumava ajudar e, no futuro, talvez criar uma ONG com o nome de Jonathan.

O CASO
A Polícia Civil de Jaguaruna (SC) investiga a morte do jovem encontrado sem vida na madrugada de 25 de dezembro em uma praia do município. Jonathan Rodrigo Dimpério morava em Santa Maria e foi ao litoral catarinense passar o Natal com a família.

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De acordo com o delegado Lucas de Sá Rezende, responsável pela investigação, inicialmente, o caso era tratado como afogamento, já que o corpo foi encontrado submerso no mar. Porém, após o corpo passar pelo Instituto Médico Legal, foi constatado que havia perfurações no rosto do jovem e o caso é investigado como homicídio. A causa da morte foi registrada na certidão de óbito como traumatismo craniano. Ainda não há suspeitos para o caso.  

Jonathan foi passar alguns dias com a mãe na cidade e saiu para ir à praia na tarde do dia 24, véspera de Natal. Ele ficou desaparecido por algumas horas até o corpo ser encontrado na madrugada do dia 25. A vítima nasceu na cidade de Salto, no Uruguai, mas morava em Santa Maria há cerca de 15 anos. Ele trabalhava como atendente em um xerox na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e iria começar o curso técnico de Segurança do Trabalho na universidade no próximo ano. 

O sepultamento do jovem aconteceu no Cemitério Ecumênico Municipal no dia 29 de dezembro. 

*Colaborou Janaína Wille

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